Política diferente

Além do segundo maior colégio eleitoral do Brasil e nomes inesquecíveis, como JK e Tancredo Neves, o que há de diferente na política mineira? O presidente nacional do PL, Valdemar Costa, ouviu de um confidente que ela é diferente da nacional. E não está errado de jeito nenhum. Basta analisar este imbróglio para disputa do governo do Estado, onde existe uma disputa dentro do próprio PL sobre qual será a chapa do partido que disputará a eleição e dará palanque para a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Até agora, apesar de Cleitinho Azevedo (Republicanos), Rodrigo Pacheco (PSB), Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB) colocarem seus nomes à disposição, a única oficial é a do atual governador Mateus Simões (PSD), que, aliás, já está rodando o interior mineiro.
Na dúvida
Para além de uma chapa — sem vice, diga-se de passagem— o que existe por enquanto no PL mineiro, é a indefinição se apoiará a reeleição de Simões, vai compor com Cleitinho ou se lançará candidatura própria. Neste último caso, o nome que aparece primeiro é do ex-presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, que se filiou recentemente à legenda e é considerado uma alternativa, caso as duas primeiras estratégias não deem certo. Alguém aposta em uma das três.
Dez no total
Gleidson Azevedo (Republicanos) está entre os dez prefeitos dos municípios mineiros que deixaram os cargos para disputar as eleições de outubro. Dois deles, ambos do Republicanos, aparecem nas articulações para a vaga de vice-governador. A desincompatibilização é exigida pela Justiça Eleitoral, seis meses antes do pleito, prevista na legislação eleitoral para quem ocupa cargos do Executivo. A norma visa impedir o uso da estrutura administrativa em favor de candidaturas. Quem não deixa o cargo não pode entrar na disputa. Os ex-chefes do Executivo miram vagas na Câmara Federal, ALMG, e podem compor chapas que vão brigar pela cadeira do Palácio Tiradentes. Gleidson que chegou a cogitar lançar seu nome ao Senado, lançou pré-candidatura a deputado federal.
Prazo curto
E por falar em eleições, os “atrasadinhos” têm até o dia 6 de maio para tirar o título ou fazer alterações no documento, como a regularização dos cancelados e a transferência para seção com acessibilidade. A Justiça Eleitoral recomenda que todos se organizem e procurem atendimento o quanto antes. Caso contrário, não podem ir às urnas no dia 4 de outubro para escolher seus representantes, que são cinco: deputados federal e estadual, senadores, governador e presidente da República. Quem deixar para última hora, além de enfrentar filas, pode não conseguir o documento a tempo.
Outros prazos
De 20 de julho a 5 de agosto é o período para se realizar as convenções partidárias para escolha oficial dos candidatos. 15 de agosto é o prazo final para o registro de candidaturas na Justiça Eleitoral. Já no dia 16 do mesmo mês, é o ponta pé para propaganda eleitoral geral (comícios, internet, distribuição de santinhos. Já no dia 28, começa o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. A partir daí é contagem regressiva para outubro. Como o tempo tem passado rápido, é melhor muita gente se apressar.
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