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Editorial

Editorial: ‘Guerra fria’

Editorial: ‘Guerra fria’

A corrida eleitoral está mais do que acelerada. E a primeira verdade que envolve a disputa é que, para os candidatos, vale tudo para chamar a atenção. A segunda é que não há outro nome para definir essa situação a não ser: ridícula. Sim! Como já esperado, os vídeos estão por todos os lados e dos mais variados “tipos”. Tem candidato rebolando, dançando, saindo de buraco, se arrastando na lama, arrancando mato com a mão e por aí vai. O bom senso passa longe, mas muito longe do que uma cidade do porte de Divinópolis merece ter. 

Esse cenário leva diretamente a um único questionamento: afinal, se os candidatos estão se portando assim é porque tem quem gosta e aplaude? Se a resposta for sim e levar à conclusão de que o povo está gostando de tudo isso, o “buraco é mais embaixo”. A questão aqui talvez nem seja analisar essa relação complexa que se estabeleceu entre candidatos e eleitores, mas a qual caminho tudo isso levará. 

A atual legislatura, por exemplo, é marcada por escândalos, inércia e amadorismo. Diante do atual cenário, a tendência é que tudo permaneça exatamente igual. Não há perspectiva de grandes mudanças. É justamente neste ponto, nesta “encruzilhada”, de postura da atual legislatura e do comportamento pré-eleitoral, que a situação provoca outra pergunta: como esperar que Divinópolis cresça, que a cidade tenha marcos importantes, se a situação está assim? Como acreditar que este caminho levará em algo bom, se está valendo tudo, até mesmo fazer papel de ridículo, para permanecer no poder? A conta não fecha. 

Divinópolis necessita, com urgência, melhorar o tom do debate dentro do Poder Legislativo, e entre Câmara e Prefeitura. Pode-se afirmar de olhos fechados que os últimos oito anos foram castigantes para a cidade. A disputa estabelecida entre poderes e dentro deles não trouxe nem trará grandes frutos para Divinópolis. A cidade apenas sobreviveu a esta “guerra fria” instalada, onde cada eleitor está voltado para os seus ideiais, os seus interesses, os seus propósitos. 

Hoje, 28 de março, faltam pouco mais de quatro para que a campanha eleitoral se inicie. E, talvez, a terceira verdade envolta nisso é que dá medo do que ainda virá. Dá medo do que os candidatos irão fazer para ter a atenção e o voto do seu eleitor. Mais medo ainda é imaginar que alguns consigam ser eleitos a situação política de Divinópolis permaneça a mesma, marcada pelo amadorismo, pela superficialidade. 

Afinal, o que todos já sabem e muito bem, é que “fritar dos ovos” agora vale tudo, mas tudo mesmo por uma migalha do eleitor. Depois do dia 1º de janeiro, porém, a única coisa que resta são os próprios interesses e os jogos políticos, que deixam a população em último lugar. O tempo de refletir chegou, pois diante os caminhos que estão sendo trilhados, a única certeza que se pode ter neste momento é que Divinópolis não aguenta mais quatro anos do jeito que está. É preciso valer tudo, sim, mas tudo pela cidade, pelo povo!

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