Divinópolis cria 73 vagas de emprego em setembro
Serviços lideram a abertura de postos de trabalho, mas indústria, construção e agro registram perdas; cenário regional apresenta resultados distintos entre os municípios

Divinópolis encerrou setembro com saldo positivo na geração de empregos formais. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o município registrou a criação de 73 vagas de trabalho com carteira assinada. Foram contabilizadas 2.952 admissões e 2.879 desligamentos, resultado que demonstra a continuidade da recuperação do mercado de trabalho local.
Após iniciar 2026 com desempenho favorável na geração de empregos e registrar uma retração em abril, quando perdeu 133 postos de trabalho, Divinópolis voltou a apresentar resultados positivos nos meses seguintes. O saldo de setembro reforça essa trajetória de retomada, indicando que o número de contratações continua superando o de demissões no município.
Comércio e serviços
O resultado positivo de Divinópolis em setembro foi impulsionado principalmente pelos setores de serviços e comércio, únicos entre as principais atividades econômicas do município a apresentar saldo favorável na geração de empregos formais.
A prestação de serviços liderou o desempenho, com 1.328 admissões e 1.200 desligamentos, encerrando o mês com saldo positivo de 128 vagas. O comércio também apresentou resultado favorável, com 905 contratações e 832 demissões, garantindo a abertura de outros 73 postos de trabalho.
Na contramão, indústria, construção civil e agronegócio registraram mais demissões do que contratações. A indústria contabilizou 504 admissões e 605 desligamentos, resultando na perda de 101 vagas. Na construção civil, foram 198 contratações contra 223 demissões, saldo negativo de 25 postos. Já o agronegócio teve 17 admissões e 19 desligamentos, encerrando o período com duas vagas a menos.
Segundo o economista Lázaro Ribeiro, o desempenho dos setores de serviços e comércio foi suficiente para compensar as perdas registradas nas demais atividades econômicas.
— A expectativa é de que, com o fortalecimento da atividade econômica e a continuidade dos investimentos, os diferentes setores possam contribuir de forma mais equilibrada para a criação de vagas, consolidando um mercado de trabalho mais sólido e sustentável nos próximos meses — avaliou.
Cautela
Apesar do saldo positivo na geração de empregos, o cenário ainda exige cautela. Isso porque a recuperação do mercado de trabalho em Divinópolis permanece concentrada em poucos segmentos, principalmente na prestação de serviços. Outros setores importantes da economia, como comércio, indústria, construção civil e agronegócio, ainda enfrentam dificuldades para ampliar seus quadros de funcionários ou apresentam resultados abaixo do esperado.
Para especialistas, a retomada precisa ocorrer de maneira mais equilibrada entre as diferentes atividades econômicas, garantindo maior consistência à geração de empregos e contribuindo para a estabilidade do mercado de trabalho.
— A concentração da criação de vagas em apenas um ou outro segmento torna o cenário mais vulnerável a oscilações, especialmente diante das incertezas econômicas nacionais e da redução do ritmo de investimentos — pontuou Ribeiro.
Região
O mercado de trabalho também apresentou resultados desfavoráveis em parte dos principais municípios da região. Entre as cidades analisadas, Itaúna registrou o pior desempenho em setembro, com 1.243 admissões e 1.453 desligamentos, resultando na perda de 210 postos de trabalho. A construção civil foi o setor que mais contribuiu para o resultado negativo, com saldo de 100 vagas fechadas.
Nova Serrana também apresentou retração. Foram contabilizadas 1.399 contratações e 1.424 desligamentos, o que representa um saldo negativo de 25 vagas. A indústria concentrou as maiores perdas, sendo responsável pelo fechamento de 96 postos de trabalho.
Na contramão das demais cidades, Pará de Minas foi a única a registrar saldo positivo. O município contabilizou 1.356 admissões e 1.305 desligamentos, encerrando setembro com 51 vagas criadas. O comércio teve a maior contribuição para o resultado, com saldo positivo de 41 postos de trabalho.
Na avaliação do economista Lázaro Ribeiro, os números reforçam a necessidade de medidas voltadas ao fortalecimento da economia regional.
— O cenário reforça a importância de políticas de incentivo aos investimentos, fortalecimento da atividade produtiva e estímulo à geração de empregos, contribuindo para um crescimento mais equilibrado e sustentável em toda a região Centro-Oeste de Minas Gerais — avaliou.
Minas e Brasil
O mercado de trabalho também manteve desempenho positivo em Minas Gerais. Em setembro, o Estado registrou 234.460 admissões e 226.358 desligamentos, resultando na criação de 8.102 vagas com carteira assinada. A prestação de serviços foi o principal destaque, com saldo positivo de 10.848 postos de trabalho.
Em sentido contrário, o agronegócio apresentou retração, com o fechamento de 8.221 vagas no período, evidenciando as dificuldades enfrentadas pelo setor na geração de empregos formais.
No cenário nacional, o resultado também foi favorável. O Brasil contabilizou 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos, alcançando saldo positivo de 121.305 novos postos de trabalho. A prestação de serviços novamente se destacou, com a criação de 81.241 vagas, consolidando sua importância para o desempenho do mercado de trabalho no país.
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