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Adriana Ferreira

Racismo

Por Bruno
Racismo

Segundo portal  https://brasilescola.uol.com.br/  “o  racismo é uma forma de discriminação baseada na raça, a partir do falso entendimento de que haveria raças humanas superiores a outras. O racismo pode se manifestar de diferentes formas, mas é, sobretudo, uma forma de violência contra as populações negras.” No absurdo entendimento do referido portal, somente pessoas negras que representam 10,2% da população podem ser vítimas de racismo,  isso no país com a maior população japonesa fora do Japão, que representa, juntamente com os demais asiáticos, 0,4% da população, e ainda com 43,5% de brancos, indígenas 0,8%. E claro, a majoritária da qual esta colunista faz parte, a parda (45,3%), grupo branco demais para ser preto e preto demais para ser branco. Não é ironia!

Educação: a base de tudo

Ser a que mais sofre racismo não a torna a única que sofre racismo. A partir do momento em que se usa a origem para ofender alguém, isso é racismo. Educar as crianças que somente o negro sofre racismo é deixar aberto o espaço para piadas e ofensas aos demais grupos étnicos e entender que isso é normal.  Temos que desenvolver a unificação e a superação das divisões e isso deve ser repassado na educação de base, assim como a violência de gênero. Uma frase ora atribuída a Sócrates, ora atribuída a Emannuel Kant, resume o quão importante é a educação de base, “educai as crianças e não será preciso punir os homens”.

O que a história diz

No Brasil, assim como nos demais países das Américas, o grupo étnico escravizado foi o negro, mas nem todos foram escravizados por brancos. No Brasil os escravagistas mais famosos são o Barão de Guaraciaba, Francisco Paulo de Almeida (1826-1901), foi o primeiro e mais proeminente nobre negro do Brasil Império, nascido em Lagoa Dourada, Minas Gerais. Grande cafeicultor e banqueiro, ele possuía fazendas no Rio de Janeiro e chegou a ter cerca de mil escravos, inserindo-se na estrutura escravagista da época para gerir sua fortuna,  e claro, o glorificado Zumbi dos Palmares, sendo que este último, seus admiradores, atualmente buscam construir a narrativa de deslegitimação e tentativa de manchar a imagem do líder da resistência negra. O que ele tinha era outra forma de servidão interna, distinta da escravidão. Então, tá!

Pois bem!

É impossível identificar um grupo étnico que nunca tenha sido escravizado em toda a sua história. A escravidão foi um fenômeno comum, crônico e endêmico em todo o mundo, atravessando séculos, continentes e culturas, afetando quase todas as populações em algum momento. Trata-se de um fenômeno universal. Da Mesopotâmia e o antigo Egito até as Américas pré-colombianas e a Europa Viking, a escravidão foi praticada por quase todas as civilizações, com prisioneiros de guerra sendo forçados à servidão. Nunca foi  o branco contra o negro,  como se ensina no Brasil, pois tivemos escravagistas negros e a própria palavra "escravo" tem origem étnica: deriva de "eslavo", referindo-se aos povos eslavos da Europa Oriental, que foram escravizados em larga escala por séculos. E eram brancos. Capisce?

Racismo e injúria racial

Embora impliquem possibilidade de incidência da responsabilidade penal, os conceitos jurídicos de injúria racial e racismo são diferentes. O primeiro está contido no parágrafo 3º do artigo 140 do Código Penal brasileiro e o segundo, previsto na Lei n. 7.716/1989. Enquanto a injúria racial, consiste em ofender a honra de alguém se valendo de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião ou origem, o crime de racismo atinge uma coletividade indeterminada de indivíduos, discriminando toda a integralidade de uma raça. Ao contrário da injúria racial, o crime de racismo é inafiançável e imprescritível.

