É sério esse bilhete?

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL/SP) em um momento de insanidade (só pode!), propôs autorizar o porte de arma para pessoas trans com base na identidade de gênero. A justificativa: Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIAPN+. Uma pessoa morta a cada 36 horas. E as mulheres, senhor delegado deputado? Uma morta a cada seis horas. Ficarão de fora porque uma o traumatizou? Sabemos que passou por momentos de terror, não explica e nem justifica. E como ficam as demais? As que contribuíram para que existisse? Para sua ascensão? Sem contar as que são vítimas de tentativa de feminicídio, que são uma a cada 40 minutos. E como ficam? E as crianças e adolescentes? Uma morte a cada 79 minutos. E o aumento preocupante da violência contra o idoso? Como fica? Ah, e tem mais: em todos os grupos, a maioria vítima é negra. Adianta armar um só grupo? E os demais? Senhor delegado, não existe um único grupo vulnerável. E mais, embora esta colunista seja a favor da posse e do porte de arma (desde que atendidos todos os requisitos legais), mas nem por isso pensa em ter uma, da forma proposta não é a solução. O senhor como membro das forças de segurança sabe disso. Até a deputada federal Herika Hilton (PSOL/SP) discordou do seu projeto. E com razão! A sociedade está doente. Saúde mental em frangalhos. A violência não é questão somente de segurança pública, é de saúde pública. Delegado / deputado, não busque lacrar com um assunto tão sério. Não é à toa que é campeão de processos disciplinares. Calado deve ser um poeta! AFFF!
Absurdo
A Cemig diz que integra a rede de combate à violência de gênero em Minas Gerais por meio de ações de responsabilidade social e parcerias estratégicas, que visam empoderamento feminino e a segurança pública. A Cemig alega ainda que, em parceria com a Defensoria Pública de Minas Gerais, participa de ações itinerantes e mutirões para levar assistência jurídica e informações sobre direitos às comunidades mais vulneráveis. Na prática não é bem assim não! Na parte de quarta-feira, uma mulher procurou a Cemig para fazer a ligação da rede de energia em sua nova casa. Embora tenha apresentado a certidão de divórcio devidamente averbada e também o agendamento para a confecção da nova carteira de identidade, a Cemig se recusou a fazer do serviço com o nome de solteira. A mulher, saída de um um casamento que lhe trouxe dor, será obrigada a receber a conta de energia por 30 meses com o nome que ela não suportou mais carregar. Mas a Cemig não está nem aí para a dor real. Fala bonito e faz feio. Nota zero!
P.S.
Esta colunista repudia o termo empoderamento, pois o correto é poderosa. Mulher empoderada, como bem disse a grande jornalista Glória Maria, recebe o poder de outrem e quem dá pode tirar. Mas a mulher poderosa, essa conquistou o poder. É dela! Ninguém tira! A própria Glória Maria é a prova disso.
Carnaval
Embora seja membro do “Grupo Recreativo Unidos da Sala, Quarto, Cozinha, Área de Serviço”, esta colunista não pode deixar de acompanhar a festa que deveria ser de alegria e união, mas se tornou palco de violência, de agressão à mulher, a quem pensa diferente. O riso e a alegria se foram e restaram somente os palhaços (povo brasileiro) no salão e fora dele. Enquanto isso, mais impostos. Acordemos meu povo.
Homenagem a Lula
Coitadinha da Dona Lindu. Deve ter se revirado no túmulo, afinal o espetáculo de mau gosto da Acadêmicos de Niterói defendeu o ponto de vista da mãe do presidente Lula (PT). O responsável por pecar em vários pontos foi Thiago Martins, carnavalesco responsável pelo rebaixamento da São Clemente em 2022 e que nunca mais voltou à elite do samba. Eita!
PL Mulher
A advogada Silvia Cardozo é a nova presidente do PL Mulher Divinópolis. Ela é catequista, líder comunitária, analista jurídica do Presídio Floramar e faz um trabalho juntamente com a Defensoria Pública de Minas Gerais, assistindo presos e também orientando seus familiares. Aplausos de pé!
Anistia já!
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