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Política

Com candidaturas e visitas de peso, Divinópolis ganha protagonismo no tabuleiro político de Minas 

Anúncio de Cleitinho ao Governo é seguido pela passagem de Patrus e Marília pela cidade; município chega às eleições com 17 nomes na disputa

Por Lucas Maciel · Redação· 4 min de leitura
Com candidaturas e visitas de peso, Divinópolis ganha protagonismo no tabuleiro político de Minas 

Divinópolis entrou de vez no centro das articulações para as eleições de 2026 em Minas Gerais. Em menos de 24 horas, a cidade foi palco de dois movimentos que ajudam a dimensionar o peso que o município passou a ter no cenário político estadual: na sexta-feira, 7, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) confirmou, na Praça do Santuário, sua candidatura ao Governo de Minas. No dia seguinte, sábado, 8, o município recebeu o pré-candidato do PT ao Palácio Tiradentes, Patrus Ananias, e a pré-candidata ao Senado Marília Campos.

A sequência ocorre justamente na reta final para o registro das candidaturas e em meio a uma disputa ainda marcada por articulações e mudanças. Divinópolis, maior polo do Centro-Oeste mineiro, não aparece apenas como ponto de passagem de lideranças estaduais. A cidade também chega à eleição com uma das maiores representações políticas de sua história recente.

Ao todo, 17 nomes ligados ao município estão no jogo eleitoral, considerando a candidatura de Cleitinho ao Governo de Minas. A relação reúne postulantes à Assembleia Legislativa, Câmara dos Deputados, Senado e ao próprio governo estadual, além de diferentes partidos e grupos políticos.

Fim da novela Cleitinho

A confirmação de Cleitinho ocorreu depois de semanas de incertezas em torno da candidatura ao Governo de Minas. O senador, que vinha liderando pesquisas de intenção de voto, chegou a anunciar que não disputaria o cargo, voltou atrás e teve o pedido inicialmente rejeitado pelo presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira.

Na segunda-feira, 3, Cleitinho anunciou a desistência e atribuiu a decisão ao momento de luto pela morte do irmão, Matheus Azevedo. No dia seguinte, durante a convenção nacional do partido, voltou a pedir autorização para disputar o governo, mas teve o pedido negado.

A situação mudou após novas articulações entre dirigentes estaduais e nacionais. O presidente do Republicanos em Minas, Euclydes Pettersen, foi a São Paulo conversar com Pereira e defender a candidatura. Na quinta-feira, 6, Cleitinho também apresentou um pedido de desculpas e se comprometeu a seguir na disputa.

O aval definitivo veio na sexta-feira, 7, durante uma reunião entre Cleitinho e Marcos Pereira. O anúncio foi feito em praça pública, em Divinópolis. O ex-prefeito de Patos de Minas Luís Eduardo Falcão será o candidato a vice.

O desfecho também alterou o cenário da disputa. Marcelo Aro (PP), que chegou a ser considerado uma alternativa ao governo caso Cleitinho não concorresse, confirmou candidatura ao Senado.

Visita de Patrus

No dia seguinte, a cidade recebeu outro grupo político com pretensões ao comando do Estado. Patrus Ananias percorreu o Centro ao lado de Marília Campos, Gleide Andrade, Macaé Evaristo, Vitor Costa e outros integrantes da comitiva petista.

Durante a passagem por Divinópolis, Patrus participou de uma plenária e concedeu entrevista coletiva. O pré-candidato apresentou propostas para áreas como saúde, educação, infraestrutura e meio ambiente e defendeu um modelo de desenvolvimento regional baseado na participação dos municípios.

A proposta inclui a retomada do orçamento participativo e uma atuação do governo estadual dividida pelas 17 regiões de Minas. Patrus também defendeu investimentos nas rodovias estaduais, recuperação da malha ferroviária, fortalecimento das universidades estaduais e políticas de preservação ambiental.

Questionado sobre o impacto da volta de Cleitinho à disputa pelo governo, Patrus evitou fazer uma avaliação eleitoral. Disse que pretende concentrar a pré-campanha no diálogo com os mineiros e na apresentação de propostas.

Candidatos em diferentes frentes

A movimentação dos últimos dias ocorre em um município que já havia chamado atenção durante o período de convenções. Antes mesmo da confirmação de Cleitinho, 16 nomes ligados a Divinópolis haviam tido as candidaturas homologadas pelos partidos.

Entre eles estão candidatos a deputado estadual e federal, ao Senado e ao Governo de Minas. A lista reúne vereadores, deputados, ex-prefeito, jornalistas, professores e lideranças de diferentes segmentos.

Com a entrada oficial de Cleitinho na disputa majoritária, o número chega a 17.

O Republicanos também lançou o ex-prefeito Gleidson Azevedo para deputado federal. Pelo PL, Eduardo Azevedo disputa a reeleição para a Assembleia, enquanto Domingos Sávio concorre ao Senado. Lohanna França (PV) disputa a Câmara dos Deputados, e Kell Silva, a Assembleia.

Também foram homologadas candidaturas de Vitor Costa, Ana Elisa e Gleide Andrade pelo PT; Cleber Corrêa e Roberto Ribeiro dos Santos pelo Avante; Josafá Anderson pelo PSB; Marcelina Liberato pela Rede; Flávio Marra pelo PRD; além de Professor Wendel, que integra uma chapa de mandato compartilhado com Fabiano Tolentino.

O cenário ainda pode sofrer alterações até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas. A campanha começa oficialmente no dia 16.

Até lá, as articulações continuam. E, pelo movimento dos últimos dias, Divinópolis já se tornou um dos endereços que as principais forças políticas de Minas precisam considerar na construção da eleição.


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