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Política

Discrepâncias na cobrança do IPTU em Divinópolis são improbidade administrativa, diz vereador

Por Portal Agora
Discrepâncias na cobrança do IPTU em Divinópolis são improbidade administrativa, diz vereador

Ricardo Welbert

Durante a reunião ordinária da Câmara de Divinópolis na tarde desta quinta-feira, 26, o vereador Marcos Vinícius (Pros) disse que discrepâncias existentes no modelo atual de cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) no município podem configurar em renúncia de receita e gerar improbidade administrativa.

De acordo com ele, o projeto de revisão da planta cadastral que vem sendo preparado pelo Executivo busca a correção de uma situação irregular e se repete há décadas.

— Temos hoje uma planta cadastral fora da realidade, com imóveis luxuosos e bem mais valiosos pagando um imposto absolutamente distante da verdade da realidade fiscal e o valor venal das suas propriedades — afirmou.

De acordo com o vereador, o "Plano Diretor de Divinópolis" diz no artigo 92, parágrafo 2º, que a Prefeitura deverá manter o cadastro imobiliário atualizado e revisar a planta de valores com intervalo máximo de 4 anos, mas essa revisão não ocorre desde 1994.

— A desobediência que vem sendo verificada significa renúncia de receita e improbidade ensejando o gestor municipal ao crime de responsabilidade fiscal. Tenho aqui um apontamento do Tribunal de Contas do Estado e me chama atenção uma auditoria que já está sendo feita nos municípios. O Ministério Público de Minas Gerais precisa se posicionar — disse.

Injustiça social

O vereador também disse que o prefeito Galileu (PMDB) não pode penalizar pessoas que já arcam diariamente com a alta carga tributária brasileira.

— Não dá pra resolver uma distorção histórica como essa de uma vez só. É preciso haver um estudo técnico. Parabenizo a secretaria de Fazenda pelo levantamento que começa a ser feito, mas não votarei nenhum projeto que traga prejuízos à população de Divinópolis. A gente precisa ter responsabilidade. Não podemos ser omissos irresponsáveis ou fazer política partidária com desentendimentos. Essas questões são menores — pontuou.

O vereador encerrou dizendo que o governo precisa pensar o município como um todo para que haja justiça social.

— Pensar nos moradores que estão em bairros distantes e que nunca são alcançados com obras elementares porque a Prefeitura perdeu há muito tempo a sua capacidade de investimento. Não há arrecadação para fazer o básico. Bairros mais distantes não possuem esgoto, pavimentação e iluminação porque a receita não tem capacidade e a folha de pagamentos aos servidores não pode atrasar — concluiu.

Assista à íntegra da reunião

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