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Política

Indecisão 

Indecisão 

O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Tadeu Martins (MDB), que chegou a ser citado por Cleitinho Azevedo (Republicanos), numa possível composição na disputa ao governo de Minas, segue indeciso. No entanto, já apontou dois caminhos: candidato à reeleição para a Mesa Diretora da Casa, que deve ocorrer somente no fim deste mês, ou mesmo concorrer a cadeira ocupada por Romeu Zema (Novo), principal cargo político do Estado. Caso a escolha seja a segunda opção, o deputado deve trocar de partido. Já foi cobiçado por algumas legendas, como PSB, mas por enquanto, nada oficial. Mais um nome que surge na corrida de outubro, porém, nada de concreto até o momento, como acontece com os demais nomes, exceto o do vice-governador, Mateus Simões (PSD). Quadro que promete mudar a partir do próximo mês. 

Mais um 

Enquanto não se bate o martelo para a formação de chapas oficiais, nomes para concorrer com Simões vão aparecendo. O último deles, é o do ex-procurador geral de Justiça de Minas Gerais, Jarbas Soares Júnior. A exemplo de outros, ele deixou para o próximo mês, a decisão de deixar ou não o Ministério Público (MP) para ser candidato ao governo mineiro. Soares, que é natural de Montes Claros, no Norte de Minas, é cobiçado por algumas legendas pelo fato de transitar bem entre a direita e à esquerda. Uma das siglas que se interessou pelo procurador foi o PSD, que tem como presidente nacional, Gilberto Kassab. No entanto, ficou inviável pelo fato de o vice-governador ter chegado na frente. O União Brasil é outra legenda que pode abrir às portas a Soares. Cumprindo ainda a função no MP, caso decida entrar na disputa, ele precisa se desincompatibilizar dentro do prazo legal da Justiça Eleitoral, que vence em abril. Durante o tempo em que analisa a possibilidade, Jarbas tem conversado com políticos experientes, entre eles Rodrigo Pacheco (PSD), de quem é amigo, e ainda não se decidiu sobre sua candidatura ao cargo. Há informações de que tem conversado também com Cleitinho, de quem é próximo. Estaria aí mais uma possibilidade de composição de chapa com o senador divinopolitano? É provável que março dirá. 

Carta fora?

E a aparição de outros nomes no cenário, e o fato de Rodrigo Pacheco aparecer como confidente de alguns pretendentes ao cargo de governador, pode ter uma justificativa. Apesar de o presidente Lula (PT) ter afirmado na última semana que não desistiu do senador como seu candidato em Minas, ele tem revelado a aliados que não disputará o cargo. Ele teria se reunido recentemente com amigos e pessoas que fazem parte de sua trajetória política, dando como certa a decisão de ficar fora do pleito. Porém, em público, nega a confidência. Certo mesmo é que Pacheco irá se encontrar  nos próximos dias com Lula, agenda que já estaria adiantada pelos assessores do petista. Lula daria conta de convencê-lo em mais uma tentativa? Há quem diga que não. 

Prazos apertados 

As decisões permanecem, mas os prazos não esperam. A corrida de agora para frente é contra o tempo. A começar pela saída dos cargos, governadores, ministros, secretários de estado, prefeitos e juízes que pretendem entrar na disputa precisam deixar seus postos e renunciar a mandatos já em abril. Ou seja: seis meses antes da eleição. Já os deputados federais e estaduais terão o prazo de um mês para trocar de partidos sem risco de perder o mandato atual por infidelidade partidária. Esse prazo é mais apertado e já começa no próximo mês, se estendendo até abril. E não é só isso. No começo de abril, partidos e federações devem ter os estatutos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. Os dias passam rápido e as datas confirmam que não há tempo para enrolação. Isso significa que tem muita gente com "a corda no pescoço". 

Novidades 

E o processo deste ano apresenta novidades. O  primeiro turno da eleição será no dia 4 de outubro. O segundo está marcado para 25 de outubro. Além disso, o presidente eleito tomará posse no dia 5 de janeiro, e não mais no primeiro dia do ano. Os governadores, no dia seguinte, em 6 de janeiro. Ou seja: emoção do início ao fim. 

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