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Política

Câmara de Divinópolis faz 1ª reunião de 2018

Por Portal Agora
Câmara de Divinópolis faz 1ª reunião de 2018

Da Redação

Começou na tarde desta quinta-feira, 1º, a primeira reunião ordinária de 2018 da Câmara de Divinópolis. 

O primeiro vereador a usar a palavra livre foi Rodrigo Kaboja (PSL), que ressaltou que o Legislativo trabalhou normalmente durante o período de recesso das regiões. Lembrou de algumas coisas que fez ao longo de suas gestões. Lembrou que neste dia, às 16h, será assinada ordem de serviço de R$ 1,7 milhão para que ruas sejam asfaltadas na cidade, principalmente em São José dos Campos (Ermida), bairro de onde ele vem.

Em seguida, prestou homenagem à dona Maria Martins, que morreu no fim de semana. Pediu ao presidente da Câmara, vereador Adair Otaviano (PMDB), que estabeleça minuto de silêncio ao fim da reunião em homenagem à primeira vice-prefeita de Divinópolis.

Também agradeceu ao prefeito Galileu Machado (PMDB) pelo cumprimento de uma promessa relacionada a uma emenda parlamentar. Afirmou que a Prefeitura estava inadimplente pelo PPI-Favelas e o problema foi resolvido, passando-se os investimentos ao programa "Minha Casa, Minha Vida".

Pediu que seja feito cascalhamento no povoado de Tamboril e também na comunidade de Lopes, preferencialmente antes do carnaval. Por fim, pediu autorização à Presidência para se ausentar do plenário para comparecer à Prefeitura e participar da assinatura da ordem de serviços citada. 

Segundo vereador 

Josafá (PPS) citou dificuldades e vitórias que teve em 2017. Citou verbas conseguidas por meio de diversas emendas. Falou da implantação de semáforo nas imediações do Hospital Santa Lúcia. Listou outras obras que ele pediu e que o Município atendeu. 

Em crítica à economia, disse que a cidade está "congelada" financeiramente e que pretende, por isso, conversar com empresários em busca de possíveis soluções. Ressaltou as cobranças que tem feito à concessionária Nascentes das Gerais. Disse que o Instituto Estadual de Floretas (IEF) aprovou uma proposta enviada pela empresa, o que já demanda o envio do projeto para as obras nos trechos de rodovia atendidos pela concessiónária e que cortam o município. 

Terceiro vereador

Eduardo Print Júnior (SDD) também começou homenageando dona Maria Martins. Lembrou ainda a morte de um amigo. Lembrou que os 30 dias de recesso foi de muito trabalho para todos os vereadores e que eles não estavam de férias.

Os trabalhos legislativos, ressaltou, continuou. Só pelo gabinete dele passaram 83 cidadãos. Foram feitos 32 ofícios e indicações. Várias regiões da cidade foram visitadas.

Na página dele no Facebook foram publicadas algumas informações em retrospectiva do que aconteceu de mais relevante, segundo o vereador, em 2017. Ressaltou que o período chuvoso de janeiro tem deixado cicatrizes no dia a dia divinopolitano.

Citou trechos da cidade onde as enxurradas têm deixado as ruas com aparência de rio. Afirmou que essse problema é citado na Câmara há vários anos e não se adotam medidas efetivas para escoar a água pluvial.

Cobrou ações da Prefeitura em relação a isso. Em 2012, afirmou, já como vereador, esteve com planos e projetos para uma região da rua Bom Despacho onde um córrego sempre transborda e inunda uma casa no período chuvoso.

Citou uma frase do prefeito Galileu na qual ele disse que se o reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) não fosse aprovado - e não foi -, neste ano a Prefeitura não teria dinheiro para "pagar obra de vereador" e lembrou que as obras não são de vereadores, mas sim carências naturais do município, que prejudicam a população.

Pediu audiência pública para entregar aos secretários municipais, que receberiam, cada um, uma folha branca para, em 50 minutos, escrever o que suas pastas fez de bom para a cidade em 2017. Lembrou também que durante o período eleitoral, Galileu prometeu construir mais três Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Divinópolis. A cidade tem uma, que enfrenta crise econômica. 

