‘Eu saio’

É a resposta do prefeito Gleidson Azevedo à coluna sobre sua permanência no Novo, caso o governador Romeu Zema, não cumpra o prometido e inaugure o Hospital Regional ainda neste ano. O chefe do Executivo afirma estar chateado com a situação, e não “pensará duas vezes” em deixar o partido. Represália? De jeito nenhum. Quando Zema era apedrejado por vereadores, lideranças e oposição, por causa da letargia nas obras do HR, e em outras questões, o que o prefeito fez? Se filiou ao seu partido e passou a mostrar resultados do Estado no Município para amenizar a situação. Inclusive, foi muito criticado por isso. Para depois não ter contrapartida, nem a prometida? O prefeito só comprovou conforme o tempo foi passando, que, para o governador, Divinópolis “tanto faz”. E caso isso realmente ocorra, quem vai sair perdendo é o próprio Zema, que mira uma candidatura no ano que vem, e pode ser rejeitado na cidade e região em que teve mais votos na sua primeira candidatura . Mais até do que a sua Araxá e o Alto Paranaíba. Além do mais, a relação com Cleitinho, vem azedando e não é de hoje.
Ainda no querer
Ainda sobre o Novo, pelo andar da carruagem, a situação do vice-governador de Minas, Mateus Simões, filiado ao partido, sobre sua filiação à legenda, por enquanto, parou naquela frase: “Querer não é poder”. Algumas articulações à sua volta e o seu desejo dão como certa sua ida para o PSD. No entanto, não depende apenas disso. Envolve uma série de situações, como o fato de o senador Rodrigo Pacheco, principal nome da legenda em Minas Gerais, ser seu possível concorrente na disputa ao governo de Minas. Pacheco, que ainda não se decidiu, é a arma do presidente Lula (PT), no território mineiro para entrar na briga. É aí que entra o impasse, pois para que Simões emplaque, ele precisa desta troca de partido e ainda do apoio da cúpula do PSD, como seu presidente nacional, Gilberto Kassab. Este inclusive, defende esta junção. O certo até agora é que o futuro de Simões nestas duas situações, não depende dele.
Mudaria o quadro
Se Pacheco for escolhido para o Supremo Tribunal Federal (STF), com a aposentadoria antecipada do ministro Roberto Barroso. O senador figura na lista dos possíveis nomes, e não é preciso ser seu amigo, para saber que este é o seu maior desejo no momento, apesar da maior ala do PSD defender a sua candidatura como quer Lula. Com análises em andamento e indecisões pairando no ar, o que se sabe até o momento é que o senador só definirá seu futuro no início do próximo mês. Período em que deve se encontrar com Kassab para “bater o martelo”, ou não. Enquanto isso, Mateus Simões aguarda para definir seu futuro.
Inelegibilidade vetada
Como era esperado, o presidente Lula vetou nesta terça-feira, 30, mudanças na Lei da Ficha Limpa que reduziriam o período de inelegibilidade de políticos condenados. O projeto de lei que previa as alterações foi aprovado pelo Congresso no início do mês. Uma das mudanças se referia ao início da contagem da inelegibilidade, que atualmente é de oito anos. Atualmente, políticos condenados que exercem algum cargo ficam fora das urnas após o fim do mandato e do cumprimento da pena. A proposta, no entanto, previa que o prazo começaria a valer a partir da condenação. Compactuar com uma aberração dessa, seria assinar embaixo de “mais um tapa na cara do povo”. Pelo menos, se os nobres deputados e senadores derrubarem o veto, esse peso o presidente não carrega nas costas.
Garantir respeito
Lula também vetou o trecho que previa que a lei teria efeitos retroativos, o que beneficiaria políticos já condenados e que estão cumprindo pena. Conforme informações vindas do Palácio do Planalto, os vetos buscam “garantir o respeito à isonomia, à segurança jurídica e à coisa julgada, assim como se baseiam em julgados consolidados do Supremo Tribunal Federal”. Como dito acima, o Congresso pode derrubar ou manter os vetos do presidente em sessão conjunta da Câmara e do Senado. É aguardar quem vai colocar a “cara a tapa”, em ano que antecede às eleições. A “PEC da Blindagem” já deu o seu recado.
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