Agora vai

Está pronto o que faltava para que Câmara siga com suas reuniões ordinárias normalmente. As comissões permanentes foram nomeadas com data de publicação de 5 de fevereiro, como prometido pelo presidente da Casa, Israel da Farmácia (PP). Assim, o Legislativo volta a ter condições regimentais para análise e votação de projetos que aguardavam tramitação. Foram duas reuniões sem propostas analisadas. Realidade que promete ser diferente a partir desta terça-feira, 10.
Se despede
A inauguração do Hospital Regional em Divinópolis, ontem, foi a última com participação direta do governador Romeu Zema (Novo), antes de deixar o cargo para se dedicar a sua pré-candidatura à Presidência da República. Antes, já havia entregado a unidade de saúde de Teófilo Otoni. E como ele sairá um mês antes da data prevista que é abril, as outras solenidades ficam a cargo do seu vice e pré-candidato ao seu lugar, Matheus Simões (PSD). Ademais, mesmo que saísse no prazo legal, o tempo é curto, menos de 60 dias. Caso confirme sua participação na disputa como cabeça de chapa, Zema não terá vida fácil. Vai brigar contra concorrentes fortes. Mas, já disse que vai correr o risco, deixando uma possível composição para o segundo turno. Se está confiante, a opinião de outrem, pouco importa.
Bem atrás
E além do tempo, Romeu Zema tem um desafio gigante, como dito acima: os concorrentes. É o que mostra pesquisa exatamente para o Palácio do Planalto divulgada nesta segunda-feira, 9. O presidente Lula (PT) lidera as intenções de voto, com 39%, seguido do senador Flávio Bolsonaro (PL), com 30%. Os dados são da Pesquisa Real Time Big Data, onde o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), aparece na terceira posição com 10%. Ainda no levantamento, o governador de Minas figura em quarto lugar com 3%. Aldo Rebelo (DC), com 2% e Renan Santos (Missão), com 1% fecham a estatística. A pesquisa entrevistou 2 mil eleitores em todo o país, entre os dias 6 e 7 de fevereiro. Outros cenários dentro da estatística mostram mais ou menos os mesmos números. A confiança de Zema é baseada na sua primeira eleição, quando saiu do último lugar nas pesquisas para ocupar a principal cadeira do Executivo no Estado. Porém, é preciso lembrar que “raio não cai no mesmo lugar duas vezes”.
Nepotismo
Nesse processo eleitoral frenético de 2026, a corrida contra o tempo não é só para a confirmação de nomes e formação de chapas. Tem possíveis candidatos acelerando para reverter acusações do Ministério Público e determinações judiciais. Um deles é o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil. O MP de Minas voltou a pedir sua condenação por improbidade administrativa na ação que investiga a prática de nepotismo durante sua gestão no Executivo da capital. As alegações finais do órgão apresentadas na última sexta-feira, 5, dão conta de que Kalil nomeou o irmão de uma ex-namorada para um cargo comissionado na Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, ato considerado ilegal. A ação civil pública é analisada pela 3ª Vara da Fazenda Pública da capital. O MP solicita ainda que os réus sejam condenados ao pagamento de multa civil de até 24 vezes o valor da remuneração recebida pelos agentes públicos e outras condenações. Publicação que pode colocar fim de vez na intenção de Kalil disputar o governo. Afinal, o prazo é curto e a situação muito complexa.
Deu birra
Insatisfeito com a cúpula do PL, o deputado federal Nikolas Ferreira pode deixar o partido, caso continue filiando pré-candidatos que fuja do acordo feito anteriormente. O pedido é que a sigla não receba políticos com mandato, o que poderia aumentar a competição interna. Conforme as reclamações, foram feitas diversas filiações que não estão no pacote do acordo. Entre elas, a deputada Greyce Elias (Avante), além de ex-parlamentares, como Aelton Freitas. E parece que a insatisfação de Nikolas deu resultado, visto que conseguiu barrar Eduardo Cunha, que ainda está em busca de uma legenda para a disputa. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, pretende concorrer a uma vaga para a Câmara por Minas Gerais.
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