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Política

Negou 

Negou 

As eleições se aproximam e como não poderia ser diferente, as especulações e arranjos seguem a todo vapor. O cenário é um pouco mais apimentado na disputa pelo governo de Minas. O último bochincho na disputa pelo cargo diz respeito ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que teria se bandeado de vez para o lado do vice-governador Mateus Simões (PSD) na briga pelo cargo. Até apoiadores próximos do candidato de Romeu Zema (Novo) chegaram a ventilar esta possibilidade. No entanto, o próprio parlamentar desmentiu que já tenha batido o martelo sobre a decisão. E foi mais longe: que o PL está procurando um nome ainda para apoiar na corrida eleitoral. Isso é que dá contar com o ovo no.... Ainda mais se tratando de política. 

O motivo

Até dispensaria falar. Mas, como muitas pessoas não acompanham política, enfatizar é preciso. Em meio a um cenário ainda indefinido em Minas, existe uma grande pressão da direção nacional do PL para que Romeu Zema abandone a pré-candidatura a presidente em prol do apoio a Flávio Bolsonaro que assim, ganharia uma força maior no Estado com o segundo maior colégio eleitoral. Porém, Zena segue irredutível e até vai sair do comando do governo um mês antes para se dedicar à disputa pela principal cadeira do Executivo no país. Neste sentido é totalmente contraditório, o deputado mais votado de Minas, eleito pelo PL, apoiar um grupo adversário ao de Flávio Bolsonaro que é do mesmo partido, e filho do principal nome da legenda no país, o ex-presidente Bolsonaro. Além de respeito, é questão de lógica.

Vai de Cleitinho 

Com a atual conjuntura, sem um nome do próprio PL para o governo mineiro, o caminho mais viável é, não somente Nikolas Ferreira, mas outros importantes nomes da sigla em Minas, caminhar junto a Cleitinho Azevedo (Republicanos) na concorrência a vaga deixada por Zema. O senador divinopolitano, por enquanto, trabalha nos bastidores, mas não deve demorar a confirmar seu nome como cabeça de chapa na concorrência. Consequentemente deve ser o palanque para Flávio Bolsonaro em Minas, numa briga contra o grupo do presidente Lula (PT), e que promete uma queda de braço gigantesca. 

Problema Crônico

As campanhas ainda não começaram, no entanto, é crucial que os postulantes a qualquer cargo nestas eleições, se atentem a um tema de extrema relevância: a violência contra a mulher. Um problema crônico e alarmante no Brasil. São cerca de 1,3 milhão por ano, com acréscimo de mais de 6% a cada levantamento anual. A violência doméstica é a principal forma de agressão, seguida pela violência sexual. O que é mais preocupante é que a maioria das vítimas não denuncia a agressão, pois são silenciadas pelo medo, vergonha ou culpa. Além disso, a impunidade é um problema ainda mais  grave. Por isso, é fundamental que o governo e a sociedade se unam para o combate a este mal. Isso inclui a criação de políticas públicas eficazes e conscientização da população. Vale lembrar que Minas Gerais já liderou o número de casos e segue em segundo lugar no ranking brasileiro. Que, principalmente, os candidatos ao governo priorize esta pauta. É preciso lembrar que as mulheres são a maioria do eleitorado. 

Mal sem cura?

Enquanto a disputa de ego e holofotes no meio político se agiganta, a violência contra a mulher no Brasil é um mal que parece não ter cura. Apesar de todos os esforços das autoridades responsáveis, os números continuam a aumentar. Isso é um sinal de que algo está errado e que as estratégias atuais não estão funcionando. Não resta dúvida de que uma das principais razões para isso é a cultura machista e patriarcal que ainda prevalece no país afora. A sociedade ainda vê, infelizmente, a mulher como um ser inferior e submisso, o que contribui para a normalização da violência. Por isso que a resolução do problema, vai além da atuação preventiva e repressiva das autoridades competentes. É necessário uma mudança profunda na cultura e na sociedade, investindo na educação das pessoas sobre a igualdade de gênero e os direitos das mulheres. Ademais, a violência contra a mulher não é um problema apenas das mulheres, é um problema de todos. Enquanto todos não se conscientizarem disso, o mal segue sem cura.

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