Jornalismo e democracia

Faltam exatos oito dias para o início oficial do período eleitoral, mas a verdade é que os bastidores, como todos já sabem, estão a todo vapor, incluindo o “gabinete do ódio”, onde fake news são criadas e compartilhadas a todo tempo. Para tentar evitar que a “rede de desinformação” siga causando mais danos ao coletivo, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, informou nesta terça-feira que os eleitores poderão denunciar casos de desinformação durante a campanha eleitoral. Medida essa de extrema importância. Afinal de contas, é preciso colocar freio nesse mundo que tem como objetivo apenas confundir o eleitor, e atacar a democracia brasileira, de uma forma sutil, porém descarada.
O primeiro fato de extrema importância é que a Justiça Eleitoral vai disponibilizar o número telefônico 1491, pelo qual o cidadão poderá informar qualquer tipo de desinformação que tenha presenciado. A ligação é gratuita. Ao receber a denúncia, o Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia, vai verificar a procedência da informação e encaminhar o caso para a Polícia Federal ou o Ministério Público Eleitoral (MPE) para as providências cabíveis. O serviço já está disponível, e além disso, a Polícia Federal (PF) terá um painel de acompanhamento do andamento das denúncias recebidas. A medida era mais do que necessária. Já não é possível mais passar por períodos eleitorais sem qualquer tipo de punição ou regulamentação. Pois, o que se vê por trás dessa atuação dos “gabinetes do ódio” é o mais puro e claro ataque à democracia brasileira, e à diversidade que existe no país. Se querem ganhar, que seja com respeito e honestidade. Pois, definitivamente não dá para ser contra a corrupção e usar de notícias falsas para prejudicar quem está na mesma corrida. Essa é outra conta que não fecha.
E, claro, aliado ao TSE está o bom e velho jornalismo. Aquele que segurou o fio em que a democracia esteve nos tempos difíceis enfrentados, e quando criar e compartilhar fake news era sequer crime. Aquele, que derrota uma notícia falsa em um milésimo de segundo, e que começou sozinho essa guerra contra a desinformação. Do outro lado da trincheira, o jornalismo sério segue sendo a diferença contra as notícias falas, que seguem tentando dominar tudo, e chega a lembrar um pouco o nazismo, pelos seus discursos que estimulam o preconceito, a xenofobia, o patriotismo e o heroísmo e condenam quem ousa pensar o contrário. E, é nesses tempos de guerra que a informação de qualidade, de credibilidade e com respeito à democracia brasileira faz a diferença, e ajuda a tornar o cenário um pouco mais sóbrio, e mais fácil de enfrentar. Muita gente pode até discordar, mas a verdade é que o bom e velho jornalismo salva, e como salva! Aquele pautado na ética, segue lutando contra os “gabinete do ódio” espalhados por aí, e salva não só vidas, mas também a democracia, e ajuda este país a não entrar em um colapso sem fim. Então, viva o bom e velho jornalismo!
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