Miscigenação 

Os movimentos negros, ligados à esquerda, querem que os pardos rejeitem sua ancestralidade branca, amarela, indígena e se declarem negros. Para eles, a miscigenação funciona como uma forma de embranquecimento e ferramenta para enfraquecer a luta antirracista. É sério este bilhete! Os grupos conservadores, ligados à direita, exaltam a identidade parda. E por que não? Os pardos, mestiços são o resultado da miscigenação, verdadeira identidade do povo brasileiro. Esta colunista parte do princípio que toda ancestralidade deve ser honrada. Neta de avó materno branco (João Branco) e avô paterno mulato (Frederico), filho de uma escrava com seu dono e avó materna cafuza (Agripina), de ascendência negra e indígena e avó paterna negra (Maria Luíza), como pensar diferente? 

Tudo é racismo?

Atualmente se fala em racismo interpessoal, institucional, estrutural, internalizado, cultural, ambiental e epistêmico, etc. dando a entender que há racismo em qualquer situação. Porém, isso em nada contribui para sua erradicação. O que se tem é a banalização e isso é o que vemos, salvo melhor juízo, na atitude da vereadora Kell Silva (PV) da cidade do Divino. A vereadora se manteve silente quando o assunto foi o aumento absurdo dado aos vereadores a partir de 2029. Se a dita vereadora foi contra, não chegou ao conhecimento desta colunista, mas uma brincadeira entre duas pessoas que se admiram e se respeitam, a saber Gleidson Azevedo (Novo), prefeito da cidade e seu braço direito Talles Barbosa. Aí, a vereadora deu o grito e ameaçou levar ao conhecimento do assoberbado Ministério Público a prática de possível racismo. Se ele tivesse mostrado outro animal, um leão, um tigre, um guepardo, uma onça, estaria tudo bem? Aí, nesse caso caberia a acusação de racismo “faunal” praticado pela senhora vereadora, por considerar um animal superior ao outro quando cada um tem função específica na natureza. Que venham os ecoxiitas! Senhora vereadora, vá se ocupar com o que realmente interessa! 

Nota Zero

O Hospital Regional é uma conquista apartidária. Sua conclusão só foi possível quando deixaram a ideologia, o partidarismo de lado e olharam para a mesma direção: o povo. Por isso, sua inauguração não pertencia nem à direita e nem à esquerda, mas a todos que lutaram para sua inauguração. Nota zero para o chefe do cerimonial que não buscou se informar direito e deixou de convidar  a deputada estadual Lohanna França (PV) e também a secretária nacional de Finanças e Planejamento do Partido dos Trabalhadores, Gleide Andrade. Demissão é pouco!

Ficou feio

O vereador Vitor Costa (PT) receber o governador Romeu Zema (Novo) com um buquê de bananas demonstrou que não sabe receber visitas. Imagine se o governador fosse negro. Como ficaria a situação considerando ser ele da esquerda lacradora? 

Christiano Douglas Santos: uma trajetória de sucesso

Um dia seu pai, João Eustáquio Ferreira dos Santos, um metalúrgico analfabeto, foi ao Banco Itaú e pediu um emprego para seu filho Christiano. Cinco anos depois o Banco ligou. Começou como caixa em uma agência da cidade, chegando a superintendente com atuação em vários estados. Mas um dia, a saudade de casa bateu, a vontade de criar a filha perto dos avós, e também o interesse em diversificar. Honrando sua ancestralidade, a vida rural dos que vieram antes, tornou-se proprietário do Haras HCS no Município de Itapecerica, mas sem ficar de fora do mercado financeiro, tornando-se gerente da Cresol, uma das principais cooperativas de crédito do Brasil, com 30 anos de mercado, mais de um milhão de cooperados e mais de 11 mil colaboradores, reconhecida pelo Great Place to Work (https://gptw.com.br/) como uma das melhores empresas para trabalhar.  E assim, o filho de João Eustáquio Ferreira dos Santos e Maria Rosário Araujo Santos, esposo de Elizabeth Gouveia Santos e pai de Luiza Gouveia Santos, segue construindo uma trajetória pautada em trabalho, liderança e compromisso com a comunidade. Aplausos de pé!

Anistia já!

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