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Política

Polícia Civil investiga grupo que planejava atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília

Monitoramento revelou redes extremistas no Telegram focadas na fabricação de explosivos e invasão de sedes governamentais

Por Éric Matos · Redação· 2 min de leitura
Polícia Civil investiga grupo que planejava atentados contra políticos e prédios públicos em Brasília

Homens que nunca se viram pessoalmente articulavam pela internet uma série de ataques coordenados no coração da capital federal. O esquema, desmantelado em uma ação conjunta entre a Polícia Civil do Distrito Federal e o Ministério da Justiça, envolvia o monitoramento contínuo de alvos estratégicos e a doutrinação de radicais em ambientes virtuais fechados.

Mapeamento de alvos

As conversas ocorriam em dois grupos no Telegram. Entre os planos, estava o de "explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno irão debater" e o mapeamento do Congresso, do STF e dos ministérios.

O foco principal era invadir o Palácio do Planalto. — Chegaram, inclusive, a compartilhar a planta baixa do Palácio do Planalto para mostrar: a planta deles é assim, a gente pode entrar por aqui, sair por aqui —, detalhou o delegado Coelho.

Estrutura do grupo

O acesso aos canais era restrito. O grupo maior reunia mais de 600 membros, e os mais radicalizados passavam para um núcleo de 46 pessoas. Ali, distribuíam manuais de fabricação de explosivos e coquetéis Molotov, calculavam a quantidade de material e estimavam os custos das ações.

Segundo as autoridades, os administradores buscavam identificar membros dispostos a matar. O relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) apontou alta periculosidade, neonazismo, misoginia e incitação à violência.

Ações da polícia

Na última terça-feira, 4 de agosto, mandados de busca foram cumpridos em oito cidades de cinco estados. Os investigados responderão por associação criminosa, apologia ao nazismo e distribuição de material nazista, além de incitação ao crime.

Em 2026, o Ciberlab já produziu 103 relatórios sobre mais de 50 grupos de ódio. — Não eram práticas inocentes. O que estava ali sendo engendrado eram atentados sérios —, destacou o ministro Wellington César Lima e Silva.

Para a polícia, a intervenção evitou o ataque. — A gente acredita que eles levariam o plano à frente. E a nossa teoria aqui é que a gente não vai pagar para ver —, afirmou o delegado Coelho

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