Caso cão Orelha: MP pede arquivamento após perícia descartar agressão

Da Redação
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento do inquérito que investigava a morte do cão comunitário Orelha, caso que ganhou repercussão nacional após suspeitas de maus-tratos em Florianópolis.
A decisão foi tomada após novos laudos periciais descartarem agressões e apontarem que o animal sofria de uma condição grave de saúde antes da morte.
Perícia
O cão Orelha foi encontrado debilitado e com ferimentos na cabeça no início de janeiro deste ano, na região da Praia Brava. O animal chegou a ser levado para atendimento veterinário, mas acabou sendo submetido à eutanásia devido à gravidade do quadro clínico.
Na época, imagens de câmeras de segurança e depoimentos levaram a Polícia Civil a apontar quatro adolescentes como suspeitos do caso. A investigação provocou forte repercussão nas redes sociais e mobilizou protestos e manifestações em defesa do animal.
Com o avanço das investigações, porém, novos exames mudaram o rumo do caso.
Um laudo da Polícia Científica apontou ausência de fraturas ou lesões compatíveis com agressões recentes. Segundo os peritos, o cão apresentava osteomielite crônica no maxilar, causada por doença periodontal avançada, condição que explicaria os ferimentos e o inchaço registrados anteriormente.
Imagens
Além da perícia, a análise de cerca de mil horas de imagens de monitoramento mostrou inconsistências na linha do tempo inicialmente considerada pela investigação.
De acordo com o Ministério Público, após correção no horário das câmeras, foi constatado que os adolescentes investigados e o cão não estavam no mesmo local no momento da suposta agressão.
Diante das conclusões técnicas, o MPSC afastou qualquer responsabilidade criminal dos jovens e solicitou o arquivamento do caso.
O órgão também pediu que a Corregedoria da Polícia Civil apure possíveis irregularidades na condução inicial da investigação.
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