Sob protestos

A filiação de Mateus Simões, pelo visto, foi celebrada apenas por ele, seu padrinho Romeu Zema (Novo), representantes do partido, como o depuado estadual Cássio Soares e outros apoiadores. Do lado de fora e nos arredores do local da solenidade - mais cedo - servidores da Copasa e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente protestam contra o governo de Minas. A cerimônia foi à noite no hotel Ouro Minas, na região Nordeste de BH. Ao que tudo indica, nem na antiga legenda, nem na atual. Se depender de servidores de diversas categorias e trabalhadores de estatais incluídas no Propag, não será desta vez que o vice-governador se sentará na cadeira principal da Cidade Administrativa.
PEC e meio ambiente
Ainda na manhã desta segunda-feira, 27, trabalhadores da Copasa estenderam faixas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, que derruba a exigência de um referendo popular para autorizar a privatização da companhia de saneamento, em passarelas e outros locais da região. O texto foi aprovado em votação na madrugada da última sexta-feira. Já na porta do hotel, servidores da Semad se reuniram para protestar por melhores condições de trabalho, realização de concurso público, reajuste salarial, entre outros. Os servidores convocam o governo a negociar, alegando que até o momento, o Executivo não apresentou nenhuma proposta efetiva. Os trabalhadores do meio ambiente no estado estão em greve há dois meses. Vale lembrar que a categoria está em greve há dois meses. Agora pensa: Como que um representante políitico maioral no Estado, age assim, e ainda pensa em se candidatar ou eleger alguém?
Tem mais
A onda de protestos que toma conta de Minas — e não é de hoje—, durante as duas gestões de Zema, é preocupante. Isso no sentido de apoio a ele em qualquer situação política, e principalmente, na assistência à população. O retorno dos trabalhos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) ontem, por exemplo, foi marcado por mais protestos. Como era esperado e vem ocorrendo nos últimos dias, trabalhadores da Copasa marcaram prsença para prostestar contra a privatização da companhia - PEC apreciada ontem, enquanto este PB era escrito. Mas, não estiveram sozinhos. Manifestação do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil (Sindpol-MG) diviidu as atenções do diaem frente ao Palácio da Inconfidência. O motivo? O mesmo da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e policiais penais: recomposição salarial. Até quando?
Pode piorar
Paralelo a tudo isso, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos (Sindágua-MG) convocou uma reunião da categoria ontem também para decidir se os servidores da Copasa entrarão novamente em greve. Só para refrescar a memória, na semana passada houve a paralisação em três dias em protesto contra a PEC, de autoria do governo Zema (Novo), que derruba a exigência da realização de um referendo popular para autorizar a venda da estatal. Se a proposta passou ontem pela ALMG, o "caldo pode entornar" de vez.
Mobilização
Enquanto o grupo na ALMG presidido pelo deputado Cássio Soares (PSD), que tem ainda os deputados Noraldino Júnior (PSB), Antonio Carlos Arantes (PL), Bella Gonçalves (PSOL) e Gustavo Valadares, também PDS — Bella, a única contra a derrubada da paricipação popular —, e outros fávoráveis tentam emplacar o pedido do governador, um movimento contrário corre por fora. Nas redes sociais, ou nas ruas, a mobilização é grande. Uma delas, é o abaixo assinado criado por Lohanna França (PV), que já conta com grande adesão. Se a voz do povo, realmente é a voz de Deus, vejamos se ele será ouvido desta vez.
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