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Adriana Ferreira

Lamentável

Por Bruno
Lamentável

Após a coluna denunciar sobre as arbitrariedades da diretora do Cemei Maria Dalva, algumas servidoras temporárias procuraram esta colunista e pediram mais informações, objetivando não serem designadas para a referida instituição de ensino. Outras pessoas disseram que já conhecem tanto a fama da diretora, quanto a ausência de providências da gerente de Planejamento e Recursos Humanos, da Secretaria Municipal de Educação (Semed), vez que esta se preocupa mais em proteger sua amiga do que olhar para o caso com imparcialidade e impessoalidade, princípios basilares da Administração Pública, por ela ignorados ou desconhecidos.

Calma que piora!

Além de dar a entender que as reclamações são “picuinhas” de servidoras temporárias, estas ainda enfrentam acusações infundadas. Duas situações demonstram claramente como as coisas funcionam realmente com a senhora gerente. Uma servidora gravou a reunião na qual a diretora demonstra claramente o quão ditatorial e abusiva é. E sabem o que a servidora ouviu da gerente? “Gravar conversa, é crime”, intimidando a contratada. A acusação da gerente é enganosa, falaciosa: o Pleno do Supremo Tribunal Federal já decidiu que a gravação de conversa feita por um dos interlocutores sem o conhecimento do outro, para fins de comprovação de direito, não é ilícita e pode ser usada como prova em ação judicial. E então, senhora gerente?

E

No caso de outra servidora temporária, esta levou cópia de ata com acréscimos, inclusive com assinatura de uma servidora que na data constante da ata não se encontrava no referido Cemei. E sabem o que ouviu da gerente? “Fotocopiar ata é crime”, visando intimidá-la. Não se preocupe, senhora gerente, tal documento também pode ser usado como prova em ação judicial, sem falar que todas as atas existentes na instituição de ensino e todas as engavetadas poderão vir a fazer parte de processos judiciais, e então se verá quem está cometendo atos ilícitos. Aguardemos!

‘Picuinha de efetiva?’

Há mais de um mês foi determinado pela Semed a realização de plano de trabalho do referido Cemei. A diretora recusou-se a fazer. A vice-diretora dirigiu-se diversas vezes à Semed e levou o fato ao conhecimento da gerente de Planejamento e Recursos Humanos, da Secretaria Municipal de Educação, assim como também o fez quanto a diversas ocorrências de arbitrariedades da diretora. Após a divulgação aqui desses episódios, chegou ao conhecimento desta colunista que a vice-diretora recebeu uma mensagem da diretora, convocando-a a comparecer na Semed para a entrega do plano de trabalho. A vice-diretora questionou a qual plano se referia, e a diretora respondeu que era o que a Semed havia exigido. A vice-diretora disse que elas nunca haviam se sentado para produzir tal plano enquanto a diretora expressou ter feito e que iria mandar por e-mail, a fim de que ela verificasse. Ao recebê-lo, a vice-diretora disse que aquilo não era plano de trabalho e sim lista de atribuições. A diretora retrucou que, de todo modo, elas se encontrariam na Semed para entrega do tal plano, que não era plano. Eita!

Cilada

A vice-diretora compareceu à Semed, esperando tratar do plano de trabalho e o que se viu foi uma cilada. O plano foi utilizado para atraí-la ao “armar circo dos horrores”. Em uma mesa, encontravam-se a gerente de Planejamento e Recursos Humanos, da Semed, sua protegida, vários outros membros do primeiro escalão da Secretaria, menos a Municipal, senhora Andréa Dimas, que procurada por esta colunista, informou estar em férias e somente retornaria no início de dezembro. Pois bem, a vice-diretora ouviu da gerente que ela também responderia pela ausência do plano de trabalho e que todas as denúncias seriam atribuídas a ambas, pois eram problemas de gestão, respondendo as duas pelos desmandos e descompassos havidos. A vice-diretora questionou a que gestão se referia, pois era vice-diretora somente no papel, já que, quando dizia algo ou sugeria, ouvia da diretora que não sabia de nada, que quem manda e decide é ela. E mais, que ela, vice-diretora, já havia feito diversas denúncias a ela, gerente das arbitrariedades, do descompromisso com o plano de trabalho exigido, e no final ouviu da gerente que ambas responderão por processo disciplinar. É isso mesmo?

Pode isso?

Vale dizer que outros servidores aguardam a abertura de sindicância para apurar os abusos da diretora e a parcialidade da gerente de Planejamento e Recursos Humanos da Semed e de outros membros da mesma, mas absurdamente quem presidiu a reunião foi a própria gerente que sem condições de proteger integralmente sua amiga, enveredou para uma decisão absurda: fazer a denunciante responder conjuntamente. Coisa de comadres, algo como: “olha amiga, não tem como fugir, não tem mais como eu colocar panos quentes em seus abusos, mas sozinha você não cai. Eu garanto!”  Pode isso, Arnaldo?

Esperança

O que os servidores esperam é que após retornar das férias, a senhora secretária Municipal de Educação aja com sua habitual imparcialidade e impessoalidade, e peça as atas do Cemei Maria Dalva, as atas das denúncias (de servidores e munícipes) que se encontram arquivadas na Semed sem providências,  exceto a preocupação em proteger a diretora, analise-as, instaure a sindicância formada por servidores que respeitam os princípios ora mencionados e que todos sejam ouvidos (servidores e munícipes) para que as devidas medidas sejam tomadas. Garantido o princípio constitucional da ampla defesa e do contraditório, tem-se que a justiça será feita. Estamos de olho!

 Nojo

O boçal que chicoteou um pacato cidadão, sinceramente, aquilo nem pode ser considerado gente. Qual o prazer desse tipo de “diversão?” Vida vazia? Demonstração de força? Samonte também já passou por tal vergonha em meados de 2015, quando um jovem de 24 anos sofreu constrangimento ao ser exposto nas redes sociais comendo minhocas. Ele estava sob o efeito de drogas e foi induzido por uns energúmenos que lhe ofereceram dinheiro se ingerisse os animais.  “O homem é o lobo do homem”.  Quem é que vai pagar por isso?

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