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Saúde

Oito crianças já foram transferidas para o CSSJD

Oito crianças já foram transferidas para o CSSJD

Da Redação

Diante do caos na saúde de Divinópolis e das diversas medidas tomadas para amenizar a situação, crianças estão sendo transferidas da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Padre Roberto. Ao todo, oito transferências já foram realizadas. 

Elas são encaminhadas para o Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD), que em contrato de R$ 1,1 milhão, vendeu 12 leitos de enfermaria e dois de CTI para uso público, por 60 dias.

Além disso, o Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (Ibrapp) publicou uma nota de repúdio em apoio aos profissionais e médicos da UPA. 

Transferências 

Depois do anúncio da compra dos leitos do CSSJD, pacientes que estavam na UPA já foram transferidos.

O Agora conversou com o Ibrapp, que atualizou sobre as transferências de pacientes. 

Até o fechamento desta matéria, o Instituto confirmou que as transferências ocorreram da seguinte forma: 

  • Quatro transferências na segunda-feira;
  • Quatro transferências nesta terça-feira;

O Ibrapp disse ainda que os pacientes são transferidos de dois em dois, para dar tempo da admissão. 

Quanto aos pacientes que aguardam vagas, a situação é a seguinte, conforme o Instituto.

— Temos 14 crianças aguardando vaga hospitalar. Ao todo, 48 aguardam transferência — relatou.

Nota de repúdio

O Instituto publicou uma nota de repúdio pelos ataques aos profissionais da unidade. Em suma, o Ibrapp demonstrou apoio aos médicos e profissionais da unidade e diz que todos esses ataques comprometem os serviços que a UPA deve prestar, e prejudica os pacientes que lá estão. 

Confira a nota na íntegra: 

“Viemos por meio de nota pública repudiar qualquer tentativa de desestabilizar o trabalho na UPA por meio de denúncias sem fundamentos. Todos os dias enfrentamos problemas e desafios quando se trata de saúde. Na maioria das vezes o paciente sai curado. Infelizmente, às vezes nem sempre o melhor acontece, não conseguimos ter êxito. 

Não se faz gestão ou política se aproveitando da dor alheia ou tentando criminalizar os serviços de saúde. É importante salientar que sempre prezamos pela segurança dos pacientes e a correta checagem dos fatos antes de emitirmos uma opinião definitiva sobre qualquer assunto. 

Lembramos a todos que estamos num período gravíssimo de dengue e que a UPA está superlotada de pacientes. É importante registrar que a transferência desses pacientes não depende da UPA ou do Ibrapp. Existe um sistema de regulação que diz se há ou não vagas disponíveis. Infelizmente, questões políticas da cidade não deveriam e não devem ser usadas para aumentar o sofrimento de famílias ou causar pânico nos profissionais de saúde. Não devemos atribuir culpa ao médico ou aos médicos (que exercem sua função regulada pela ética e as normas de medicina). 

A médica responsável técnica da UPA (Dra. Ludmila Pizzigatti), está prestando todos os esclarecimentos ao IBRAPP e se mostrando disponível a ajudar. Dela, como todas as mais de 84 empresas médicas que atuam no hospital estão sendo cobradas para seguirem todos os protocolos bem como estamos checando se há ou não alguma irregularidade. Não existe nenhum tipo de proteção ou tratamento diferenciado a A, B ou C. Contudo, não podemos aceitar que os profissionais de saúde sejam atacados de forma desrespeitosa e sequer sem direito à defesa. Isso está comprometendo os serviços que a UPA deve prestar, e prejudicando os pacientes que lá estão. 

Reiteramos nosso compromisso com a verdade, com a apuração e punição se constatada alguma irregularidade, bem como com a qualidade e segurança dos serviços prestados. Pedimos respeito aos médicos, aos profissionais de enfermagem e a todos que prestam serviços dentro da UPA. A todos fiquem livres para cobrar. Nosso canal de denúncia: ouvibrapp@ibrapp.com. 

Estamos disponíveis para quaisquer esclarecimentos adicionais. Continuaremos primando por um trabalho ético, técnico e nos manteremos distantes do ambiente político para o bem dos pacientes”.

Leitos

As transferências ocorrem devido a principal medida tomada e anunciada pela Prefeitura nesta segunda-feira está na compra de 14 leitos infantis do CSSJD. São 12 na área de enfermaria e dois no CTI. Quatro destes leitos já foram liberados. A contratação tem o período de 60 dias e vai custar R$ 1,1 milhão aos cofres públicos da Prefeitura.

Os leitos vão atender pacientes somente de Divinópolis. A secretária de Saúde, Sheila Salvino, explicou o processo de contratação.

— Acionamos todos os hospitais na sexta-feira, principalmente os três da rede privada. O Santa Mônica e o Santa Lúcia tinham leitos, mas não possuíam vagas. O São Judas Tadeu, por sua vez, não tinha clínica pediátrica — salientou.

A solução veio do São João de Deus, o qual nós também procuramos no mesmo dia.

— Nos informaram sobre um arranjo para criar leitos pediátricos. O pedido foi feito na sexta à noite e concluído no domingo — pontuou. 

Foto: Divulgação/CSSJD

Legenda: 14 leitos do CSSJD foram comprados pela Prefeitura

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