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João Carlos Ramos

García Márquez

Por Bruno
García Márquez

João Carlos Ramos

Gabriel José García Márquez (Aracataca/Colômbia, 06/03/1927 - Cidade do México, 17/04/2014). Publicou os livros: Relato de um náufrago, Ninguém escreve ao coronel, Os funerais da mamãe grande, Olhos de cão azul, A má hora (O veneno da madrugada), O enterro do Diabo, O outono do patriarca, Relato de um náufrago, Textos do Caribe (02 vol.), A incrível e triste história de Cândida Erêndira e sua avó desalmada, Entre amigos, Doze contos peregrinos, Do amor e outros demônios, Crônica de uma morte anunciada, A aventura de Miguel Littín clandestino no Chile, O general em seu labirinto, Cheiro de goiaba, Amor nos tempos de cólera, Memórias de minhas putas tristes e sua obra-prima Cem anos de solidão, etc. Provavelmente deixou alguns inéditos, desconhecidos no Brasil.

O escritor García Márquez, indubitavelmente, revolucionou a literatura na América Latina, chamando a atenção dos organizadores do aclamado Prêmio Nobel de Literatura. Em 1982, foi laureado em uma festa lindíssima, e então o mundo passou a aplaudi-lo como um fenômeno editorial de proporções gigantescas.

Todas as suas obras são fantásticas, mas Cem anos de solidão é a mais famosa. Alguns de seus livros se tornaram roteiros de cinema, e Doze contos peregrinos se tornaram seriados de TV. Seu livro, Cem anos de solidão, é um desafio para o leitor iniciante e um prêmio para o maduro, acostumado com as intempéries da vida. "O segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão".

O livro retrata a história da família Buendía, desde o momento em que José Arcádio e sua prima Úrsula fogem para se casarem, longe das reprovações familiares que consideravam a união seriamente proibida. Eles fundaram a aldeia de Macondo e, ao longo dos anos, narra o livro, a trajetória deles até o final de sua estirpe. O surgimento de Melquíades com a referida família conclui o enredo após cem anos.

O livro funde o realismo mágico com o cotidiano, apresentando a metáfora da história, política e solidão latino-americanas. A meu ver, solidão é uma companhia bela e necessária quando sentimos o desejo da evolução, rumo ao parto fundamental do homem interior.

Um exemplo clássico é a águia, rainha das aves. Ela não voa em bandos, porém se realiza estando só em seu voo majestoso. Quando se sente doente e envelhecida, sobe até as rochas escarpadas e inicia um processo de rejuvenescimento, caindo suas penas, retornando após se sentir segura e novamente pronta para os desafios.

Sabemos que os países altamente desenvolvidos discriminam os países da América Latina, mas, com o surgimento fenomenal de Garcia Márquez, obviamente eles tiveram que se curvar para aplaudi-lo como um dos maiores escritores da modernidade.

Quem despreza a nascente do rio Amazonas, obviamente se espantará com suas abundantes águas, abraçando o mar para se tornar ainda maior e mais belo. Óh, posteridade, irmã da noite imensa! Te aguarda a manhã sem fim…

jocarramos@gmail.com

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