Saia justa

Com o quadro de indefinição na disputa pelo governo de Minas, o PT e o PL realizam pesquisa interna para viabilizar um nome que possa encarar o desafio. Mesmo que em cima da hora. Há muitos anos, o estado dono do segundo maior eleitorado do país, não vivia uma situação semelhante, talvez, nem tenha registrado. O fato é que as convenções partidárias já acontecem no próximo mês e os dois lados — rivais ferrenhos — não tem ninguém para apresentar, por enquanto. Do lado petista, a desistência do senador Rodrigo Pacheco originou a "saia justa" já os opositores apoiadores do ex-presidente Bolsonaro, optaram por não esperar uma decisão de Cleitinho Azevedo (Republicanos). Não está fácil para ninguém.
Era esperado
Do lado petista, a pesquisa teve resultado considerado previsível. Nomes colocados à mesa, a ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT) foi o nome que apresentou o melhor desempenho entre os apresentados pela legenda. O problema é que ela já teria dito com todas as letras que não pretende abandonar o projeto rumo ao Senado para correr o risco de ser "sacrificada" em uma disputa, que tem Cleitinho como franco favorito a "levar a melhor" nas urnas, caso confirme que entrará na briga. Nos bastidores, a avaliação é que o resultado da pesquisa fortalece ainda mais a posição de Marília como um dos principais nomes da legenda em Minas. Ela teve melhor desempenho do que no primeiro levantamento, o que na opinião de interlocutores, a consolida como quem pode garantir uma das vagas de Minas no Senado. Dito isso, resta ao PT aceitar que está diante de um enorme desafio.
Alternativa?
Se o nome para encabeçar a chapa não sair do PT, entra em campo uma reposição reserva. Alguém de outra legenda que se alie à sigla e tope o desafio. E ele pode estar mais próximo do que se imagina. O ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo (MDB), pré-candidato declarado ao Palácio Tiradentes. No entanto, a alternativa divide opiniões nos diretórios estadual e nacional, por isso, ainda não há consenso interno sobre a conveniência de uma aliança com o emedebista. Enquanto isso, são estudadas outras alternativas, como a viabilidade da ex-reitora Sandra Goulart, filiada ao PT, além de de Jarbas Soares, inclusive que já se declarou pré candidato pelo seu partido, o PSB, e do seu colega de legenda, Josué Gomes, ambos ambos teriam sido bem cotados em sondagens. No entanto, ainda no campo das especulações. Neste caso, "o tempo não pode ser o senhor das razões". O prazo é curto e exige agilidade.
Nada de data
Com tantos contratempos, o partido do presidente Lula, evita estabelecer prazos para a definição da candidatura na disputa pela principal cadeira do Executivo do Estado. O problema é que além do pouco tempo, algumas lideranças avaliam que a urgência perde espaço na agenda política com o início da Copa do Mundo e pode ser tratada com menos pressão nas próximas semanas. Isso significa que até a formação de grupos para as disputas proporcionais fica prejudicada, enquanto o partido não definir um ou dois nomes fortes para a campanha majoritária.
Mesmos modus
O PL vive o mesmo "balaio de gato". Sem um nome próprio e a indefinição de Cleitinho, encomendou pesquisa interna para avaliar os nomes do ex-presidente da Fiemg, Flávio Roscoe e do empresário e ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, ambos PL. Também enfrenta um prazo curto e sem "ninguém pra te chamar de seu" Assim, como PT, aguarda o resultado para saber qual decisão tomar. O certo é que, neste quesito, a direita e a esquerda estão em igual situação em Minas. Aguardemos.
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