Editorial: Nada de novo

O Hospital Público Regional Divino Espírito Santo ganhou, mais uma vez, as redes sociais e os noticiários. A pauta não é nada que o divinopolitano já não está acostumado. A obra permanece parada. Há exatos oito meses, o Governo do Estado realizou uma cerimônia para anunciar a retomada da construção - parada há sete anos. A promessa é de que o Hospital Regional seja concluído e entregue à população até o final do primeiro semestre de 2025. Entre vídeos, discursos e aplausos, o evento foi encerrado e Romeu Zema (Novo) foi embora de Divinópolis garantindo que, desta vez, seria diferente. Com o dinheiro em caixa, a população veria a obra finalizada. Mesmo a assinatura da ordem de serviço para a retomada da construção não ser garantia de que, enfim, a unidade será entregue, Zema prometeu que essa não seria mais uma “operação falida”.
Oito meses depois, a situação mudou pouco no campo prático. As obras seguem paradas e políticos aproveitam para fazer politicagem em cima do assunto. A cada dia há um novo vídeo seja com críticas, cobranças ou promessas de novidades. No fim das contas, não há nada de novo.
O Hospital Regional segue cumprindo fielmente o seu papel de “elefante branco”, esfregando na cara da população o desperdício de dinheiro público. É como dizem, “falar até papagaio fala”. Prometer qualquer um promete, agora fazer, executar, entregar, colocar funcionando, é diferente. A verdade é que a população já está mais do que calejada e cansada quando o assunto é esse. Entra gestão, sai gestão, entra político, sai político, discursos, vídeos, coletivas, reuniões com autoridades… Tudo para anunciar o que não vai acontecer tudo continuar igual. O tempo passa e o hospital segue “aprodecendo”. A população pode até se empolgar, e iludir por um instante, acreditando que “agora vai”, afinal “somos brasileiros e não desistimos nunca”, mas basta deixar as semanas transcorreram para mostrar que não há nada de novo quando o assunto é esse. Não há qualquer mudança ou novidade.
A situação leva a questionar: mas, afinal, o que falta? Competência? Articulação política? Comprometimento? Dinheiro, como o próprio Romeu Zema disse em fevereiro, não falta e o recurso para a finalização da obra está garantido. Então, o que falta para que, enfim, anunciemos algo novo? O que falta para que um dia o Hospital Público Regional ocupe os noticiários com algo que realmente valha a pena publicar? De todo o resto, o povo já está cansado, pois está mais do que provado que isso tudo não resolve nada e não conclui obra.
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