Vacinação contra a meningite é ampliada até junho de 2023

Da Redação
Mais uma campanha de vacinação foi ampliada devido à baixa cobertura vacinal. Divinópolis anunciou ontem, conforme orientação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), a prorrogação, até junho de 2023, da imunização contra meningite.
— A medida ocorre a fim de alcançar uma maior porcentagem da população, visto que há ocorrências de surtos da doença em algumas regiões do país, que faz um alerta para a baixa cobertura vacinal — justificou o Executivo.
As vacinas de combate à doença estão disponíveis em todas as unidades básicas de saúde do município de 8h às 16h. As unidades de saúde dos bairros Planalto, Tietê, Ermida, Sagrada Família e Belvedere também disponibilizam a vacina em período noturno, das 18h às 21h, acrescenta a Prefeitura.
De janeiro a setembro deste ano, no estado, foram registrados 617 casos confirmados e 92 mortes e todas as etiologias que causam a meningite. Em 2021, foram 522 casos e 50 óbitos.
— A meningite é provocada pela inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal (meninges). Ela pode ser causada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas e as complicações podem levar o indivíduo a ter sequelas e ao óbito. A doença, considerada endêmica no Brasil, acomete pessoas de qualquer idade, mas o maior risco é para crianças menores de cinco anos — orienta a SES-MG.
Por esse motivo, o esquema vacinal é iniciado logo após o nascimento do bebê, por meio da vacina BCG.
Transmissão
Se dá por meio das vias respiratórias, ou seja, de pessoa para pessoa, por gotículas e secreções do nariz e da garganta. Há casos em que a transmissão é fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados, ou ainda pelo contato com fezes de pessoas infectadas. A ocorrência das meningites bacterianas é mais comum no outono-inverno e das virais, na primavera-verão.
De acordo com o coordenador de Doenças e Agravos Transmissíveis da Vigilância Epidemiológica Estadual da SES-MG, Gilmar Rodrigues, o quadro clínico da meningite pode ser muito grave e as pessoas que apresentarem sintomas suspeitos devem procurar atendimento médico em serviço de saúde para uma avaliação adequada.
— É necessário ficar atento a sintomas como cefaléia, febre, vômitos associados a quadros de prostração intensa, irritação, rigidez de nuca ou convulsão. Estes sintomas sinalizam a necessidade de assistência médica, com urgência. A prevenção se dá, principalmente, pela vacinação, disponibilizada pelo SUS, para crianças, adolescentes e trabalhadores da saúde. Esses grupos representam maior risco para a doença atualmente e devem manter o calendário vacinal em dia — pontuou.
Novos grupos
O Ministério da Saúde, por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), ampliou a oferta dos imunizantes que previnem a meningite meningocócica, passando a ofertá-los também para os seguintes públicos:
- Vacina meningocócica C (conjugada) - Meningo C
Será ofertada duas doses, para as crianças de três e cinco meses de idade e uma dose de reforço, para as de 12 meses. Além disso, até fevereiro de 2023, a vacina estará disponível para aquelas de até 10 anos que, por algum motivo, ainda não foram vacinadas e também para todos os trabalhadores de estabelecimentos de saúde.
- Vacina meningocócica ACWY (conjugada) – Meningo ACWY
Será ofertada uma dose em adolescentes de 11 e 12 anos. No entanto, até dezembro de 2022, a Secretaria Estadual de Saúde está disponibilizando a vacina para todos os adolescentes de 11 a 15 anos que ainda não tiverem sido vacinados. A estratégia de ampliação será mantida pelo Ministério da Saúde até junho de 2023, no entanto passará a ser ofertada somente para adolescentes de até 14 anos.
As vacinas Meningocócica C e Meningocócica ACWY fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação. Zelando pela segurança de todos, a Secretaria de Saúde salienta aos que ainda não foram imunizados a procurarem uma unidade o mais breve possível.
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