Qual é pior?

Difícil apontar o que mata mais no país: a violência na maior parte dos dos municípios, em especial nas capitais, ou as estradas. E não é preciso esperar os feriados prolongados para os números causarem a cada dia mais temor. Assassinatos por motivos fúteis, como uma briga por R$ 50 em Belo Horizonte no fim de semana e batidas gravíssimas que tiraram a vida de muitos, também no mesmo período. Nas mais graves, nove pessoas morreram e quatro ficaram feridas num prazo de aproximadamente três horas. As duas ocorreram no domingo nas BRs 135 e 040, que cortam trechos importantes de Minas Gerais. Entre as vítimas, duas crianças e uma adolescente. Para quem leu sobre tragédias anteriores, se não for pela data, chega a pensar que são repetições das notícias, de tanto que as circunstâncias são parecidas. Mas, infelizmente, não. A cada folga prolongada ou não, a situação se repete. Até quando? Com a palavra os responsáveis.
Recesso interrompido?
Não para todos. Menos mal. Pelo menos para aqueles que têm o holofote como seu bem mais precioso. Deputados e senadores da oposição suspenderam o recesso parlamentar nesta segunda-feira, 29, em plena antevéspera do Réveillon, para protocolar mais um pedido de impeachment contra o ministro o Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, desta vez por causa da reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, com o qual Moraes teria tratado do Caso do Banco Master. No entanto, o ministro Dias Toffoli, que teria viajado de avião para a final da Copa Libertadores no Peru com um advogado de um diretor do Master, ainda não é alvo. Independente de onde seja a suspeita, é preciso apurar com rigor, só precisa ser feito do jeito certo. A preferência política não pode prevalecer quando se trata de assuntos de tamanha relevância.
Combate ao excesso
Dentro de todo este contexto, que virou queda de braço entre a Suprema Corte e boa parte dos congressistas, todo e qualquer fato que arraste o STF para uma possível crise e gere desconfiança na população, favorece a base do ex-presidente Bolsonaro (PL) que tem como principal crítica e reclamação, combate o que chamam de excessos praticados pelos ministros do Supremo, em especial Alexandre de Moraes.
Sobrou para o pré
Que o governador Romeu Zema (Novo), não virá a Divinópolis, conforme prometido, entregar os Hospital Regional - tudo caminha para isso – não chega a ser surpresa. Mas, deixar nas mãos do seu vice, Mateus Simões (PSD), pré-canidadato a ocupar sua vaga nas eleições do ano que vem, a missão, aí já é demais. E não é só isso. Simões ficará responsável ainda em concluir a entrega de ao menos mais dois prometidos durante a campanha à reeleição, em 2022. À época, o plano de finalizar as unidades de saúde e colocá-las em operação foi anunciado como um dos pilares para o fortalecimento da saúde no estado no segundo mandato. Contudo, no entanto, todavia, ficou mesmo, por enquanto, nas promessas, assim, como a reposição salarial da segurança pública. Sem falar que uma das seis unidades de saúde anunciadas, não sairá nem do papel. Assim, Mateus Simões não herdará somente o cargo antes do prazo - abril de 2026 - mas muitos problemas para resolver e coisas para explicar.
Os dois
Aos "trancos e barrancos” duas das seis obras prometidas foram finalizadas ainda na gestão de Zema: O de Teófilo Otoni – aliás já foi entregue no dia 15 deste mês. A unidade de saúde terá como gestor o Instituto Mário Penna, mas o funcionamento está previsto apenas para março do próximo ano, conforme expectativa do próprio governo. Outro pronto, conforme anunciado por este PB e pelo Agora, é o de Divinópolis, mas sem data para a abertura oficial. Para que isso ocorra mais rápido, a estrutura foi passada ao governo federal a fim de ser gerida pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). No entanto, para isso, ainda aguarda a sanção do governador ao projeto da deputada Lohanna França (PV) que concretiza a doação. Já está em seu gabinete há pelo menos duas semanas. Aguarda-se a boa vontade nestes poucos dias úteis desta semana.
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