De olho nas eleições, Mateus Simões oficializa filiação ao PSD

Lucas Maciel
A menos de um ano das eleições e com o cenário de 2026 já em ebulição, o vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, oficializou nesta segunda-feira, 27, sua filiação ao PSD, em evento realizado no Hotel Ouro Minas, em Belo Horizonte. A movimentação, chancelada pelo governador Romeu Zema (Novo), reforça o alinhamento entre os dois e consolida Simões como o principal nome do grupo para a sucessão no Palácio Tiradentes.
A cerimônia reuniu mais de duas mil pessoas, entre prefeitos, deputados, vereadores e secretários de Estado, e contou com a presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, além de parlamentares e lideranças locais. O ato foi interpretado como um movimento estratégico para fortalecer a base política de Simões, em Minas.
Discursos
Durante a solenidade, o governador Romeu Zema destacou o alinhamento com o vice-governador Mateus Simões e reforçou o apoio à sua filiação ao PSD. Zema afirmou que a união entre Novo e PSD representa um "casamento que tem tudo para dar certo" e destacou a importância de manter a base do governo estadual coesa.
— Matheus, no ano que vem você pode contar comigo. Estaremos juntos, e eu conto também com todos vocês aqui. Essa turma precisa sair unida e ainda trazer mais pessoas para o nosso time. Quero concluir dizendo que é uma felicidade caminhar ao seu lado em Minas Gerais — afirmou Zema.
Mateus Simões agradeceu o apoio do governador e a acolhida do PSD, ressaltando o compromisso de dar continuidade à gestão de Zema e a importância do equilíbrio do partido.
— Quero agradecer ao presidente Kassab, esse maestro da política nacional, porque eu tenho certeza de que ele e Zema terão um papel muito importante na recuperação do orgulho que nós temos no Brasil na próxima eleição — disse Simões.
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também discursou e comentou a chegada de Simões à legenda. Kassab destacou que o partido busca equilíbrio e diálogo com todas as forças políticas, e elogiou a candidatura de Zema à Presidência da República.
— Quero também cumprimentar Minas Gerais pela alegria que dão ao Brasil, ao oferecer ao país um candidato à Presidência da República como ele. A candidatura de Zema, sua presença pública, qualifica a política brasileira, porque oferece ao eleitor, em qualquer canto do país, a oportunidade de votar em uma pessoa íntegra e disposta a promover no Brasil as transformações que a vida moderna exige — declarou Kassab.
Cenário eleitoral
O evento ocorre em meio à definição do cenário político para 2026 em Minas Gerais. Além de Simões, outros nomes cotados para disputar o governo de Minas incluem o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD), e o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT).
Uma pesquisa do Real Time Big Data, realizada entre 6 e 7 de outubro de 2025, com 1.500 entrevistados e margem de erro de 3 pontos percentuais, aponta que Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera as intenções de voto para o governo de Minas, com 31%. Em seguida, aparecem Alexandre Kalil, com 18%; Rodrigo Pacheco, com 13%; e Mateus Simões (PSD, com 6%. A pesquisa também revelou que 17% dos eleitores afirmam que votariam “com certeza” em Cleitinho, enquanto 28% afirmam que “poderiam votar” nele.
Em um segundo cenário testado pelo mesmo instituto, sem a presença de Kalil, Cleitinho aparece com 40%, Pacheco com 19% e Simões com 6%. Já em um cenário sem Cleitinho, Kalil lidera com 27%, seguido por Pacheco com 14% e Simões com 8%. O levantamento também apontou o vice-governador como o pré-candidato com menor índice de rejeição entre os nomes testados.
Corrida pelo Senado
Não é só a disputa pelo governo de Minas que está no radar dos eleitores: a corrida pelo Senado também promete ser acirrada no estado.
A pesquisa Real Time Big Data testou dois cenários para a disputa, destacando. No levantamento, o atual governador, Romeu Zema - que já anunciou pré-candidatura à presidência - e a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), lideram entre os eleitores. No ano que vem, o Senado renovará dois terços de suas 81 cadeiras, ou seja, cada Estado terá duas vagas em disputa.
No primeiro cenário, sem o nome de Zema na disputa, Marília Campos lidera com 15%, seguida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, com 12%.
No segundo cenário, com Zema na disputa, o governador figura com 20%, enquanto Marília Campos permanece com 15%. Nesse cenário, Viana, que deve tentar a reeleição, aparece com apenas 10%, ficando fora da liderança.
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