Confirmações de dengue ultrapassam quatro mil

Matheus Augusto
Apesar de baixo o número de novas notificações de dengue, a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) continua confirmado casos que estavam em análise. Até o momento, Divinópolis já testou positivamente 4.040 pacientes para a doença, uma média de 17 por dia. O número de notificações chegou a 4.537. A pasta ainda divulgou que 442 suspeitas foram descartadas e apenas 55 permanecem em análise.
Os dados divulgados ontem registram o surgimento de 15 novas suspeitas em apenas uma semana, bem como a confirmação de 220 casos. Na época, 296 pacientes aguardavam o resultado do diagnóstico.
2020
O ano não terminou, mas a Prefeitura já está pensando no próximo. A intenção é reduzir drasticamente os números apresentados em 2019.
Mesmo com a redução de notificações neste segundo semestre, as ações tradicionais permanecem: mutirões de limpeza, visita de agentes de saúde, ações educacionais e de conscientização nas escolas, panfletagens etc.
— A Semusa, através da Vigilância em Saúde, promove um trabalho contínuo de ações ao combate do Aedes aegypti e será intensificado neste segundo semestre. Muito importante a prevenção antecipando o verão, período de calor e chuvas, o que torna o clima favorável à proliferação do mosquito — informou a Prefeitura.
Criado em maio deste ano, o Comitê Municipal Gestor de Políticas Públicas de Enfrentamento das Arboviroses (dengue, zika e chikungunya) realizou uma reunião no fim de julho para discutir estratégias com o objetivo de intensificar as ações ainda em 2019. A secretaria já realizou, somente neste ano, mais de 30 mutirões de saúde na cidade. A ação consiste em orientar os moradores a colocarem entulhos na calçada para, posteriormente, um caminhão recolher o material. A intenção é evitar o desenvolvimento de criadouros da doença.
LIRRa
O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) apresentou redução. Quando o estudo foi feito em janeiro, Divinópolis registrou um índice de infestação de 5,9%. Já a análise realizada em agosto mostra um índice de 1,2%. Ou seja, a cidade saiu de um risco alto para médio. O recomendado, segundo o Ministério da Saúde, é ficar abaixo de 1%. A região com maior infestação foi a Norte (2%) e Central (1,9%). Já as regiões Sudeste (1,7%) e Nordeste (1,2%) apresentaram risco médio. Apenas as áreas Oeste (0,7%) e Sudoeste (0%) foram classificadas com risco baixo.
Mortes
Em abril, a Semusa comunicou a morte de dois idosos na cidade em decorrência da dengue. As amostras foram coletadas e enviadas à Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) para validação dos exames. No entanto, três meses após a divulgação as mortes ainda não foram confirmadas.
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