De novo

Claro, se repete, não é novidade. Apenas para relembrar, ou para quem não acompanha atentamente a política em Divinópolis. Quando se acha que os nomes postos à disposição para candidaturas nas eleições, tudo se repete. Não justifica uma cidade com pouco mais de 240 mil habitantes e pouco mais de 150 mil eleitores ter tantos candidatos numa disputa. E o pior: todos já conhecem o resultado desastroso. Um tira voto do outro e o município fica a pé de representantes. Neste ano, apesar de que o cenário ainda está se desenhando, devem aparecer pelo menos nove. Para eleger um deputado federal e no máximo dois estaduais? Parece "mulher de malandro". Apanha, apanha e não aprende.
Mal exemplo
Quem é? A Câmara de Divinópolis, para variar! Inacreditável uma Casa com 17 vereadores, quatro concorrerem numa mesma eleição. O ideal seria um com consenso dos demais. No entanto, dois, como foi na legislatura em que concorreram Eduardo Azevedo (PL) e Lohanna França (PV). Naquele legislatura era visível, que, ambos poderiam sair vitoriosos — as atuações diziam por si só. Porém, em especial na política, é bom relembrar algumas situações, e também, ditados antigos e que costumam dar muito certo, como: "um raio não cai no mesmo lugar duas vezes"! Assim, Josafá Anderson (CDN), Wesley Jarbas (Republicanos), Flávio Marra (PRD) e Vitor Costa (PT), refletir é preciso!
Aumento de mais 2
E por falar na Câmara, apesar de inúmeras explicações da Casa, incluindo juridicamente falando, sobre o reajuste salarial e mais dois vereadores, a partir do próximo mandato, tem muita gente que não engoliu ainda as justificativas. Alguns afirmam com todas as letras que por trás da decisão tem propósitos claros. Entre eles, estariam escolhas e apoio para a Mesa Diretora e promessa de cargos, tudo arquitetado em reuniões secretas. O problema dessas práticas nada recomendáveis, é que sempre tem alguém que não fica totalmente satisfeito com o que foi lhe oferecido e resolve "vazar" pelo menos parte das manobras acertadas. Ai, ai, ai!
Ele vem
Não é que Romeu Zema (Novo) irá cumprir o que disse ao Agora durante entrevista na inauguração do gasoduto em Ermida no fim do ano passado? Na oportunidade afirmou que só faltava ser convidado para vir cortar as fitas no Hospital Regional previsto para ser entregue em setembro de 2025, isso depois de outras datas adiadas. Apesar das relações estremecidas com alguns representantes políticos de Divinópolis, o governador não iria perder a oportunidade de entregar a segunda unidade de saúde — a primeira foi em Teófilo Otoni — das cinco prometidas. Ademais, trata-se de um ano eleitoral em que ele está totalmente envolvido no processo. Vai precisar de muito apoio, caso mantenha sua intenção de disputar a Presidência da República. Para isso, cada aparição pode significar novos adeptos.
Prato cheio
E com esse objetivo em mente, Divinópolis é o lugar certo, talvez, com duplo objetivo. É uma cidade gerida por um prefeito do seu partido, que tem dois irmãos seus apoiadores desde o início dos seus mandatos, apesar de ter gerado um certo desgaste nos últimos meses. Primeiro pelo fato de Gleidson Azevedo não ter ficado nem um pouco satisfeito com a demora em relação ao Hospital Regional. Segundo, Cleitinho, caso saia a governador, é uma ameaça perigosa a Mateus Simões (PSD), seu candidato. E no fundo, Zema ainda tem uma leve esperança de que o senador desista da disputa, levando assim, apoio triplo a Simões. Além do mais, aumentam as chances de acontecer o mesmo com sua candidatura ao Palácio do Planalto. Ou seja: a política não passa de um jogo de interesses. Pena que poucos enxergam.
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