Citou ainda o fato de ter sido procurado por um cidadão que queria usar um poliesportivo da cidade e foi impedido disso pela secretaria de Esportes. Afirmou que a Prefeitura, em crise, tenta culpar os vereadores por isso - o que, segundo o Print Júnior, não procede. 

Quarto vereador

Roger Viegas (Pros) também criticou os problemas de escoamento de água da chuva na cidade. Afirmou que cidadãos que gravam vídeos para a internet dizendo que os vereadores nada fazem pela infraestrutura das ruas erram ao culpar as pessoas erradas. Lembrou alguns investimentos feitos às pressas em uma gestão municipal anterior, que só serviu para "piorar e bagunçar a vida de todo mundo". 

Citou que é fácil dizer que os vereadores não querem trabalhar. Afirmou que os cidadãos têm direito de cobrar, mas questionou se eles acompanham as reuniões e estão acompanhando os resultados das ações dos vereadores. Perguntou se alguém acha que vereador gosta de ver pontos da cidade sofrendo com alagamento e respondeu que "não". 

Mas o plenário da Câmara está quase vazio nesta tarde. Frisou que as audiêncais públicas, que ocorrem em horários diferentes dos das reuniões ordinárias, também ficam vazios. Disse que muitas vezes o morador quer é "encher o raio do saco". 

Cobrou cascalhamento de estrada de terra na comunidade rural de Tamboril. Lembrou que crianças, jovens, adultos e idosos que precisam se deslocar naquela região estão sofrendo com a precariedade dos acessos. Disse que essa e outras comunidades estão sofrendo muito com a não prestação de serviços básicos pela Prefeitura. 

Quinto vereador

Ademir Silva (PSD) disse que se reuniu com o prefeito e com moradores do povoado de Branquinhos. Disse que um deputado estadual Fábio Avelar (PT do B) vai enviar uma emenda ao sindicato dos trabalhadores rurais. 

Citou que se reuniu com membros da Secretaria de Saúde para falar sobre a necessidade de reformar alguns postos de saúde de povoados que passam a ser atendidos na comunidade de Quilombo. 

Disse que compareceu ao aeroporto Brigadeiro Cabral durante a inspeção feita pela Infraero. Afirmou que se a instituição firmar parceria com a Prefeitura, o município será bastante beneficiado porque empresários e outros clientes de companhias aéreas terão uma opção melhor e isso deverá gerar investimentos em Divinópolis. 

Citou que no dia 6 de fevereiro ocorrerá a abertura dos envelopes com os nomes das empresas que se candidataram à responsabilidade de fazer a manutenção da iluminação pública em Divinópolis. 

Afirmou também que a cidade está cheia de empresas irresponsáveis. Uma delas é a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), que, segundo ela, não compareceu no dia 8 de janeiro para cumprir com um trabalho de corte de árvore. Foram feitos 18 protocolos sobre o agendamento do serviço, afirmou. 

Sexto vereador

Renato Ferreira (PSDB), em sua primeira reunião ordinária após o problema de saúde que teve, disse que deseja o dobro do bem que tudo o que foi desejado de bom a ele. Afirmou que sente alegria por estar de volta à Casa. Disse que pretende fazer mais para a cidade neste ano, repetindo o que já vinha dizendo ano passado sobre a importância da união entre os vereadores. 

Afirmou que participou de uma reunião sobre a definição de detalhes sobre uma obra que melhorará o tráfego na avenida Paraná. Algumas partes do bairro São José, afirmou, não tem serviço de agosto. Lembrou o que disse Eduardo Print Júnior sobre a cidade estar sem recursos. 

Sétimo vereador

José Luiz da Farmácia (PMN) comemorou o retorno aos trabalhos, ressaltando que não deixaram de legislar no recesso legislativo. Lembrou de apesar de o ortopedista tê-lo orientado a descansar, ele exerceu a função de vereador mesmo enquanto se recuperava.

Propôs uma reflexão sobre a política no Brasil. Disse que muitos dos brasileiros que reclamam, criticam e condenam a ética dos políticos de Brasília são os mesmos que diariamente cometem uma série de infrações e corrupções coditianas. 

