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Política

Pela imprensa 

Pela imprensa 

O ex-prefeito Gleidson Azevedo, agora no Republicanos, deixou o Novo aos 46 do segundo tempo. Até na quinta-feira da semana passada, a dois dias do prazo para o fechamento da janela, ele ainda tinha certeza que permaneceria no partido de Romeu Zema, no qual estava há cerca de seis anos. Pego de surpresa devido à decisão de última hora, o presidente da sigla em Minas Gerais, Christopher Laguna, criticou duramente. A alegação do mandatário é que foi informado pela imprensa. Chegou a dizer que no Brasil, as pessoas não cumprem com suas próprias palavras. Pelo visto, azedou de vez. 

Dado ok 

A chateação de Laguna se deve ainda pelo fato de o diretório que comanda vinha trabalhando desde o ano passado, segundo ele, pela permanência de Gleidson para dois possíveis cenários. Inicialmente, conforme publicou O Fator, o projeto era que o ex-prefeito liderasse a chapa de candidatos a deputado federal da legenda, e que obtivesse resultado superior a 300 mil votos, aumentando de forma significativa o desempenho da legenda. O que significa que levaria com ele outros nomes eleitos para Brasília, o que aconteceu com Nikolas Ferreira nas últimas eleições. A outra possibilidade era que, com o apoio de Cleitinho, Gleidson fosse o candidato a vice-governador de Mateus Simões (PSD). No entanto, nenhuma das duas alternativas se realizou. Antes da possível articulação, o ex-prefeito ventilou uma pré-candidatura ao Senado. Depois, fechou com a saída do partido. O que já era esperado, visto que já tinha afirmado que o irmão viria em primeiro lugar.

Nova treta 

Após o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) atacar novamente o deputado Nikolas Ferreira, mesmo partido, desta vez em post respondendo Ferreira, seu irmão Flávio e pré-candidato a presidente, entrou no meio para tentar aparar as arestas. Eduardo reafirmou que o deputado mineiro está deixando de lado seu irmão, além de afirmar que ele mudou após a “fama”. Ciente de que a divisão na direita e este tipo de comportamento prejudica suas intenções, Flávio publicou um vídeo pedindo união e pacificação entre os aliados. O primeiro filho de Bolsonaro chamou “todos para a racionalidade”. O problema é que o tempo não parou esperando o entendimento entre os que dizem defender o mesmo ideal. Ao contrário, passou rápido demais. Neste sentido, a tão esperada trégua, pode chegar tarde demais. 

Assinou embaixo 

É claro que o comentário de Nikolas não poderia ser diferente. Concordou com Flávio Bolsonaro, afirmando que cada um fazendo sua parte, todos chegam onde querem. Só esqueceu de falar que ele próprio não faz isso e foi quem começou com isso. A troca de acusações começou quando Eduardo acusou Nikolas de “desrespeito” e oportunismo político após o deputado rir de uma publicação. “Risinho de deboche para mim, Nikolas? Ao que parece, não há limites para seu desrespeito comigo e minha família”, disse. O resto do "babado", todos já sabem. 

Falta do que fazer

É a afirmação do jornalista Eduardo Costa sobre a briga na direita. E com certeza, a maioria concorda plenamente. Para ele, a política deveria ser uma contribuição, em que as pessoas trabalhariam em suas profissões durante o dia e, à noite, compareceriam ao Legislativo uma ou duas vezes por semana para votar projetos estudados por uma equipe técnica, baseando-se em ideologia e opinião, sem viver da política. Disse exatamente tudo. Ao contrário disso, não fazem mais nada, vivem às custas do povo e ao invés de fazer jus aos altos salários, vão para as redes sociais bater boca com adversário e até correligionários, enquanto a população espera pelo mínimo.   

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