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Política

Batido o martelo 

Batido o martelo 

Após o discurso do prefeito Gleidson Azevedo (Novo) na solenidade de inauguração do prédio do Hospital Regional, surgiram muitas especulações. Uma delas é que ele teria sacramentado a decisão de ser o vice de Mateus Simões (PSD) na disputa pelo governo de Minas. Bastou ele elogiá-lo por sua atuação, ao afirmar que ele e o próprio governador são os melhores dos últimos anos e serão lembrados, para as conversas pipocarem. No entanto, isso está longe de acontecer. Na disputa de outubro, só um do trio Azevedo, disputará o mesmo cargo: Eduardo, que vai em busca da reeleição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Gleidson disputará uma cadeira na Câmara Federal e Cleitinho a vaga deixada por Romeu Zema (Novo). A confirmação ocorrerá muito em breve. Aguardem! 

Surfando na onda 

Os pronunciamentos dos políticos durante a inauguração do hospital deixaram uma coisa muito clara: apenas o prédio pronto foi entregue. Isso ficou claro e muito bem explicado na declaração do reitor da Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ), Marcelo Pereira de Andrade. Ele fala do que ainda precisa e de prazos, basta assistir. Nem só o Agora, todos os veículos de comunicação da cidade publicaram. Mas, infelizmente, ainda tem pessoas que preferem surfar na onda das redes sociais. O que mais se viu depois disso, foram vídeos na internet mostrando o interior da unidade vazio e criticando a entrega desta terça-feira, 10. E não tem nada de errado nisso. Normal quando se trata de situação e oposição no meio político. O que não dá é faltar com a verdade, induzindo a população ao erro. A disputa sadia não precisa disso. A verdade precisa vir acima de tudo. 

Tudo pronto 

Entre os vídeos publicados, o da deputada Lohanna França (PV) cobrando assinatura do governador a assinatura da escritura do terreno, o que o reitor da UFSJ havia feito no dia anterior. A cobrança é válida sim, além de ser um dever do legislador,  em especial a deputada que é peça fundamental na ALMG neste processo de transferência. Se o governo viu ou não, agora não faz diferença. O que importa é que horas depois da cerimônia, Zema assinou o documento de doação do imóvel. O ato ficou a cargo da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), responsável pela gestão de grande parte das propriedades do Estado. Ato cumprido para alívio geral. 

Próximo passo 

Com a conclusão da doação do imóvel e o dinheiro em caixa, a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) precisa providenciar a compra de equipamentos, conforme acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). Outra medida necessária a partir de agora é a formalização dos contratos de prestação de contas para o funcionamento do hospital. Ou seja: a responsabilidade de gerir e organizar todas operações da unidade de saúde é da Ebserh, que já recebeu R$ 85 milhões do Estado para equipar a unidade de saúde. A previsão é de que a abertura aconteça de forma escalonada, a partir do fim de julho. Isso porque além da instalação dos equipamentos, tem toda uma organização e preparação dos setores. 

Mais uma 

No dia em que o Brasil não amanhece com uma operação deflagrada,  sua população pode começar a ter esperança de alguma melhora. Mas, enquanto isso não acontece, agentes da Controladoria-Geral da União (CGU), da Polícia Federal e da Receita Federal amanheceram nas ruas nesta terça-feira na “Over The Counter”. A ação foi em busca de desvios de milhões de reais em recursos públicos federais do Programa “Farmácia Popular do Brasil” em todo o país, comandados por uma organização criminosa. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão de provas e bens e o sequestro de contas bancárias, veículos e imóveis no valor de R$ 8.725.000. A investigação começou a partir de uma denúncia enviada à PF em Dourados (MS). Porém, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba e Rio Grande do Sul também tiveram alvos. O que falta para esses larápios dos dinheiro alheio inventar. Não um setor que beneficie o pobre que eles não deram conta invadir para roubar. Difícil dizer quem é pior: o sistema que é falho ou os vagabundos que vivem para isso. 

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