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Editorial

Palavras vazias 

Palavras vazias 

Mais um Natal chegou. E, como dizem por aí, é tempo de amor, de reconciliação, de nascimento. O Cristo nasceu. As mensagens que circulam por todos os lados são as mais lindas possíveis. Os desejos de que as famílias tenham um Feliz Natal também. As palavras são as mais lindas possíveis usadas nesta época. Paz. Amor. Prosperidade. Saúde. Mas, o que boa parte da população se esquece é de colocar em prática tudo isso. Por mais que os desejos sejam os melhores possíveis, e as palavras as mais belas do dicionário, o que vale mesmo é a prática de tudo isso. Natal é na verdade o nascimento de Jesus Cristo. E, apesar das tradições, do Papai Noel, das trocas de presentes, das mesas fartas, o que vale mesmo são os ensinamentos deixados por Ele. Na noite de hoje, famílias estarão reunidas, comidas serão feitas para dar e vender, as árvores de Natal estarão abarrotadas de presentes, mas a verdade é que por trás de tudo isso corações estão vazios, mentes perturbadas, e os sentimentos não serão tão lindos quanto as palavras escritas nas mensagens e nos cartões. Claro, além de tudo isso, ainda há um ponto crucial, a humanidade está longe, mas muito longe de entender o que é o aniversário de Jesus. 

O fato é que Jesus Cristo era um homem que pregava o amor ao próximo, a partilha do pão, a igualdade, a justiça social, e o fazer o bem sem olhar a quem. E, se tem algo que a humanidade está longe, mas muito longe é de entender e viver isso, pelo menos em parte,  como deveria ser. A sociedade prefere viver no raso, na hipocrisia. Uma mesa farta de comida, mas pobre de bons sentimentos é o que vale mais na atualidade. Redes sociais lotadas de fotos perfeitas, de vidas “instagramáveis” valem muito mais do que viver os ensinamentos e o legado que Jesus Cristo deixou. Mensagens cheias de palavras vazias valem mais do que amar o próximo, do que dividir o pão, do que lutar no dia a dia para que aqueles que não têm muito, tenham dignidade. Mas, a verdade é que não estamos preparados para essa conversa, e se Cristo voltasse hoje, com o seu discurso e ações para que amássemos o próximo, dividirmos nossas riquezas, e tratássemos o outro com igualdade e equidade, ele seria crucificado mais uma vez. A humanidade se acostumou a viver no raso, a se contentar com a hipocrisia. 

À meia noite de hoje Jesus Cristo completa mais um aniversário, e é desolador ver que os seus ensinamentos estão cada vez mais distantes de serem praticados. Famílias estarão reunidas, mesas repletas de comida, mas as almas estarão vazias daquilo que de fato alimenta: o amor. Redes sociais estarão repletas de registros, mas corações seguirão amargurados, e longe do que Ele deixou em sua passagem na Terra. Apesar das comemorações, tudo ficará ali, no campo das palavras, do vazio, do raso, da hipocrisia. De fato, a humanidade segue sem muito preparo para falar sobre este assunto, e para mudar a sua postura. Mas, apesar de tudo isso, o desejo é que em algum momento, uma fagulha do amor Dele se faça presente, em alguém, em algum lugar, e renove os sentimentos, e os rumos que a humanidade anda tomando. Pois, apesar de… Ele ainda vive, e ainda ama!

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