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Política

Vai aliar?

Por Gisele Souto · Redação· 4 min de leitura
Vai aliar?

Após Cleitinho Azevedo voltar atrás na decisão de se candidatar ao governo de Minas e ter o aval do presidente nacional do Republicanos, uma pergunta não quer calar: irá o PL recuar na investida em Flávio Roscoe? Nos bastidores, a conversa é que a sigla de Euclydes Pettersen trabalha para reabrir o diálogo com a legenda de Flávio Bolsonaro para propor um novo modelo de chapa à sucessão mineira, encabeçada por Cleitinho. Mas, qual mexida seria feita neste caso? Substituir Eduardo Falcão por Roscoe ou Vitório Medioli, e o ex-prefeito de Patos de Minas disputar outro cargo como deputado federal ou Senado? Perguntado pelo Agora na coletiva da última sexta-feira, 6, se esquivou da resposta, afirmando que não era o momento. No entanto, ele já "bateu na mesa" pelo menos três vezes, quando foi "forçado" a abrir mão de Falcão como vice.  Permanece o mesmo desenho até o próximo sábado data limite? Mistério.

Sem aval

Na verdade, o que existe até o momento são especulações, visto que para que alguma coligação entre PL e Republicanos, precisa passar pelos crivos de Marcos Pereira e o candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que foi o autor da indicação de Flávio Roscoe ao Palácio Tiradentes. A candidatura própria da Sigla foi anunciada poucos dias antes da confirmação de Cleitinho pelas redes sociais do próprio Roscoe. A meta, com a indecisão do senador divinopolitano, foi  garantir palanque próprio em Minas. Uma coisa não se pode negar. O anúncio da chapa "puro sangue" do Republicanos deixou o PL em "saia justa"

Certíssimo

Algumas pessoas chegaram a criticar a decisão do deputado Domingos Sávio e o PL, terem registrado o filho como um dos suplentes dele na corrida pelo Senado. Pablo Gontijo Resende será o segundo reserva da chapa, que terá José Júlio Antunes Lafayette, que atua no Hospital Universitário de Araguari, na primeira suplência. Primeiro que Pablo nem será o primeiro, segundo que Sávio está certo. Antes uma pessoa que conhece e confia do que apostar em alguém que não convive. Além do mais, estava em cima da hora para inscrição dos nomes junto à Justiça Eleitoral. Ler e interpretar é a dica para quem comenta sem saber o que está dizendo.

Apostas 

Quando o assunto é a eleição para presidente, a disputa é ainda mais acirrada, e o foco principal  são estados, em especial os grande número de eleitores, como São Paulo e Minas Gerais. Cada um com suas apostas, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), por exemplo,  trabalham para encontros considerados decisivos com postulantes aos governos estaduais e ao Senado em alguns deles.  O objetivo é se inteirar dos assuntos para tornarem os discursos certeiros e convincentes. Além disso, miram os encontros para a produção do máximo de conteúdo para as campanhas, que começam no próximo dia 16. O material deve conter vídeos e fotografias para palanques eletrônicos e material impresso, como santinhos. As apostas de ambos devem ser o Sudeste, que é a região com maior colégio eleitoral do país, e o Nordeste, que não fica para trás. As duas regiões que costumam decidir as eleições nacionais. Outro ponto de apoio considerado fundamental é o palanque de seu candidato em cada estado. Em Minas, que concentra o segundo maior número de eleitores do país, o petista dividirá espaço com Patrus Ananias. E Flávio Bolsonaro vai de Roscoe ou Cleitinho? Situação que pode ser ponto favorável para seu principal adversário.

IA fora? 

E se depender da vontade do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, as artimanhas naturais usadas há anos, como as ditas no tópico anterior, devem prevalecer neste processo. O magistrado finalizou a auxiliares que há um “sentimento” de ala da Corte Eleitoral de proibir o uso de inteligência artificial na produção de vídeos para a campanha eleitoral, visto que pode ser uma solução mais eficiente para evitar abusos. Nunes Marques não antecipou como pretende votar sobre o tema no julgamento de uma ação que avaliará o uso de deepfake na convenção do PL com a reprodução de uma mensagem do ex-presidente Jair Bolsonaro. A possível decisão também leva em conta o excesso de ações contra vídeos de IA durante o período eleitoral e os riscos dos cortes viralizaram nas redes sem a sinalização sobre o uso da tecnologia. O assunto será discutido pelos ministros em uma reunião que deve ocorrer nesta quarta-feira, 12. Imagine se isso acontece? O que vai ter de material pronto desperdiçado, “não está escrito”.


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