Divinópolis teve 45 mortes de crianças no ano passado

Da Redação
A morte de Thallya Beatriz, de 4 anos, na sexta-feira, 26, causou comoção social e apontou para a alta demanda de atendimentos pediátricos nas últimas semanas. Conforme dados disponibilizados pela Secretaria de Saúde (Semusa), desde 2012, 605 crianças com até 10 anos de idade perderam a vida na cidade.
Apenas na faixa etária até um ano de idade, são 285 fatalidades. Confira os registros por ano:
2012: 34
2013: 21
2014: 22
2015: 25
2016: 27
2017: 18
2018: 24
2019:27
2020: 24
2021: 25
2022: 17
2023: 21
Do total, 259 ocorreram em hospitais, 16 em outros estabelecimentos de saúde, 6 em casa, 3 em via pública e 1 não informado.
As principais causas são septicemia bacteriana (31 casos) e síndrome angústia respiratória (28). Outras ocorrências envolvem, por exemplo, feto ou recém-nascido afetado por transtornos maternos hipertensivos (14), malformação do coração (13).
Do total, 198 tinham até 29 dias de vida. Outras 39 tinham de 1 a 3 meses; 16 entre 4 a 6 meses; e 19 entre 7 a 12 meses. Treze não possuem a informação registrada.

Até dez anos
Quando ampliada a faixa etária para até dez anos, o número de mortes sobe para 605 - 208 tinham até um dia de vida.
Confira os registros por ano:
2012: 66
2013: 53
2014: 54
2015: 57
2016: 53
2017: 38
2018: 47
2019: 53
2020: 50
2021: 50
2022: 34
2023: 45
2024: 4

Leitos
Dos hospitais em Divinópolis, apenas o Complexo de Saúde São João de Deus (CSSJD) conta com leitos destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O Hospital Santa Lúcia tem 120 leitos de internação, sendo 100 na enfermaria e 20 na UTI.
Já a UPA conta com 42 leitos, sendo seis de pediatria. Atualmente, 53 aguardam transferência, com 18 na pediatria. A unidade é referência para cinco cidades: Araújos, Carmo de Cajuru, Perdigão, São Gonçalo do Pará e São Sebastião do Oeste.
O Agora também entrou em contato com os demais hospitais e aguarda as informações para atualizar o balanço de leitos na cidade.
Divinópolis também é sede da Macrorregião de Saúde Oeste, que contempla 53 municípios e mais de um milhão de cidadãos, da qual o hospital regional será referência.
Foto: Divulgação/PMD
UPA é principal porta de entrada de pacientes pediátricos
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