Trabalho

Desde a chegada das primeiras chuvas em Divinópolis, o Agora tem alertado sobre os estragos que os temporais provocam pelo Brasil. O tema foi abordado mais uma vez neste espaço, reforçando a necessidade de políticas públicas voltadas ao enfrentamento desse problema. A cidade foi atingida por uma forte chuva que causou alagamentos, casas com risco de desabamento e resgates. A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros registraram 37 ocorrências relacionadas a essas ocorrências, além de vistorias em áreas de risco.
O tema provocou uma reunião de emergência entre os Poderes Executivo e Legislativo, em busca de soluções. A Prefeitura enviará à Câmara uma solicitação para um empréstimo de R$ 20 milhões para investimentos em obras, especialmente de drenagem, para evitar que as situações registradas na terça se repitam.
Os pontos de alagamentos já são velhos conhecidos da população. Entra ano, sai ano, entra governo, sai governo e, apesar de uma intervenção ou outra, permanecem exatamente da mesma forma. Obras desta natureza são complexas, caras e, talvez o mais importante, ficam escondidas, perdendo o brilho de ‘potencial político’. Por isso, muitas vezes não foram consideradas prioridades nos governos passados - apesar das promessas.
A reunião de ontem pode, finalmente, significar uma ruptura neste cenário. Uma união entre ambos os poderes para dar uma basta ao agonizante sofrimento de quem teme perder tudo. A força da natureza, é verdade, não pode ser controlada, mas seus impactos podem, sim, ser minimizados com planejamento, investimento e seriedade. De fato, ser político não é para qualquer um. E são nesses momentos de extrema responsabilidade que se vê isso.
E, para além da responsabilidade de cada governante, o alerta também para o dever de cada cidadão, com ações simples, como jogar lixo no lixo. Cobrar os representantes, desde o vereador da sua região, é fundamental para manter os espaços limpos e pronto para receber adequadamente as águas das chuvas. Um trabalho preventivo, diário e importante. Basta ver a quantidade de materiais, de mobiliários, troncos de árvores e outros despejados irregularmente por cidadãos em córregos, potencializando as tragédias.
É preciso, cada vez mais, que a política substitua as reuniões de emergência por encontros preventivos. É preciso, ao identificar problemas, discutir coletivamente soluções. Não importa o problema, da chuva à dengue, para cada doença, um remédio.
Outro ponto importante é garantir e dar ciência a população de cada passo a ser tomado, dando transparência e tranquilizando a população. Os problemas existem, toda cidade tem. Negá-los é fechar os olhos para a realidade. No entanto, olhos bem abertos também são capazes de enxergar soluções e, com representantes sérios e comprometidos com o bem-estar social, o trabalho é capaz de viabilizar mudanças positivas para a população.
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