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Saúde

Divinópolis encerra mês de combate à Doença de Chagas com ação pública

Por Bruno
Divinópolis encerra mês de combate à Doença de Chagas com ação pública

Da Redação 

A Prefeitura de Divinópolis realizou um evento de encerramento das atividades do mês de combate à Doença de Chagas no último sábado, 25. A ação, promovida por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), ocorreu na praça da Igreja Matriz de Santo Antônio, reunindo ações educativas, distribuição de materiais informativos e oferta de serviços à população.

A programação incluiu uma mostra educativa com orientações sobre a doença, suas formas de transmissão e medidas de prevenção, além da presença do Vacimóvel para atualização da caderneta de vacinação. A iniciativa integrou o conjunto de atividades desenvolvidas ao longo do mês, voltadas à conscientização e ao enfrentamento da Doença de Chagas no município.

Mobilização

As ações realizadas durante o mês tiveram início no dia 8 de abril, com uma série de atividades coordenadas pela Semusa. A abertura foi marcada pela capacitação de agentes comunitários de saúde que atuam na zona rural, realizada no Centro Administrativo, com foco no fortalecimento das estratégias de campo e na identificação do inseto transmissor, conhecido como barbeiro.

Ao longo do período, foram promovidas mobilizações em áreas urbanas e rurais, com distribuição de panfletos, exposição de materiais informativos e orientações práticas à população. As atividades também incluíram ações educativas em instituições de ensino, como na Escola Municipal Benjamin Constant, na comunidade de Buritis, no Dia Mundial da Doença de Chagas, celebrado em 14 de abril.

Paralelamente, foi realizado um mutirão de limpeza em comunidades como Santo Antônio dos Campos, além dos bairros Primavera II e Santa Cruz, com o objetivo de eliminar possíveis criadouros do inseto transmissor e incentivar a participação da população nas medidas preventivas.

Doença 

A Doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e tem como principal forma de transmissão o contato com fezes do inseto infectado, após a picada. O barbeiro, como é popularmente conhecido, pode transmitir o parasita quando entra em contato com a pele lesionada ou mucosas.

A doença apresenta duas fases distintas. Na fase aguda, que ocorre logo após a infecção, os sintomas podem ser leves ou inexistentes, o que dificulta a identificação precoce. Entre os sinais possíveis estão febre prolongada, dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e nas pernas e lesões no local de entrada do parasita.

Já na fase crônica, que pode surgir anos após a infecção inicial, a ausência de sintomas também é comum nos estágios iniciais. Com o passar do tempo, no entanto, podem ocorrer complicações graves, principalmente no coração e no sistema digestivo, como insuficiência cardíaca, megacólon e megaesôfago.

Esse comportamento silencioso da doença reforça a importância do diagnóstico precoce, que é realizado por meio de exame de sangue disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Divinópolis

O município de Divinópolis registrou 16 casos crônicos confirmados de Doença de Chagas entre os anos de 2025 e 2026. Deste total, 12 foram identificados em 2025 e quatro em 2026. Todos os casos foram classificados como não recentes e diagnosticados por diferentes estratégias, incluindo atendimento em unidades hospitalares, triagem em bancos de sangue e rastreamento realizado pela Atenção Primária à Saúde.

No mesmo período, não houve confirmação de casos agudos da doença no município, conforme os dados levantados pelas equipes de saúde.

Prevenção 

As medidas de prevenção estão diretamente relacionadas às formas de transmissão da doença. Entre as orientações estão o uso de telas em portas e janelas, mosquiteiros, repelentes e roupas de manga longa, especialmente em áreas de risco. Também é recomendado manter ambientes limpos e observar alimentos antes do consumo, evitando possíveis contaminações.

Outro ponto destacado é o papel dos Postos de Informação de Triatomíneos (PITs), responsáveis pela análise de insetos suspeitos entregues pela população. Ao encontrar um barbeiro, a orientação é não esmagar o inseto, proteger as mãos, armazená-lo em recipiente fechado e encaminhá-lo para um dos pontos de atendimento.

O município também dispõe de medicação para tratamento da doença. Nos casos indicados, os pacientes são encaminhados ao Serviço de Assistência Especializada (SAE), onde recebem o medicamento disponibilizado pelo SUS, que auxilia no controle da infecção.

Em caso de dúvidas, a população pode entrar em contato com a Vigilância em Saúde Ambiental pelo telefone (37) 3229-6823.

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