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Editorial

‘Saída de emergência’ 

‘Saída de emergência’ 

Aprovado o empréstimo de R$ 20 milhões para a Prefeitura realizar obras de drenagem em pontos de alagamento em Divinópolis. O que se viu nas redes sociais nesta terça e quarta-feira, após reunião ordinária, foi os vereadores se vangloriando dos votos favoráveis à “saída de emergência”. Porém, essa é apenas mais uma das atitudes do Poder Legislativo e do Executivo que não tem como não questionar. O Projeto EM 014/2025 que autoriza a contratação do crédito no valor de R$ 20 milhões para estruturação de saneamento, inundações, alagamentos, enchentes, hidrográficos e alterações climáticas em Divinópolis foi aprovado, não a tempo de evitar o caos em janeiro, mas já pensando no período do ano que vem. A intenção dos parlamentares junto ao prefeito foi a melhor possível, infelizmente depois do ocorrido. Claro que ninguém iria adivinhar que choveria tanto, por isso a importância da prevenção. Aí vem a pergunta: por que os políticos usam apenas a saída de emergência? Seguido claro, do questionamento: se algo tivesse sido feito antes teria como evitar tal transtorno? A resposta é mais “clara do que o sol do meio dia”, Sempre é mais fácil “prevenir do que remediar”. Mas, no Brasil, esse quesito deixa a desejar. Por isso, a necessidade urgente de começar esta realidade. 

Agora as obras chegarão, mas o que ninguém fala das milhares formas de evitar que tudo isso aconteça. É preciso que fique claro  que os representantes são eleitos justamente para a melhoria de vida do povo. Afinal,  são pagos para isso, mas nem todos entendem ou fingem não saber. No Brasil, infelizmente, a cultura do “a gente vê o que faz depois que acontecer” está enraizada. E, é neste ritmo que a população sobrevive. É nesse compasso que o povo segue dia após dia. Esperando as tragédias acontecerem para cobrar dos representantes um paliativo, uma ação tardia, para depois esquecer até o próximo caos. O contexto traz consigo a pergunta: quando a população irá acordar e enxergar o que os detalhes têm dito? Dá para sentir orgulho de a Câmara autorizar a Prefeitura a contrair um empréstimo para fazer algo que já poderia ter sido planejado e executado lá atrás, e assim evitado tanto transtorno? Qual a justificativa para uma ação que poderia e deveria ter sido feita de forma preventiva e com a união de todos?

O que se sabe nesta situação é como o povo tem se contentado com pouco, então tudo está dentro do esperado, dentro dos conformes. E, sim, um empréstimo de R$ 20 milhões é motivo, sim, de orgulho. Afinal, o povo se acostumou com o remediar. O que entristece é saber que o ciclo vicioso ao qual o povo se acostumou está longe de acabar. Que estas obras antecipada seja exemplo para outras que virão antes do problema. Porque uma coisa é certa: prevenir é muito  barato e trabalhoso do que tratar. 

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