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Editorial

Haja nariz 

Haja nariz 

Os fogos de artifício que foram queimados às 0h do dia 1º de janeiro de 2025 não anunciaram apenas a chegada do novo ano, mas também que o Poder Legislativo de Divinópolis precisa, com urgência, trabalhar com seriedade e responsabilidade. Seguindo um “modismo” que tomou conta do Brasil, a Câmara aprovou em 2024, e o prefeito, Gledison Azevedo (Novo) sancionou a Lei Nº 9.355, que “proíbe o manuseio, utilização, queima e soltura de fogos de estampidos e de artifícios, assim como de quaisquer artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no Município de Divinópolis e dá outras providências”. A prova de que o Legislativo divinopolitano precisa de um rumo está aí. A norma se mistura a tantas outras que apenas “surfaram na onda” de muito moralismo, e pouco entendimento. Muito sensacionalismo e pouca mudança. Muita falação e pouca ação. No papel, é linda. Prevê multa para quem vender e soltar fogos. O Réveillon foi a prova viva de que a política divinopolitana necessita urgentemente de trabalhar com seriedade. Caso contrário, os políticos locais continuarão apenas fazendo apenas com que a população faça papel de palhaça. Mais nada! 

Por aqui não é possível contabilizar quantas leis serviram apenas de palco político. Na prática não funcionam, ou sequer têm condições de serem executadas. Servem apenas para espetáculo, e para provar o amadorismo da política local, e do quanto a cidade ainda precisa evoluir. Basta o povo querer abrir os olhos para enxergar tudo isso. Lei disso, daquilo, leis, leis e mais leis. No ilusório tudo funciona. Nos discursos emocionados, e revoltados, que aparentemente estão atrás de “justiça”, tudo é possível. É quando a realidade chama, quando ela grita, que tudo muda de figura. Quando a vida cobra, é possível ver o quanto a política divinopolitana precisa melhorar, precisa evoluir. Os fogos de artifício na virada do ano anunciaram: é necessário que não apenas os políticos mudem – se é que isso é possível – mas também que o povo acorde. Afinal, se tem espetáculo é porque tem plateia. E, uma legislatura “novinha em folha” está aí. Tomou posse nesta quarta-feira, cheia de promessas. Promessas que ainda estão frescas. Cheios de planos, projetos, e discursos carregados de indignação, e desejo de mudança. Uma legislatura nova foi empossada, e é aí que fica o grande questionamento: vai mudar mesmo? 

O anúncio, a comprovação de que os Poderes Legislativo e Executivo escorregam em suas funções foi feito. Não é preciso ser um expert em política para ver. Da mesma forma que não é preciso ser um especialista no assunto para entender que a cada lei que é feita e se junta a tantas outras para ficar bonita apenas no papel, cada cidadão recebe um novo nariz de palhaço. Os artefatos pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso anunciaram: o novo mandato precisa mudar. Caso contrário, haja nariz para receber o “sinal vermelho”. E, se os fogos gritaram para toda a cidade a chegada do novo ano, então que cada um aproveite esta nova legislatura para mudar um pouco que seja, e tirar Divinópolis do âmbito que só sonha e anseia.

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