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Política

Alteração no tabuleiro?

Alteração no tabuleiro?

O anúncio da candidatura de Wesley Jarbas a deputado federal na última semana, deixa uma pergunta no ar: o prefeito Gleidson Azevedo (Novo) que formaria o trio com os irmãos Cleitinho e Eduardo na busca por cargo fora de Divinópolis? Essa era a perspectiva inicial, com o objetivo de representar o Município nas esferas estadual e federal. No entanto, o anúncio da disputa por uma cadeira no Legislativo sediado em Brasília feito pelo próprio vereador elimina o nome do prefeito da jogada, visto que fazem parte do mesmo grupo político. O que significa? Por enquanto, não é possível cravar uma resposta. No entanto, aparecem duas alternativas: Ou Gleidson entra na chapa no candidato do Novo Mateus Simões como vice, isso se Cleitinho não confirmar candidatura, é claro. Ou fica até o fim do mandato como  chefe do Executivo. Mistério no ar.

Companheiro de chapa?

Analisando o cenário movimentado no Estado em torno da disputa pelo governo de Minas, a primeira alternativa no tópico anterior sobre o Gleidson Azevedo, pode ser praticamente descartada. A informação que movimentou os bastidores na última semana e já é comentada nos principais grupos políticos, praticamente sacramenta o nome de Cleitinho na corrida pela principal cadeira do Executivo mineira. A saída do atual presidente da Fiemg do cargo já anunciada o coloca como vice do senador na disputa. Possibilidade que só confirma o desejo do divinopolitano, conhecido nacionalmente por sua forma diferenciada de atuar na política, que era de ter um companheiro de chapa fora dos cargos políticos. Chegou a citar em entrevista recente ao Agora  alguém que tivesse força e conhecimento junto ao empresariado, responsável por girar a economia do Estado. Precisa de mais?

Como ficam as mulheres?

Até o fim de 2025, eram dadas como certa as candidaturas de Laiz Soares a deputada estadual,  Lohanna França (PV) e Gleide Andrade a federal. Com a possível desistência de Soares, Divinópolis passaria a contar apenas com duas representantes femininas na disputa? É provável que não. Outra possibilidade pode surgir como surpresa: a entrada da vice-prefeita Janete Aparecida (Avante) na jogada. Caso Gleidson Azevedo fique até o final do mandato, este passa a ser um caminho viável para Janete, que, automaticamente assumiria a Prefeitura, com a candidatura do chefe do Executivo e ainda poderia disputar o cargo nas eleições de 2028. Outro nome que é ventilado é o de Kell Silva (PV) a uma cadeira na Assembleia Legislativa. Como ainda falta muita água para passar debaixo da ponte - em especial porque as chuvas nos corredores não dão trégua - não resta outra alternativa a não ser aguardar.

Vamos ao trabalho?

Enquanto a formação de chapas e a confirmação de nomes para a disputa ainda estão em análise, os legislativos voltam às reuniões e debates em plenário, após o recesso. Palco onde têm várias oportunidades de aparecer e polemizar para marcarem presença na disputa. Exemplo são os deputados estaduais mineiros que retornaram à ativa nesta segunda, 2, com sessão solene e tudo na ALMG. O ano é novo, o descanso foi prolongado, mas as pendências devem marcar este início de 2027 na Casa. O principal deles é o assunto mais discutido e rodeado de polêmica em 2026: a dívida do estado com a União. Apesar de boa parte dos dos projetos do Propag terem sido desenrolados no segundo semestre do ano passado,  o PL que trata sobre a venda ou federalização de imóveis ficou para trás e promete mobilizações. Se antes as discussões e votações ocasionaram até empurrões nas sessões, imagine em ano eleitoral. 

Até onde vai?

O ritmo frenético também está nos corredores da Cidade Administrativa. Romeu Zema (Novo) já marcou a data para o seu "até logo": 22 de março. A escolha de antecipar a desincompatibilização — que, por lei, poderia ocorrer até abril — não é apenas um gesto administrativo, é uma jogada de marketing político que busca transformar a burocracia da renúncia em um palanque popular. Ao cruzar a fronteira de Minas, ele encontra um cenário de "congestionamento" na direita e no centro-direita. A recente filiação de Ronaldo Caiado ao PSD elevou a temperatura nacional. Para o governador, o desafio de 2026 não será apenas gerir Minas até março, mas provar que seu modelo de gestão é mais "exportável" e competitivo do que o de seus vizinhos de federação. A festa na Cidade Administrativa será o último ato de um governador. O que vier depois disso será a prova de fogo de um político que precisa provar que seu "Novo" ainda tem fôlego para o Brasil.

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