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Editorial

Para todos?

Por Portal Agora
Para todos?

Da Redação

As leis foram criadas para organizar a sociedade e, por consequência, a civilização, estabelecendo o que cada indivíduo pode ou não fazer. São elas que determinam o certo e errado. Mas, no Brasil, a história não é bem assim. É como se ouve há anos-luz: as leis servem apenas para o preto e o pobre. Para o rico, para o branco, elas não existem, e o “melhor”, após cometerem crimes, eles ainda vão para as redes sociais esfregarem na cara da sociedade essa certeza de que são os grandes beneficiados e que no país, a justiça não é para todos. Aqui as situações têm “dois pesos duas medidas”, “O pau que bate em Chico, definitivamente não bate em Francisco”. Aquilo que deveria ter sido criado para colocar ordem, virou motivo de frustração. A mesma lei que prende é a lei que solta. E, assim, de brecha em brecha, criminosos – ricos e brancos – seguem impunes, e criando narrativas totalmente distorcidas, e mais uma vez, esfregando na cara do povo que a lei aqui serve só para uma parcela da população. 

O Estado, as polícias (Civil e Militar) mesmo que em parte, sucateadas seguem fazendo seus trabalhos. Prendem, investigam, prestam contas à sociedade, protegem, cumprem seus papéis, mesmo com pouca estrutura, com salários defasados, atrasados. Até aí “tudo bem”, mas quando a “coisa” chega no Judiciário, tudo muda de figura. A lei que foi criada para determinar o que é certo e o que é errado, simplesmente não serve mais, ou melhor, serve apenas para uma parcela da população. E, para quem ela não serve, e a impunidade reina, as redes sociais são a prova perfeita disso, pois é lá, que eles mostram, que eles debocham dos mais fragilizados, que as normas não são usadas de forma igualitária. Revoltante. Frustrante. Vergonhoso. Talvez essas sejam as palavras perfeitas para definir este cenário que assola o Brasil desde a sua existência. A Justiça que não faz justiça. A que escancara o quanto o país ainda precisa evoluir.

Enquanto as polícias seguem “enxugando gelo”, o Judiciário que é bem remunerado, esfrega na cara da sociedade que as leis não são para todos. Esta parcela inatingível com as leis, estão nas redes sociais, mostrando justamente isso. Aqui o crime compensa? É isso que parece. O vídeo de um brasileiro agredindo um médico nos EUA, pois o profissional teria supostamente abusado de sua esposa há sete anos, quando ela estava grávida, chamou a atenção pela seguinte frase dita por ele: “Se fosse no Brasil eu te matava”. Sim! Após desferir socos no médico, o homem disse que se fosse aqui ele o mataria. Em outras palavras, ele não matou o profissional nos EUA, pois lá tem punição, ao contrário daqui, onde quem mata ou sai impune, ou recebe uma pena tão irrisória, que comprova que é a vítima paga com a vida, e sua família com a impunidade. Não! As leis não são para todos. Aqui, elas servem apenas para os desprovidos de dinheiro e de influências, os demais, seguem impunes, cometendo mais crimes, pois contam com a certeza da impunidade. Infelizmente, aqui a Justiça não faz justiça, e a frustração é o único sentimento que resta. O rico e o branco seguem livres, mesmo que “presos” no alto de seus castelos, com todo conforto possível, fazendo o que querem e zombando da Justiça.

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