Jornal impresso

Esta colunista com frequência aborda sobre a importância do jornal impresso, essa maravilha surgida há mais de dois milênios. Segundo o estudo anual Datareportal, a conectividade alcança 86% da população brasileira. O tempo médio de uso das redes sociais é de aproximadamente três horas e 37 minutos diários, o terceiro maior do mundo. De acordo com o Digital News Report 2025, apenas 35% da população brasileira busca informações nas mídias sociais, sendo superior à de muitos países com igual ou mais acesso à internet. E o impresso? Embora apenas um em cada dez brasileiros o leia assiduamente, tem-se que apesar da pouca preferência, a confiança do brasileiro pela forma impressa é superior a 40%, muito acima da média mundial. Se um em cada dez lê diariamente, tem-se que 74 milhões de brasileiros leem jornal impresso mensalmente. Não se pode descartar esse público que representa 1/3 da população nacional.
Credibilidade
Pois é. A credibilidade no impresso é incomparável e não para por aí. Veículos impressos que possuem plataformas digitais têm mais confiança do leitor, pois sabem que o compromisso do impresso se repete no mundo virtual. Afinal, são mais de dois milênios de existência construindo seu espaço. Segundo a comunicadora Renata Pereira Amadei, o perfil do leitor do jornal impresso contemporâneo é caracterizado por: exigente e seletivo, pois busca conteúdos mais profundos, analíticos e relevantes, rejeitando o jornalismo superficial. Além disso, o público é fiel à experiência da leitura física, valorizando o ritual de folhear o jornal, o contato com o papel e a leitura pausada; fiel e com alta escolaridade e renda, geralmente possui formação acadêmica elevada e poder aquisitivo para consumir esse tipo de mídia; de faixa etária mais avançada, prefere formatos tradicionais em vez das mídias digitais; interessado em credibilidade e análise crítica, confia na seriedade e no rigor jornalístico dos impressos. Resumindo: esse leitor vê o jornal impresso como uma fonte confiável de informação aprofundada, em contraste com a rapidez e superficialidade das mídias digitais. Uma informatividade bem dosada equilibra informações conhecidas com dados novos, garantindo que o texto seja interessante, fácil de compreender e adequado ao conhecimento prévio do leitor.
Vale a pena anunciar?
Claro que sim! Conforme supradito, a plataforma impressa está associada a um alto nível de confiança e credibilidade. Diferentemente dos anúncios digitais que desaparecem rapidamente (e merecem respeito considerando que a população é 86% conectada), o anúncio impresso é um objeto físico e palpável, o que pode conferir uma sensação de permanência, legitimidade e seriedade à mensagem. Para o exigente leitor do impresso, o fato de o anúncio ter sido aceito para publicação pelo veículo pode servir como um selo de aprovação ou validação inicial. De acordo com uma pesquisa do Ministério das Comunicações, a mídia impressa tem 68% de credibilidade, embora seja menos acessada do que outras mídias. Um estudo da Ipsos (uma das principais empresas de pesquisa de mercado do mundo) indica que 65% dos brasileiros confiam em jornais e revistas, o que é superior à média internacional.
Na região
Divinópolis e Samonte possuem duas plataformas impressas, a saber, Jornal Agora com 54 anos de existência e Gazeta Montense com 27 anos. Ambas estão nas mãos de mulheres santantonienses, as locomotivas Janiene Faria e Angela Santos, respectivamente. Essas imprescindíveis mulheres, embora conectadas com as redes sociais, seja no Instagram - https://www.instagram.com/jornal_agora/ e https://www.instagram.com/gazetamontense/ e nas demais plataformas digitais, inclusive no whatsApp: Jornal Agora (https://chat.whatsapp.com/EBZDG0pyTbs20Q1SIpkdve) / Gazeta Montense (https://chat.whatsapp.com/LupzESQfwiJ3wejWq1IQCs ), continuam firmes com as versões impressas, pois o respeito ao leitor e ao anunciante é 100%. Aplausos de pé, pois elas fazem a diferença! Ao poema “Namoradas Mineiras”, de Carlos Drumond de Andrade, quando ele diz “mas as melhores, mais doces namoradas
são as de Santo Antônio do Monte...”, deve-se acrescentar, as mais leais também. Por isso, mesmo com as mídias sociais, o impresso, principalmente no interior, precisa continuar tendo seu lugar de destaque. Bravo! Bravíssimo!
Valorização
A importância do impresso não passou despercebida pela Câmara Municipal que aprovou em 2024 a ‘Comenda Profissional da Segurança Pública’, em homenagem à “Coronel Faria” de autoria do então vereador Edsom Sousa (PSD). Coronel Faria, juntamente com Antônio Eustáquio Rodrigues, fundou o Jornal Agora e viveu para vê-lo conquistando as plataformas digitais, sem perder o compromisso com o impresso. Sua coluna “Preto no Branco” continua firme com a menina que quebra o coco e não arrebenta a sapucaia, a jornalista e editora Gisele Souto. Nas palavras do então vereador “esse foi um homem equilibrado e honrado que dedicou sua vida a segurança pública e que fez uma história bonita em Divinópolis.” Aplausos de pé!
Feminicídio
Estarrecedores os números. Mas é preciso entender que quem quer matar, nenhuma lei ou medida protetiva segura. Aumentar a pena para 40 anos não surtiu o efeito desejado. Nós mulheres precisamos acordar para os primeiros sinais e entender que mulher não conserta homem. Se a mãe que colocou no mundo não deu conta, nenhuma outra dará! Parar de mandar carta de amor para feminicidas presos já é um começo, além de buscar ajuda profissional quando perceber os primeiros sinais. O mesmo para os homens que embora não mandem cartas para mulheres presidiárias, também têm se envolvido de forma desequilibrada, aumentando absurdamente os casos de mau uso da Lei Maria da Penha. A carência tanto de um lado quanto do outro, a sensação de posse e o medo do abandono são os responsáveis pelo aumento da violência doméstica envolvendo homens e mulheres adultos e acaba sobrando para os filhos. A atenção à saúde mental fará mais que aumento de pena até porque cadeia não recupera ninguém.
Caneta emagrecedora
As canetas que mais fizeram pessoas perderem peso foram as do comunismo, do socialismo, do nazismo e do fascismo. Não é ironia!
Anistia Já!
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