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Adriana Ferreira

Até quando?

Por Bruno
Até quando?

Adriana Ferreira

Parafraseando nossa editora-chefe, a jornalista Gisele Souto, gostaria de começar mencionando a crença de que as leis endurecidas estão reduzindo a prática de crimes contra mulheres e crianças, mas, também constatar que a realidade tem sido mais dura que a legislação. Egressos do sistema prisional, condenados ou aguardando julgamento por tais crimes, esses infratores são soltos e em poucos dias reaparecem aí cometendo o mesmo tipo de delito. Não é raro ler em matérias jornalísticas dessa área que o criminoso já respondia por crimes iguais ou afins e, em seguida, a crítica: “a polícia prende e a justiça solta”, ou ainda “se não tivesse sido solto, não haveria esse crime”. E não há como tirar a razão de quem pensa assim.  

Ora, ora

Se o traficante, o larápio, o latrocida, ao saírem da prisão, normalmente voltam a cometer crimes do mesmo padrão que os levaram ao cárcere, vez que já está provado que o sistema prisional não recupera, de onde se pensa que o abusador sexual, o agressor de crianças e mulheres estão curados ou recuperados? Ledo engano! Mais do que considerar única e exclusivamente as benesses da lei e conceder a progressão de regime e até mesmo a liberdade, tem que se levar em conta se o egresso da prisão tem condições psicológicas e psiquiátricas para conviver em sociedade sem voltar à prática criminosa, pois o que se vê, é o cometimento de crimes piores que os anteriormente praticados. O caso que chocou Divinópolis na manhã de segunda é um exemplo disso. Flávia Cunha, 43 anos, foi morta pelo primo. Ele já havia sido preso em janeiro deste ano por descumprimento de medida protetiva. Acrescente-se o caso de Isabela Miranda Borck, de 17 anos, de Santa Catarina, morta pelo pai em dezembro passado, por vingança, após ser condenado por estuprá-la. No passado, ele foi preso pelo estupro da própria filha. Solto, de forma vil, sequestrou, matou e ocultou o corpo da vítima. Letícia Tanzi Lucas, 13 anos, foi morta pelo pai em 2018. Condenado por outro estupro em 2012, ele havia sido solto um dia antes por decisão da Justiça. A lista é longa!  “Se não tivessem sido soltos, não haveria esses crimes”. Frise-se, sem entrar no mérito ou legalidade da soltura)

Panorama da ludopatia (vício em jogos)

Estudos apontam que cerca de 3 milhões de brasileiros lidam com o vício avassalador em jogos de azar e 11 milhões de pessoas encontram-se em situação de risco, apresentando comportamento compulsivo. Além dos problemas de saúde, economicamente também é um desastre, vez que o varejo brasileiro, somente em 2024, perdeu mais de R$ 100 bilhões para as bets, e há quase 2 milhões de pessoas em situação de inadimplência devido às apostas online. Crianças, adolescentes, adultos, idosos têm se envolvido com jogos e houve um aumento de mais de 300% de jovens entre 18 e 24 anos apostando. Os jogos têm contribuído para o aumento da criminalidade de modo geral, tráfico de drogas, furtos, roubos, latrocínio, homicídios e violência doméstica, nada escapa para o vício. É alarmante!

Um alento 

Na última terça-feira, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), anunciou o teleatendimento em saúde mental pelo SUS (Sistema Único de Saúde) com foco em jogos de apostas. Com investimento de R$ 2,5 milhões do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), o teleatendimento é destinado a pessoas com 18 anos ou mais, além de familiares e rede de apoio. O cadastro pode ser feito 24 horas por dia, em ambiente seguro, com direcionamento do Meu SUS Digital. Todas as informações seguem as normas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Esse programa foi criado, vez que a procura por ajuda presencial é ínfima, muitas vezes, há dificuldade de admitir o problema, vergonha e ainda muita estigmatização. A expectativa inicial é de 600 atendimentos online por mês, mas o ministério poderá ampliar esse número, a depender da demanda. A ideia é chegar a 100 mil atendimentos mensais.

Funcionamento 

As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e fazem parte de ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 consultas por paciente – seja em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. O atendimento é gratuito e confidencial. A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais. Após o cadastro pelo formulário direcionado pelo Meu SUS Digital, as orientações para a consulta são enviadas pelo WhatsApp. O modelo inclui telemonitoramento e integração com a rede do SUS e, sempre que necessário, os pacientes serão conduzidos ao atendimento presencial. A porta de acesso ao serviço será por meio do aplicativo Meu SUS Digital. (Fonte: https://www.gov.br/saude)

Agradecimentos

A coluna agradece ao ex-vereador e sempre atento cidadão Renato Ferreira (PT), uma de nossas referências em saúde pública, e que abraçou a nossa campanha “Família e Jogatina Não Combinam”, por ter nos enviado tão excelente notícia. Aplausos, de pé!

Eita, que precisa endireitar!

A direita precisa se unir, caso queira arrebentar a boca do balão nas eleições que se avizinham. Como diz Dona Tina, a Brava, mãe desta colunista, “o povo num une”. Se não chegarem a um consenso, vão reeleger o presidente Lula (PT), apesar da alta rejeição, e perder muito do espaço conquistado em 2022 e 2024. É preciso união e coerência!

É mentira, Zé!

A anistia na Venezuela é uma falácia! Embora o governo informe que mais de 2200 presos foram libertados, a bem da verdade, poucas dezenas sentiram o gosto da liberdade. Oposição crê que somente com novas eleições é que a anistia ampla, geral e irrestrita ocorrerá!

Irã

O silêncio da esquerda brasileira em relação à morte de mulheres vítimas do regime, é ensurdecedor. Aliás, é preciso lembrar que se o ditador for amigo do presidente Lula (PT), as feministas e femistas jamais se manifestam. Vergonha!

Um feliz dia para essas mulheres que fazem a diferença para um mundo melhor. Não importa onde, até porque lugar da mulher é onde ela quiser.

Anistia já!

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