Piorou?

A filiação de Rodrigo Pacheco ao União Brasil pode significar sua entrada na disputa ao governo de Minas? Talvez. Portanto, é aposta dos apoiadores do presidente Lula (PT) em Minas, visto que Pacheco é o nome favorito do chefe do Executivo nacional para concorrer à principal cadeira política do Estado. Faz todo sentido dentro da estratégia nacional chefiada pelo presidente nacional da sigla David Alcolumbre. Porém, em Minas, não significa o mesmo. Isso porque há uma federação com o PP de Marcelo Aro, principal nome da legenda no Estado, e que, é secretário do governo Zema, e automaticamente, apoia Matheus Simões (PSD) na disputa de outubro. Ou seja: parece ter ficado ainda mais complicado Pacheco na disputa.
De fora
Ainda dentro da briga pelo governo de Minas, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL), envolvido agora em polêmica com um padre que criticou a forma da caminhada a Brasília, negou, nesta segunda-feira, 2, que vá concorrer à cadeira ocupada por Zema em dois mandatos consecutivos. Revelou que tentará a reeleição como deputado federal. Mesmo posicionamento do fim do ano passado, após ter se reunido com o ex-presidente Bolsonaro (PL) quando ainda cumpria prisão domiciliar. Ele teria sido aconselhado pelo próprio Bolsonaro sob alegação de que ainda é muito jovem e poderia adiar o desejo por um cargo com maior demanda e de grande relevância. Anúncio que pode facilitar, e muito, a decisão de Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre sua candidatura ao Executivo estadual. Informações de bastidores dão conta de que isso ocorrerá muito em breve. Aguardemos.
Sem palanque
Enquanto isso, o PL ainda não tem um palanque ideal para Flávio Bolsonaro em Minas, crescendo assim, a possibilidade de que o partido não lançará mesmo um candidato próprio na disputa de outubro. Assim, terá uma grande dor de cabeça em questão de apoio. No radar, o Mateus Simões, este com pré-candidatura confirmada ou Cleitinho, que aguarda um "sim" do presidente da Fiemg no Estado, Flávio Roscoe, para sacramentar seu nome na disputa. No entanto, essa dúvida já tem uma resposta, caso Romeu Zema não desista da sua candidatura ao Palácio do Planalto e seja concorrente direto de Flávio Bolsonaro.
Insiste
E se depender das últimas declarações do governador mineiro, este cenário descrito acima está bem próximo da realidade. O chefe do Executivo mineiro tem declarado nos últimos dias que será mesmo candidato à Presidência do Brasil, nas eleições de outubro. Conforme o governador, sua candidatura concorrerá a de mais dois candidatos: o próprio Flávio e Ratinho Júnior (PSD), e que isso fortalecerá a direita em 2026, trazendo mais possibilidades de uma vitória da ala conservadora no segundo turno. Ele e seu partido nacional creem piamente que passam ao segundo turno com chance de vitória. Excesso de confiança ou falta de humildade para se aliar a um dos dois, como vice?
Anistia
Além da coragem de bater de frente com os demais concorrentes, Zema sai na frente até do próprio filho do presidente rumo à corrida eleitoral. Revelou em uma das suas entrevistas que se eleito, um de seus primeiros decretos como chefe do Executivo nacional seria a anistia a Bolsonaro condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e preso por tramar um golpe de estado, remetendo ao passado, soltou: "já tivemos anistia no Brasil para quem foi terrorista no passado, que assaltou o banco, que sequestrou embaixadores, que assassinou pessoas. Agora, nós não vamos anistiar quem sujou o monumento de batom"? disparou. Que argumento!
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