Dengue avança em Divinópolis e cidade confirma primeira morte em 2026

Da Redação
O avanço da dengue em Divinópolis tem acendido um sinal de alerta nas autoridades de saúde. Em menos de três semanas, o município registrou aumento expressivo nos principais indicadores da doença e confirmou o primeiro óbito em 2026, conforme aponta o comparativo entre os boletins divulgados nos dias 27 de fevereiro e 17 de março pela Secretaria Municipal de Saúde (Semusa).
Casos catapultaram
De acordo com os dados, o número de casos notificados saltou de 294 para 530 no período, um crescimento superior a 80%. Já os casos confirmados mais que dobraram, passando de 64 para 142. O impacto também é sentido na rede de saúde: as hospitalizações subiram de 28 para 59 no intervalo analisado, evidenciando o agravamento do cenário epidemiológico na cidade. O aumento expressivo em todos os indicadores demonstra que a transmissão da doença segue em ritmo acelerado, com potencial de pressão sobre os serviços de saúde.
Vítima fatal
O dado mais preocupante, no entanto, é a confirmação do primeiro óbito por dengue neste ano. No boletim de fevereiro, havia uma morte em investigação, mas nenhum caso confirmado. Já no levantamento mais recente, a Secretaria confirmou a morte e mantém outro óbito sob investigação. A ocorrência reforça a gravidade da doença e o risco de evolução para quadros mais severos, especialmente entre grupos vulneráveis, como idosos e pessoas com comorbidades. A confirmação do óbito marca uma mudança no cenário local, elevando o nível de alerta das autoridades sanitárias.
Frequência e principais locais
A análise por faixa etária mostra que a dengue tem atingido principalmente a população adulta. Em ambos os boletins, as maiores concentrações de casos estão entre pessoas de 20 a 39 anos, com crescimento significativo nesse grupo. Também houve aumento entre idosos com 60 anos ou mais, o que preocupa devido ao maior risco de complicações nessa faixa etária. Esse perfil indica que a doença não está restrita a um grupo específico e reforça a necessidade de atenção generalizada da população.
Na classificação dos casos, o número de registros de dengue com sinais de alarme também cresceu, passando de 2 para 6. Apesar disso, o município ainda não contabiliza casos classificados como dengue grave. Por outro lado, o número de casos em aberto aumentou de 116 para 208, indicando que a tendência de alta pode se confirmar ainda mais nas próximas atualizações, à medida que novas notificações forem analisadas e concluídas.
A distribuição territorial também revela expansão da doença. Bairros que já apresentavam maior número de notificações, como São José, Centro e Catalão, seguem liderando os registros, mas com crescimento significativo no volume de casos. O bairro São José, por exemplo, passou de 27 para 41 notificações, enquanto o Centro subiu de 15 para 30 e o Catalão de 17 para 28. Outros bairros também passaram a registrar aumento, demonstrando que a dengue se espalha de forma ampla pelo município.
Mulheres são principais vítimas
Outro dado que se mantém estável é a maior incidência entre mulheres, que representam pouco mais de 56% dos casos no boletim mais recente. Em relação aos exames, houve aumento no número de testes positivos tanto na sorologia quanto na pesquisa de antígeno NS1, acompanhando a elevação geral dos casos confirmados. Isso reforça a circulação ativa do vírus e a necessidade de diagnóstico precoce para evitar agravamentos.
Zika e Chikungunya
Já em relação a outras arboviroses, o cenário permanece relativamente controlado. Os casos notificados de chikungunya passaram de 3 para 6, mas sem confirmações até o momento, embora tenha havido aumento nas hospitalizações, de 1 para 3. Não há registros de zika vírus no município em 2026.
Diante do avanço acelerado da doença, a Prefeitura reforça a necessidade de intensificação das medidas de prevenção, como eliminação de água parada, limpeza de quintais e atenção aos sintomas iniciais, como febre alta, dores no corpo e manchas na pele.
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