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Política

Sem aliança 

Sem aliança 

O governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que esteve em Divinópolis - capital simbólica do Estado, neste fim de semana, disse que não vê motivos para que Cleitinho Azevedo (Republicanos) não esteja ao seu lado nas eleições de outubro deste ano, caso o senador não seja candidato ao Executivo. O divinopolitano ainda não bateu o martelo sobre a pré-candidatura, mas segue cobiçado para uma composição com o PL, que já demonstrou que não pretende se alinhar a Simões no pleito, pelo fato do seu principal apoiador, Romeu Zema (Novo), ser manter a pré-candidatura ao Palácio do Planalto. Simões revelou que Cleitinho é um amigo que sempre esteve ao seu lado, e não teria motivo para estarem separados "agora”. Na verdade, o governador tinha o desejo de compor com o partido de Flávio Bolsonaro,  mas pela fidelidade a Zema, a cúpula da sigla optou por novas investidas para formar palanque para o filho número de Bolsonaro em Minas. Uma novela cansativa e interminável. 

Grau pleno

Por falar no governador, sua passagem por Divinópolis no fim de semana, rendeu bons frutos à "Cidade do Divino" e a municípios da região. Além de obras, o chefe do Executivo mineiro anunciou a prefeita Janete Aparecida (Avante), e outras autoridades políticas,que Divinópolis alcançou o mais alto nível de maturidade do programa Minas Livre para Crescer (MLPC) e recebeu a certificação de grau Pleno de Liberdade Econômica das mãos do próprio Simões, neste sábado, 13, durante a cerimônia de transferência provisória da capital para a principal cidade do Centro-Oeste de Minas, no programa "Governo Presente". Vale destacar que é o primeiro reconhecimento do Estado. E olha que são 853 municípios. O maior número do Brasil. Para aqueles que só sabem criticar, e são incapazes de reconhecer o mérito alheio, o resultado está aí. Fingir que não sabe é feio, hein!

De propósito?

Já outros prefeitos e deputados ouviram do governador o anúncio de investimentos de mais de R$ 400 milhões para a realização de projetos e execução de obras de infraestrutura rodoviária na região. Pergunta que não quer calar: "o pacote gordo" não poderia ter vindo antes, visto que algumas melhorias previstas neles, não é de hoje que são consideradas urgentes. Meio esquisito vir justamente em um ano eleitoral e decisivo para o grupo de Zema/Simões. Claro que o atual governador assumiu tem poucos meses, por isso, 80% do questionamento deve ser dirigido para o ex, e atual pré-candidato a Presidência da República. Mas, quem garante que tudo não foi arquitetado há mais tempo, visto que desde o ano passado, Romeu Zema já anunciava "aos quatro ventos" que seu vice era o nome escolhido por ele para disputar a principal cadeira do Executivo do Estado. Jogadas políticas que a maioria sequer imagina que acontecem. Por isso, ainda escolhe tão mal seus representantes. 

Vem tarde?

Duas AMGs horríveis, movimentadas, sem acostamentos e palcos de graves acidentes. Há anos, prefeitos e deputados lutam junto ao Estado pelo alargamento das vias. Mas, ficou apenas nas promessas, inclusive por meio de Romeu Zema em uma de suas visitas a Divinópolis. Agora, finalmente parece que vai sair. Antes tarde do que nunca? Neste caso, talvez. Isso porque as obras e os projetos anunciados para a região têm previsão de serem realizados nos próximos cinco anos, e com essas estradas não deve ser diferente. Além disso, terão como fonte de recursos a receita obtida com a privatização da Copasa. E quando isso vai chegar, se é que dará tudo certo? Ninguém parece ter pensado nisso ainda. 

Um mês 

Enquanto segue um “rolo” total sobre a delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro, seu pai segue preso. Já se passou um mês, completado neste domingo 14. O empresário Henrique Vorcaro, foi preso em mais uma fase da operação "Compliance Zero", conduzida pela Polícia Federal (PF). Ele foi alvo da sexta fase da ação, que apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O pai de Vorcaro teria participado da estrutura financeira ligada ao grupo investigado, que estaria envolvido em um esquema de fraudes com títulos de crédito e movimentações patrimoniais consideradas suspeitas. E pelo visto não tem data para sair. Até pelo menos, a prometida delação sair. A continuar nesta letargia, as suspeitas de que estão esperando passar as eleições, vão começar a aparecer. E não dá para duvidar. 

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