Câmara interrompe recesso para discutir impeachment de Alexandre de Moraes

Da Redação
A Câmara dos Deputados deve interromper o recesso parlamentar, hoje, dia 29 de dezembro para permitir a retomada das atividades em Brasília relacionadas a um possível pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa é de parte de parlamentares da oposição, que veem a necessidade de discutir o tema antes do fim oficial do recesso, previsto para fevereiro de 2026.
Coletiva às 14h
O novo líder da oposição na Câmara dos Deputados, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), anunciou uma coletiva de imprensa às 14h, na Câmara. — Ressaltamos que estaremos suspendendo o recesso parlamentar, porque não é possível permanecer inerte diante do tamanho absurdo institucional que o Brasil está vivendo — declarou Silva em nota.
O líder também convocou os senadores da oposição a apoiar a destituição do magistrado, o pedido mencionado por Gilberto foi protocolado na terça-feira (23/12) pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF). A parlamentar acusa o magistrado de “advocacia administrativa” após ele, supostamente, procurar o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, para interceder em favor do Banco Master, de Daniel Vorcaro. Alexandre de Moraes alegou, em notas, que o assunto com Galípolo foi a Lei Magnitsky e que não tratou sobre a situação do Master.
A movimentação ocorre em meio a críticas de setores políticos às decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal e busca ampliar o debate institucional sobre a atuação do Judiciário e seus limites constitucionais.
Impeachment
O pedido de impeachment é dirigido ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Cabe à Casa admitir e analisar pedidos de destituição de ministros do STF. Moraes acumula mais de 80 representações desse tipo no Senado, nenhuma em andamento.
Caso o pedido seja formalizado, a análise caberá ao Senado Federal, órgão responsável por julgar ministros do Supremo Tribunal Federal em processos de impeachment. O episódio intensifica o clima de tensão política em Brasília no encerramento de 2025 e no início de 2026, recolocando no centro do debate nacional a relação entre os Poderes e os mecanismos previstos na Constituição para a resolução de conflitos institucionais.
Com informações do Metrópoles.
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