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Saúde

Com cinco mortes confirmadas, Dourados recebe força-tarefa contra a Chikungunya

Por Bruno
Com cinco mortes confirmadas, Dourados recebe força-tarefa contra a Chikungunya

Da Redação

A intensificação dos casos de chikungunya no Brasil em 2026 configura um cenário de emergência sanitária, com maior incidência nas regiões Centro-Oeste e Nordeste e foco epidêmico em Dourados, no Mato Grosso do Sul. O avanço da doença mobilizou uma força-tarefa do Governo Federal, com envio de recursos, profissionais e apoio logístico para conter a disseminação do vírus. 

Enquanto isso, municípios de outras regiões monitoram a situação com atenção, como é o caso de Divinópolis, que ainda não registra casos confirmados da doença neste ano, mas já contabiliza seis notificações e três hospitalizações, número que supera mais da metade das internações registradas ao longo de todo o ano de 2025.

Dourados

O município de Dourados enfrenta aumento significativo nos casos de chikungunya, com impacto direto na rede de saúde. Os últimos dados divulgados na sexta-feira, 3, apontam 2.733 casos prováveis da doença, sendo 1.365 confirmados, além de 3.671 notificações totais. A situação é agravada pela concentração de casos em territórios indígenas, onde já são 1.608 registros prováveis e 1.115 confirmações.

O número de óbitos também acende alerta. Até o momento, cinco mortes foram confirmadas e outras duas estão em investigação, envolvendo um adolescente de 12 anos e um homem de 55 anos. 

Outro dado que preocupa é a taxa de positividade que chegou a 74,42%, ou seja, entre as pessoas com sintomas testadas, a maioria teve resultado positivo para chikungunya.

Ações emergenciais

A resposta à emergência em Dourados envolve uma atuação integrada entre diferentes órgãos federais. Até o momento, mais de R$ 3,1 milhões foram destinados ao município para ações de assistência humanitária, vigilância, controle da doença e limpeza urbana.

Parte dos recursos, no valor de R$ 1,3 milhão, foi direcionada para ações de socorro e apoio direto à população. Outros R$ 974,1 mil foram aprovados para ações de restabelecimento, como limpeza urbana, remoção de resíduos e destinação adequada em aterro sanitário. Além disso, R$ 855,3 mil foram repassados para custear ações de vigilância e controle da chikungunya.

A atuação em campo inclui o envio de equipes técnicas e profissionais de saúde. A Força Nacional do SUS mobilizou 40 profissionais, com 26 em atuação direta, realizando mais de 1,2 mil atendimentos clínicos, além de remoções e visitas domiciliares. Também foram contratados 50 novos agentes de combate às endemias, com parte já em atividade e o restante em fase de capacitação.

Divinópolis

Embora o cenário nacional seja de alerta, Divinópolis apresenta, até o momento, uma situação distinta em relação à chikungunya. O município não possui casos confirmados da doença em 2026, conforme o último boletim divulgado pela Prefeitura no dia 27 de março.

Apesar disso, já foram registradas seis notificações e três hospitalizações neste ano. O número de internações chama atenção por representar mais da metade das cinco hospitalizações contabilizadas ao longo de todo o ano de 2025, quando houve 81 notificações e 19 casos confirmados.

No último boletim de 2025, divulgado em 15 de dezembro, não houve registro de óbitos por chikungunya no município, cenário que se mantém em 2026, sem mortes confirmadas ou em investigação até o momento.

Prevenção

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e do zika vírus, o que reforça a importância das ações contínuas de controle. Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares, cefaleia e dores intensas nas articulações.

As autoridades de saúde recomendam a eliminação de criadouros do mosquito como principal estratégia de prevenção, com atenção a recipientes que possam acumular água parada.

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