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Adriana Ferreira

Violência

Por Bruno
Violência

O Jornal Agora publicou ontem uma matéria sobre casos criminais sem solução, destacando os homicídios de Pablo de Almeida Martins, morto aos 14 anos de idade, e Dhandara Kellen Ferreira, morta aos 18. Dois jovens que tiveram suas vidas ceifadas violentamente, o primeiro em fevereiro de 2025 e a segunda em setembro do mesmo ano e até a presente data as famílias não têm uma resposta. A esse grupo soma-se a família de Thulio Humberto Duarte, de 31 anos, morto em setembro de 2024 em uma festa no Bairro São Roque. Todos esses e tantos outros casos encontram-se com investigações em andamento sine die, ou seja, por prazo indeterminado. 

E a Polícia Civil?

Tira leite de pedra, faz o que pode, mesmo com servidores sobrecarregados, estrutura precária, delegacias caindo aos pedaços, mofo e infiltrações, mato alto e risco para os policiais civis. É o retrato do abandono! Tem-se ainda o agravante dos afastamentos, em razão do esgotamento mental, estresse pós-traumático, ansiedade e depressão. A alta exposição a situações violentas, longas jornadas, sobrecarga, pressão por produtividade, déficit de efetivo, e desvalorização contribuem para o alto índice de adoecimento, conforme bem já salientou o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais -   https://sindpolmg.org.br. Para dar uma resposta mais célere para a sociedade, é necessário investir em políticas de saúde e bem-estar dos profissionais, além de garantir condições de trabalho adequadas, para prevenir e tratar os problemas de saúde física e mental enfrentados por esses profissionais. Mas para isso, é preciso que o Estado não seja omisso. Neste ano eleitoral, forçoso lembrar: quem escolhe o destino das Polícias Civil e Militar, é o eleitor.  Não adianta escolher mal e depois reclamar da prestação de serviço. Capisce?

E as demais forças de segurança?

Não ficam atrás, quando a questão é adoecimento mental e falta de condições de trabalho. A cultura do "silêncio" e estigmatização de fragilidades emocionais são agravantes que resultam em altos índices de transtornos mentais, dependência química e suicídio. A prevenção, com foco em melhores condições de trabalho e redução da estigmatização, é apontada como essencial para o fortalecimento da saúde do pessoal que desempenha a função. E quanto a essas condições, a efetiva segurança pública, pede socorro!"

Enquanto isso 

O Poder Judiciário brasileiro consolidou-se como o segundo mais caro do mundo, com despesas recordes,  atingindo  R$146,5 bilhões. Em despesas só perde para El Salvador. A Justiça estadual concentra a maior fatia (62,6% ou R$ 91,7 bilhões), seguida pela Justiça do Trabalho. O custo médio por habitante foi de R$ 689,34, mantendo-se em torno de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). A média anual é de 0,3%, mostrando que o Brasil gasta  um valor 4,3 vezes maior que a média internacional. Excluídos os gastos com inativos, que correspondem a 15,4% do total, o custo real para o funcionamento do Judiciário foi de R$ 124 bilhões, ou R$ 583,07 por cidadão. O relatório "Justiça em Números" do CNJ, divulgado em setembro de 2025, destacou que a maior parte das despesas referem-se a salários, benefícios, previdência de magistrados e servidores, enquanto apenas cerca de 10% vão para investimentos. 

E mais

O relatório aponta que as despesas com pessoal são predominantes, representando 89,2% do total (R$ 130,6 bilhões). Os demais 10,8% referem-se a outras despesas correntes (R$ 12,1 bilhões) e despesas de capital (R$ 3,8 bilhões). Dentro das despesas com pessoal, 80,2% destinam-se a subsídios e remunerações de magistrados e servidores ativos e inativos, enquanto 9,9% correspondem a benefícios como auxílio-alimentação e saúde. Despesas com diárias, passagens e auxílio-moradia somam 4,8%, e cargos e funções comissionadas representam 13,4% do total de pessoal. A análise do CNJ ainda aponta desequilíbrios na relação entre despesas e demandas processuais. A Justiça Estadual, responsável por 68,6% dos casos novos, representa 62,6% da despesa total, enquanto a Justiça do Trabalho, com 12,3% dos processos, concentra 17,4% dos gastos, com 95,2% desses valores destinados a pessoal. Já a Justiça Federal é o único ramo que arrecada mais do que gasta, especialmente por meio da execução fiscal, com receitas de cerca de R$ 20 bilhões. O CNJ ressalta que os dados mostram um crescimento consistente dos gastos do Judiciário, destacando a necessidade de monitoramento e políticas de eficiência, especialmente diante do impacto direto desses custos no orçamento público e na sociedade. Capisce?

Descrença

Sabe a mãe daquele Infante que a coluna vem relatando? Sua descrença no Poder Judiciário não acaba na Justiça de Família. As filhas foram abusadas e a audiência de instrução e julgamento  já foi cancelada e redesignada seis vezes. Isso mesmo! Seis vezes, sendo cinco vezes para readequação de pauta que começou em outubro de 2022 e  findou em dezembro de 2025, quando foi cancelada e redesignada para abril de 2026, por declínio de competência porque tramitava na 3ª Vara Criminal e somente em dezembro 2025 foi distribuído para a 2ª Vara Criminal em razão da matéria. Pode isso?

Psicofármacos e suas reações adversas

A coluna vem alertando sobre a pressa em diagnosticar e também sobre a falta de orientação dos médicos quanto aos efeitos colaterais principalmente em se tratando de psicofármacos. Muitos usuários consideram que é a doença piorando quando na verdade é o cérebro reagindo à droga. Em se tratando de suicídio, ficam a família e amigos próximos penalizando, culpando-se, quando na verdade o ato foi única e exclusivamente em razão da reação adversa à medicação. Faltam verdade, transparência e responsabilidade clínica dos médicos psiquiatras e neurologistas que prescrevem medicamentos sem se dar ao trabalho de orientar devidamente pacientes e familiares. 

Estudos sobre efeitos colaterais

O psiquiatra, cientista, autor e professor galês, David Hely, vem alertando há décadas que, em uma parcela de pessoas, antidepressivos podem induzir um estado neurobiológico anormal marcado por agitação, impulsividade, pensamentos intrusivos e perda de controle. O ex-secretário da Associação Britânica de Psicofarmacologia e autor de mais de 220 artigos revisados por pares e 25 livros, incluindo “The Antidepressante Era, The Creatina off Psychopharmacology” e “Pharmageddon” e professor de psiquiatria no País de Gales, e mais recentemente no Departamento de Medicina da Família da Universidade McMaster no Canadá, esteve envolvido como testemunha especializada em ensaios clínicos de homicídios e suicídios envolvendo drogas psicotrópicas, e em trazer problemas com essas drogas à atenção dos reguladores americanos e europeus, bem como em aumentar a conscientização de como as empresas farmacêuticas vendem drogas, comercializando doenças e cooptando líderes de opinião acadêmicos, como escritores fantasmas de seus artigos. David  Healy também é fundador e CEO da Data Based Medicine Limited,  e que opera em seu website RxISK.org, dedicado a tornar os medicamentos mais seguros. por meio de relatórios online sobre seus efeitos colaterais. Vale a pena ler! 

E para relaxar

No final do expediente, uma parada no Cheirin Bão. E antes do jantar, Cachaça Frazão! 

Anistia Já!

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