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Adriana Ferreira

Um ano a menos: uma pequena retrospectiva

Por Bruno
Um ano a menos: uma pequena retrospectiva

Janeiro: posse de Trump nos EUA; posse de Gleidson Azevedo (Novo) e  Janete Aparecida (Avante) para o segundo mandato; Gusttavo Lima anuncia candidatura à Presidência; Câmara Municipal de Divinópolis aumenta vale-refeição para os vereadores em quase 262% e também para os servidores comissionados, após pressão popular, recua.

Fevereiro: Brasil tem a pior nota no ranking da corrupção; tarifação do Trump; preço do café dispara; Lula diz “se tá caro, não compra.”

Março: medicamento para tratar diabetes tipo 2, Mounjaro, vira febre para perda de peso; operação da PF contra fraudes no INSS.

Abril: modinha do bebê reborn; 60 anos da TV Globo; estouro do escândalo do rombo do INSS; ex-presidente Collor é preso por corrupção e lavagem de dinheiro; polêmica da camisa vermelha da seleção brasileira; os ex-vereadores Rodrigo Kaboja (PSD) e Eduardo Print Júnior (PSDB), além do empresário Celso Renato Alves de Vasconcelos Lima Júnior, foram condenados. Defesas recorrem.

Maio:  pesquisa aponta corrupção como o maior problema do Brasil;  senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) aponta como candidato ao governo de Minas; deputado federal e presidente do PL em Minas Gerais,  Domingos Sávio é apontado como um dos nomes fortes do PL em Minas Gerais para uma das vagas ao Senado nas eleições de 2026.

Junho: Trump aplica a Lei Magnistky contra o ministro Alexandre de Moraes.

Julho: tornozeleira eletrônica em Jair Bolsonaro; fenômeno do morango do amor; o filme brasileiro  “Ainda Estou Aqui” ganha o Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, um feito inédito para o Brasil.

Agosto: maratonista bêbado no Paraná; Felca se torna fenômeno contra a adultização de crianças nas redes sociais

Setembro: metanol nas bebidas; Anvisa aprova registro de vacina 100% nacional e de dose única contra a dengue; ex-presidente Jair Bolsonaro  (PL) é condenado a mais de 27 anos de prisão; tensão Trump e Lula;  nasce o grupo B2M pelas mãos de Janiene Faria, CEO do Grupo Agora de Comunicação.

Outubro: megaoperação nos Complexos da Penha e do Alemão apagão atinge todos os estados do Brasil; Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprova projeto  da autoria do deputado estadual Eduardo Azevedo (PL) para que sejam realizadas palestras sobre primeiros socorros em todas as escolas da rede estadual de ensino; ampliação da isenção do imposto de renda; STF bloqueia 390 milhões na operação das fraudes no INSS; empresário, advogado e apresentador Fabiano Cazeca (PRD) assume vaga do deputado federal licenciado Pedro Aihara (PRD).

Novembro:  deputado federal e presidente do PL em Minas Gerais,  Domingos Sávio, coloca oficialmente seu nome como pré-candidato ao Senado nas próximas eleições; ex-presidente do INSS é preso.

Dezembro: polêmica comercial das Havaianas; caso Banco Master e esposa do ministro Alexandre de Moraes, Trump revoga Lei Magnistky aplicada contra o ministro Alexandre de Moraes;  Câmara Municipal aprova aumento salarial próximo aos 55% e a ampliação do número de cadeiras do Legislativo a partir de 2029 de 17 para 19; Assembleia Legislativa de Minas Gerais aprova projeto da autoria da deputada estadual Lohanna França (PV) que doa o Hospital Regional de Divinópolis à UFSJ e garante uso exclusivo para esse fim; Domingos Sávio recebe o Prêmio Excelência Parlamentar 2025, figurando entre os dez melhores deputados federais do Brasil.

Violência contra mulheres e crianças

A cada dia está mais assustador. O lar que deveria ser o lugar de proteção, de refúgio, para muitas tem sido o castelo dos horrores. Medo e insegurança no próprio ambiente familiar. Pode isso? E agora aprenderam uma nova: matar e simular. Tem muita gente assistindo somente o início de “Amor Assassino” no Investigação Discovery e se esquecendo de ver até o final. 

É sério isso?

Em resposta à violência contra a mulher, está surgindo uma campanha perigosa, infelizmente apoiada por advogados, advogadas, influenciadores, influenciadores: “antes Elize do que Elisa”, “antes sete te julgado do que seis te carregando”, “da cadeia você sai, do cemitério não”. Um advogado, perfil @cacioccesar, orienta o seguinte: “Mulheres, as artérias principais ficam: pescoço, virilha e atrás do joelho. Estejam sempre atentas e canivete no bolso”. Um outro, perfil @dr.rruzza, já diz: “Resolva por partes” e mostra a foto de Elize Matsunaga.  É essa a resposta para a violência doméstica que aumenta a cada dia?  

Homens também são vítimas

Na madrugada de domingo, a  jovem Geovanna Proque da Silva, por ciúmes, matou o namorado Raphael Canito da Silva e sua amiga Joyce Correa da Silva. Eles tinham apenas um mês de namoro, e a mulher queria controlar cada passo dele. Ela bateu na moto em que estavam e os arremessou a uma distância de mais de 30 metros. Caso isolado? Não! As mulheres estão sendo incentivadas a matar, matar quem as agride, matar quem diz “não”. A ordem é matar! A Violência Doméstica contra o Homem no Brasil é um problema real, mas pouco discutido. A violência de gênero atinge homens de maneiras que não são sempre visíveis. Isso inclui controle emocional, ameaças e isolamento social. 

Lei de Talião

A Lei de Talião, ou lex talionis, é um princípio de justiça primitiva que estabelece a retribuição exata do crime na pena, resumida na frase "olho por olho, dente por dente", onde o dano causado ao agressor é igual ao que ele infligiu à vítima, presente no antigo Código de Hamurabi e no Antigo Testamento para limitar a vingança à proporção da ofensa, e que é a base da justiça retributiva. Embora esta colunista tenha algumas restrições a Mahatma Gandhi, sua célebre frase é um alerta para o momento em que vivemos: “Olho por olho,  dente por dente e o mundo acabará cego”. Com o crescimento de fãs clubes de Elise Matsunaga, o que temos é um ciclo interminável de violência e sofrimento.

Educação é a solução

Leis mais duras não têm surtido efeito. O aumento da violência, o crescente número de processos criminais e a superlotação dos presídios estão aí para provar.  Não se combate violência com violência. Mulheres que mataram seus companheiros estão monetizando nas redes sociais. Efeito do endeusamento de Elise Matsunaga.  É importante ressaltar que a sociedade está adoecida e que homens também precisam de ajuda. Educação é a base para mudar padrões de violência. Programas escolares que ensinam respeito e igualdade ajudam a prevenir a violência de gênero. Ações como debates em salas de aula são essenciais para romper ciclos de abuso. Estudos da OMS mostram que programas educacionais reduzem violência e que mudar a cultura é crucial para combater a violência. A educação deve promover relações baseadas no respeito e só assim romperemos as barreiras da violência.

Um Feliz 2026. Anistia já!

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