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Política

Comprou briga 

Comprou briga 

O vice-governador e candidato de Romeu Zema (Novo) ao governo de Minas, Mateus Simões (PSD), próximo a assumir o Executivo estadual, se envolveu em mais uma polêmica com um comportamento assustador. Dentro de um mês, já comprou briga com pelo menos dez pessoas, entre aliados, opositores e agora a Justiça.  A qual afirmou por meio de suas redes sociais que não irá cumprir ordens. Ao comparar o Judiciário mineiro ao Supremo Tribunal Federal (STF), disse que respeita os poderes, mas que o órgão mineiro precisa “começar a conhecer limites”. Talvez a intenção é aparecer com assuntos polêmicos para ganhar adeptos e subir nas pesquisas. No entanto, esse comportamento nada apropriado pode o afastar ainda mais da preferência dos eleitores mineiros. 

Sem lei 

As acusações de Simões, motivadas por recente decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que acolheu pedido do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE) de suspender as escolas cívico-militares,  foram respondidas pelo presidente do órgão, Durval Ângelo. Disse que a decisão se baseou em “ausência de lei específica que institua o modelo no âmbito da rede pública de ensino”, além de “irregularidade orçamentária”. Já o TJMG se limitou a dizer que “preza e continuará a adotar como regra de conduta a harmonia e a independência entre os Poderes constituídos e, fora de suas atribuições institucionais, não faz juízo de valor sobre os atos da Administração Pública e de seus integrantes”. Muito cordiais e corretos também. Isso não é hora de buscar confusão, e sim, paz. Ano eleitoral por si só já é carregado de desavenças e outras situações desagradáveis. Ademais, responder ataques com a mesma moeda, é se igualar ao agressor. 

Todos, menos ele

O estresse que culminou nesta situação embaraçosa, começou, no início deste ano, com a perda de importantes aliados para a campanha eleitoral. Simões contava até no mês passado com o maior tempo de TV e rádio para o horário gratuito eleitoral. De repente, perdeu os cerca de 20 minutos diários que a aliança com a federação União Brasil/PP lhe proporcionaria. União Brasil e o PP pularam fora do seu barco e se preparam para receber Rodrigo Pacheco (PSD),  possível concorrente do vice-governador. Se isso não se concretizar, já sondaram outros nomes como do ex-procurador-geral de Justiça de Minas, Jarbas Soares,  o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e, até o ex-prefeito de BH Alexandre Kalil (PDT). O novo presidente estadual do União, Rodrigo de Castro, foi enfático: todos, menos Matheus Simões. Aí, o homem "pirou" de vez.

De onde veio

Ainda no PSD e sem confirmar a candidatura a governador, Pacheco "moveu os pausinhos" e tirou o União Brasil da futura chapa do rival Simões. Mexida que impacta diretamente a sucessão estadual, ao isolar o vice de Zema, que conta apenas com apoio do seu atual partido, e do ex, o Novo. Movimentação que faz Pacheco também trocar o PSD, que o traiu, pelo União Brasil, e traz junto o PP, legenda que está federado ao primeiro. O primeiro passo já foi dado com a troca do comando do União, tirando de cena o deputado federal bolsonarista, Marcelo de Freitas, passando o comando ao também deputado Rodrigo de Castro. Jogada que ainda não consolida Pacheco na disputa ao governo de Minas, mas que tira de Simões várias possibilidades. A briga promete. E olha que está só começando. 

Depende de encontro 

A decisão de Pacheco em entrar na briga depende diretamente de encontro que ele terá com o presidente Lula (PT), ainda neste mês, que promete ser definitivo. Lula fará o último apelo para que ele diga sim a disputa. No entanto, depende do que o presidente terá na "manga" para que o senador saia vencedor. Caso contrário, desistirá de vez da briga pelo lugar de Zema. Em recente entrevista ao UOL, o presidente disse que irá vencer a eleição em Minas com Pacheco. Poderia até acontecer, mas depende de uma coisa muito difícil de acontecer: Cleitinho não se candidatar.

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