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Saúde

‘Semana da Saúde’ discute mercado e formação profissional em Divinópolis

Por Bruno
‘Semana da Saúde’ discute mercado e formação profissional em Divinópolis

Lucas Maciel

A transformação do mercado de trabalho na área da saúde e as novas exigências para quem pretende atuar no setor deram o tom da Semana da Saúde da Una Divinópolis, realizada nesta última terça, 7, e quarta, 8. Com uma programação distribuída em diferentes salas da instituição, o evento reuniu estudantes, professores e profissionais em torno de debates sobre empregabilidade, inovação e as múltiplas possibilidades de atuação na área.

A proposta foi discutir, na prática, como o cenário profissional tem se modificado e quais competências passam a ser exigidas diante de um setor cada vez mais dinâmico e impactado por novas tecnologias.

Programação e temas

A abertura contou com palestra magna sobre a reconfiguração do mercado de saúde no século XXI, abordando oportunidades e mudanças na forma de atuação dos profissionais. Ao longo dos dois dias, mesas temáticas ampliaram o debate, passando por áreas como saúde pública, atenção primária, tecnologias aplicadas à gestão e possibilidades de trabalho além do consultório.

Também fizeram parte da programação discussões sobre liderança, atuação multiprofissional e o chamado “Profissional de Saúde 5.0”, conceito que envolve não apenas a formação técnica, mas também habilidades comportamentais e capacidade de adaptação.

Além das palestras, o evento contou com a participação de empresas parceiras, que apresentaram produtos e serviços voltados ao setor, e com atividades voltadas à prática profissional, aproximando ainda mais os estudantes da realidade do mercado.

Aproximação com a realidade

De acordo com a vice-reitora da instituição, Márcia Mota, a proposta central foi antecipar aos alunos o cenário que encontrarão após a formação.

— A importância é adquirir conhecimento, ou seja, eles saberem o que o mercado aguarda deles, o que o mercado espera deles — afirmou.

Segundo ela, a presença de profissionais convidados permite que os estudantes tenham contato direto com experiências reais de atuação, o que contribui para uma preparação mais alinhada às exigências atuais.

A coordenadora acadêmica, Fernanda Francischetto, destacou que a programação foi estruturada justamente para refletir os diferentes caminhos possíveis dentro da área da saúde. Ela explica que o simpósio foi pensado com foco na conexão entre formação e inserção no mercado de trabalho, considerando onde esse profissional pode atuar e o que será exigido dele ao longo da carreira.

— O simpósio foi pensado com a conexão saúde e trabalhabilidade, que é o que o mercado espera — disse.

A coordenadora também ressaltou que o contato direto com profissionais convidados amplia as oportunidades para os estudantes, não apenas em termos de aprendizado, mas também de construção de redes de relacionamento, consideradas cada vez mais importantes na trajetória profissional.

Novas competências

Entre os palestrantes, o consenso é de que o perfil do profissional da saúde tem passado por mudanças significativas, impulsionadas principalmente pelo avanço tecnológico e pela velocidade das transformações no mercado.

A consultora de recursos humanos Cláudia Vasconcelos destacou a importância de competências comportamentais nesse novo cenário. Segundo ela, características como autoconhecimento e inteligência emocional têm se tornado essenciais para lidar com as relações no ambiente de trabalho e com as exigências da profissão.

— O profissional precisa ter autoconhecimento para que ele tenha inteligência emocional para lidar com as suas relações, isso é fundamental hoje para o mercado de trabalho — explicou.

Já o contador Érico Souki chamou atenção para o ritmo acelerado das mudanças e o impacto direto da tecnologia na atuação profissional. Para ele, a velocidade da informação e o avanço da inteligência artificial têm redefinido o perfil exigido pelo mercado.

— O mercado está muito dinâmico e muito rápido — ressaltou.

Dentro desse contexto, o debate sobre inovação também ganhou espaço. O presidente do ecossistema de inovação de Divinópolis, Kildare Morato, ressaltou que as transformações não estão restritas a grandes mudanças estruturais, mas também a melhorias no dia a dia dos serviços de saúde.

— Em pequenas ações que a gente pode trazer inovação, pode mudar o conforto de um paciente, de alguém que está fazendo um tratamento e até daquele profissional que está trabalhando — refletiu.

Cenário em transformação

Ao reunir diferentes perspectivas, a Semana da Saúde evidenciou um ponto comum entre os participantes: a formação técnica, por si só, já não é suficiente para garantir espaço no mercado. A capacidade de adaptação, o desenvolvimento de habilidades práticas e o acompanhamento constante das mudanças no setor aparecem como fatores decisivos para quem pretende atuar na área. 

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