Oitava vereadora

Janete Aparecida (PSD) também homenageou dona Maria Martins. Afirmou que a conheceu antes mesmo de Jaime Martins, marido de dona Maria, já falecido. Afirmou que Divinópolis fica agora órfã de mãe. 

Criticou o governador Fernando Pimentel (PT) pelo decreto que determinou que o ano letivo de 2018 das escolas da rede estadual começa só no dia 19 de fevereiro, para não ter que contratar os professores em fevereiro. Segundo ela, o Governo de Minas desrespeita a população. Manifestou repúdio. 

Disse também que recentemente visitou escolas municipais do município para fiscalizar manutenções que foram feitas para a volta às aulas. 

Ressaltou que tem recebido muitas mensagens de moradores reclamando de lotes vagas cheios de mato e lixo, que podem favorecer a reprodução do mosquito da dengue. Ressaltou que não cabe a vereador resolver esse problema, mas que sempre pede os endereços e os nomes dos donos desse imóveis para providenciar a confecção de uma multa. Lembrou que quem adquire patrimônio passa a ser responsável por ele. 

Nono vereador

Nego do Buritis (PEN) comorou a recusa da proposta de aumento do IPTU no último ato legislativo do ano passado. Disse que durante o recesso de janeiro percorreu estradas rurais.

Afirmou que aguarda a estiagem para que o manilhamento de um córrego seja resolvido. Disse estar empenhado na instalação de manilhas. Homenageou dona Maria Martins.

Homenageou "Robocop", divinopolitano que também morreu recentemente. Criticou alguns moradores de Buritis que estão dizendo que o verador não pede nada para a comunidade, o que acha "absurdo".

O vereador mostrou um documento que mostra um dos pedidos que fez à Prefeitura de melhoria para aquela comunidade rural. Afirmou que não denigre imagem de ningúem. Disse que a pessoa que está "conversando fiado" com o nome dele tem inveja dele. 

Décimo vereador

Cleitinho Azevedo (PPS) começou dizendo que a arte da política é servir e não ser servido. Por isso parabenizou ao presidente da Câmara, Adair Otaviano (PMDB), pela iniciativa de retirar os carros dos vereadores. 

Criticou o consórcio Transoeste, que presta o serviço de transporte coletivo na cidade, que pagava à Prefeitura um imposto chamado CGO, mas agora não paga mais porque a administração passada isentou a empresa desse pagamento. 

Ainda segundo o Cleitinho, esse dinheiro, quando era pago, era direcionado às obras de tapa-buracos da cidade. Como a Prefeitura diz estar sem dinheiro, se esse imposto ainda existisse, haveria dinheiro para comprar massa asfáltica para tapar os muitos buracos que se multiplicam em várias regiões da cidade. 

Edson Sousa (PMDB) pediu a palavra acrescentar que enviou ao Executivo um pedido de volta dessa CGO e a isenção desse imposto aos motoristas de vans e táxis. Disse que existe na cidade "um certo silêncio" em relação ao transporte coletivo. 

Defendeu o direito dos vereadores de "fazer barulho". Lembrou que vereador não é prefeito e, por isso, não consegue fazer coisas concretas. Mas que consegue fiscalizar e cobrar do prefeito. Ressaltou que se não tivesse feito barulho em novembro do ano passado muito barulho contra o aumento do transporte coletivo, o aumento feito seria "bem maior". 

Décimo primeiro vereador

Sargento Elton (PEN) parabenizou a colega Janete Aparecida pelas críticas feitas ao governador Fernando Pimentel. Disse que o "indivíduo" está quebrando o Estado. Alegou ainda que pretende fazer em várias rgiões de Divinópolis. 

Disse ter ficado triste com visita que fez a um posto de saúde e a uma creche do bairro Serra Verde que, segundo ele, precisa com urgência de manutenção na rede elétrica. Também fala, ele diz, papel higiênico para funcionários e a população atendida. O veículo que era usado para transportar funcionários, médicos e enfermeiros, foi retirado de lá. 

