Jesus Cristo

João Carlos Ramos
A pessoa que representa o maior exemplo para todas as gerações, indubitavelmente, é Jesus Cristo. A própria história se divide em antes e depois dele. Sabemos que o seu nascimento foi profetizado e, quando ele veio, foi desprezado por aqueles que deveriam amá-lo. Do berço ao túmulo ele foi tudo aquilo que devemos ser. Sua humildade era indescritível.
Segundo relatos, a região que ele tinha mais amigos e gostava de viver era na aldeia de Betânia. Localizada a 3 km de Jerusalém, do outro lado do Monte das Oliveiras. Refúgio dos pobres e desprezados, era exatamente onde ele tinha prazer em passar momentos felizes, principalmente nas casas de Maria, Marta e Lázaro. Almoçava muitas vezes na casa de Simão, o leproso, pois para ele não havia distinção entre ricos e pobres. Tal postura o diferenciava dos líderes religiosos da época e sua fama foi crescendo entre as multidões. Logo, se manifestou a inveja dos poderosos que viam nele uma liderança extraordinária e politicamente perigosa.
Os seus sermões, destacando o Sermão da Montanha, que se segue, são de uma beleza ímpar e sabedoria incomparável:
"Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus. Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós, porque é grande o vosso galardão nos céus." (Mat. 5:3-12).
Nunca, jamais alguém tinha ouvido tais palavras de verdade e justiça. Ele não temia os homens e continuava a pregar o evangelho puro que prometia um reino de paz vindoura. Todas as suas atitudes eram nobres e logo a perseguição seria fatal. Aquela voz deveria ser calada e, para isso, não mediram as consequências. Conseguiram, pela astúcia, alugar um traidor, cujo nome era Judas Iscariotes.
O evangelista Mateus assim descreve no capítulo 27:
"E, chegando a manhã, todos os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo formavam juntamente conselho contra Jesus para o matarem; manietando-o, o levaram e o entregaram ao governador Pôncio Pilatos. Então Judas, que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos."
Assim, chegava ao fim o homem de bem, o modelo para toda a humanidade. Torturado e crucificado apenas por ser bom e desmascarar toda a hipocrisia dos poderosos.
Sua morte não foi o fim.
Ó Jesus ensanguentado, volta! O mundo precisa de ti como nunca. Tantas mulheres morrendo e os que ficam estão sem chão. Suicídios e guerras por nada. Ó Jesus, volta para instalar o reino milenial. Teus eleitos clamam por tua volta. Venha interferir na humanidade. Chega de tanta maldade!
O fim chegou e ninguém ficou sabendo. Volta, Jesus, volta!
jocarramos@gmail.com
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