Autocura

João Carlos Ramos
A natureza é perfeita. Podemos observar o movimento automático do macrocosmo, sem trazer consequências desastrosas. Também no microcosmo, que é o homem, miniatura do universo, podemos observar a mesma perfeição. Desde a concepção até o desenlace do invólucro carnal, tudo ocorre de maneira similar. O progresso científico nos trouxe a informação revolucionária acerca dos buracos negros.
O que eles são? Eles se formam através da morte de estrelas passivas (dez vezes maior do que a massa do Sol). O processo é observado como a explosão de uma supernova. Segundo dados estatísticos, existem 40 quintilhões de buracos negros observáveis no universo. Isso nos leva a crer no expansionismo do universo, através de uma força motriz que chamamos de DEUS. O renascimento estelar é uma das mais fascinantes descobertas científicas. A ciência, com toda sua evolução, está apenas engatinhando... Existem teorias assustadoras sobre a espécie humana e, dentre elas, a correlação entre o macro e o microcosmo. O infinitamente grande é semelhante ao infinitamente pequeno. O pai da medicina, Hipócrates, já falava sobre a "lei dos semelhantes": Similia similibus curantur. Traduzindo: O semelhante cura o semelhante.
O processo da AUTOCURA consiste em um processo de limpeza existente no próprio universo celular humano. Nós adoecemos a nós mesmos, injetando no corpo sadio inúmeras impurezas, sobretudo alimentares, transformando o corpo em uma espécie de "lixão humano". O trabalho de purificação é extremamente lento, visto que o abastecimento da morte é contínuo.
O homem envenena as águas, toma refrigerantes, bebidas alcoólicas, come enlatados de todas as espécies. Também dorme pouco e usa subterfúgios para substituir o estresse diário. Com o avanço tecnológico, o uso do celular contribui para o envenenamento das mentes. Segundo uma ciência milenar: "Tudo que entra, tem que sair". Assim sendo, todas as mensagens, boas ou ruins, buscam uma válvula de escape... Como se não bastasse, existe a solidão acompanhada. Seguidores das mídias sociais poluem totalmente suas mentes com fantasmas virtuais que provocam a fome de tudo...
Passaria horas enumerando os fatores nocivos da vida moderna, que, como afirmei acima, transformam o ser humano em um doente incurável. Um verdadeiro lixão humano. Observemos também que a medicina, na tentativa de curar, simplesmente "expulsa os urubus e não retira a carniça". O dinheiro que seria reservado para completar a alimentação, obviamente, é gasto em remédios, compostos de venenos químicos em suas fórmulas. A única solução seria a AUTOCURA. Os anões celulares jamais conseguirão concluir o processo de limpeza, diante dos gigantes da destruição acima descritos.
Temos 37 trilhões de células amigas em nosso corpo, aguardando apenas a boa vontade de seu soberano, no sentido de permitir a autocura, pois, na verdade, doenças não existem, são provocadas. Na negatividade do ser humano, que se julga inteligente demais, as células, no auge do desespero, iniciam a multiplicação maldita, que culmina com o incurável câncer. Diante do exposto, que pessoas nos convém ser, em santo trato e piedade? Joguemos ao mar as cargas e voltemos nus ao ventre da verdade! Ouçamos os monges do Tibet. Ouçamos a voz das cachoeiras! Pratiquemos a poesia do belo!
Pratiquemos o mínimo e o máximo será realidade. A verdade é como a navalha, sentimos a dor somente ao contemplá-la. Como disse o famosíssimo escritor brasileiro, Paulo Coelho:
O vencedor está só!
Saúde!
jocarramos@gmail.com
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