Elton também disse que tem faltado papel toalha para o dentista - insumo básico à função dele. Falta até o bicabornado usado na higiene bucal. Mostrou uma foto que mostra um pedido colado na porta do posto que pede que a população leve papel e toalha para os atendimentos. 

O vereador perguntou para onde vai o dinheiro que a população paga em forma de imposto. Cobrou transparência e idoneidade com recursos da população. Afirmou que, como as coisas estão, é o fim da picada. Afirmou que tudo o que os políticos hoje fazem é com o objetivo de obter votos. 

Elogiou o citado corte dos veículos que eram destinados aos vereadores. Sugeriu à Mesa Diretora da Câmara que os veículos das comissões fossem doados à Prefeitura para que ela possa usar os veículos para atender à população. Sugeriu também o corte das correspondências como forma de enxugar o gasto público. 

Décimo segundo vereador

Raimundo Nonato disse que a saúde em Divinópolis está um caos. Citou o caso de uma família que precisa de uma vaga em hospital e criticou o Estado por dizer atrasar repasses de recursos à saúde. Disse que a mãe está em estado grave na UPA e a vaga necessária não sai nem por liminar. 

Segundo o vereador, o governo municipal tem investido pouco diante de algumas situações com que tem deparado. Afirma que neste ano de 2018 já tem se falado muito sobre receitas milagrosas (e portanto "impossíveis") que já são prometidas por pré-candidatos. 

Décimo terceiro vereador

Edson Sousa (PMDB) disse que passou o mês de janeiro cuidando da verdade e da honra dele. Disse que a partir de 15 de janeiro passará a trabalhar com a "alma mais dura". Pediu ao Galileu a desfiliação dele do PMDB. Disse que não quer ficar no partido. Já soube que tem dois candidatos filiados para o partido em abril de 2020. Sabe como sabe os bastidores. Ressaltou que não quer ficar no partido e que o que vai ocorrer, "na pior das hipóteses", é a expulsão. Porque vai ficar com a consciência. 

Afirmou que nesta quarta-feira, 31, ele esteve com um grupo de pessoas que disse coisas que chegam às raias da "irresponsabilidade". Ressaltou que a investigação está em 60% e que não acredita que as pessoas têm a visão. De tentar fazer uma política sem prioridade.

Disse que Divinópolis vive um momento que deveria ser a homenagem do ex-governador Hélio Garcia, de primeiro cuidar dos que choram, depois dos que cantam. Disse que a "bancada artificial" da Câmara não tem condições e em vez de contrapor, faz silêncio. 

Ressaltou que tem percebido discussos e falas. Vai entrar com projeto de lei à Mesa Diretora para reduzir salários dos vereadores em 50%. A classe política no país, afirma, precisa sair do cenário em que se encontra. Convocou os colegas vereadores a participar dessa luta. 

Tem que reduzir em 50% os salários dos vereadores. Porque Divinópolis é uma casa de leis e é preciso ter a grandeza de se respeitar as leis. Vive-se um momento muito difícil em Divinópolis, afirmou. Diz que tem um caso em andamento no qual as pessoas da Câmara deveriam falar, mas não falam, por medo. 

Décimo quarto vereador 

Em seu primeiro pronunciamento na Câmara de Divinópolis após ter um pedido de prisão decretado pela Justiça Eleitoral pelo descumprimento de medidas caltelares, o vereador César Tarzan (PP) não falou sobre o assunto ao longo dos seus 12 minutos de microfone. 

O vereador falou apenas sobre fiscalizações do Executivo que fez ao longo de janeiro e citou melhorias que ele defende em diversas regiões do muncípio. 

Décimo quinto vereador 

Marcos Vinícius (Pros) defendeu comunidades terapêuticas da cidade que, segundo ele, podem ter sido prejudicadas pela força-tarefa que tem sido praticada pela Vigilância Sanitária municipal. 

Décimo sexto vereador 

O presidente Adair Otaviano (PMDB) lamentou a morte de dona Maria Martins, sua "colega de política de muitos anos". Em seguida, afirmou que a Câmara economizou dinheiro em 2017. Citou outros aspectos que poderão contribuir para economias em 2018. 

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